Convocatória aos PUEBLOS de NUESTRA AMERICA

martes, 15 de diciembre de 2015

"A GRANDE CRISE DO CAPITALISMO VIRÁ QUANDO CHEGAR A CATÁSTROFE AMBIENTAL"

Pesadelos da ficção-científica virarão realidade?
"A grande crise do capitalismo virá quando chegar a catástrofe ambiental. Penso que haverá desastres cada vez mais frequentes e profundos. Haverá um momento de virada na história, uma espécie de barbárie ou alguma forma de regulação global dos mercados. (...)

Não sei quando isso acontecerá, mas essa será a crise de fundo do capitalismo: destruir as condições de sua própria existência, destruindo o ambiente, modificando condições que nunca deveriam ter sido modificadas."

A previsão é de Michael Burawoy, presidente da Associação Internacional de Sociologia.

Fez-me lembrar a tese soturna de Friedrich Engels: se uma classe dominante consegue perpetuar relações de produção condenadas, que estão travando o desenvolvimento das forças produtivas, acaba ensejando o advento da barbárie.

Assim, quando a escravidão se tornou anacrônica e contraproducente, era Spartacus e seus gladiadores que encarnavam a possibilidade de, mediante sua erradicação, o Império Romano ascender a um degrau superior de civilização. Ao derrotá-los, Roma tirou de cena os únicos sujeitos históricos capazes de darem uma resposta positiva à contradição existente.
A estagnação ensejou a barbárie

Detida a revolução que a transformaria  por dentro, fazendo-a evoluir, sobreveio a estagnação, o enfraquecimento e, finalmente, a destruição por parte dos que vinham  de fora  e expressavam um estágio de desenvolvimento há muito superado por Roma. O relógio da História andou para trás.

Agora, podemos estar diante de uma situação semelhante. O capitalismo se torna cada vez mais pernicioso e destrutivo, porque esgotou seu papel histórico e tem sobrevida parasitária.

Desenvolveu enormemente as forças produtivas, permitindo que a humanidade finalmente ultrapassasse a barreira da necessidade; hoje estão dadas as condições para a produção de tudo aquilo de que cada habitante do planeta necessita para uma existência digna.

Mas, tendo como prioridade máxima o lucro e não o atendimento das necessidades humanas, desperdiça criminosamente tal potencial, impõe uma desnecessária e embrutecedora penúria a parcela considerável da humanidade, provoca turbulências econômicas cada vez mais frequentes, multiplica as agressões ambientais e malbarata os recursos naturais finitos dos quais depende a sobrevivência de nossa espécie.
Sopa dos pobres na Grande Depressão

Por enquanto, graças aos mimos que proporciona aos que participam do sistema (ao preço da exclusão de tantos outros seres humanos), à avassaladora eficiência tecnológica e à manipulação científica das consciências por parte de sua nefanda indústria cultural, tem conseguido evitar a revolução -- cada vez mais necessária e premente. Até quando?

Marcuse acreditava numa resposta provinda de quem estivesse fora do sistema, não submetido à sua lógica unidimensional, que exclui alternativas e veda o espírito crítico.

É exatamente o que começa a suceder, como, aliás, está bem caracterizado nestas outras afirmações do sociólogo Burawoy:
"Estive em Barcelona e vi os indignados. Agora também em Wall Street. São muito similares. Resistem a se engajar no sistema político, em levantar temas políticos...
Burawoy: momento de virada da História.
Todos esses movimentos refletem uma era de exclusão. (...) O centro de gravidade desses movimentos são os excluídos, os desempregados, estudantes semi-empregados, juventude desempregada, até membros precários da classe média. É um conglomerado de grupos diferentes todos vivendo um estado de precariedade porque foram excluídos da possibilidade de ter uma posição estável [dentro do sistema, pois esta se tornou] um privilégio para poucos. 
...É um movimento muito fluido e flexível. (...) Há espontaneidade, flexibilidade. É fascinante. Aparecer, desaparecer. É parte de sua força e de sua fraqueza.
...os participantes são de esquerda, são radicais democratas participativos, que preferem estruturas horizontais a verticais. Protestam contra o capitalismo que enxergam ao seu redor".
Mas, esses pequenos Davis serão suficientes para derrotar o terrível Golias dos dias atuais? Provavelmente, não.
Catástrofes levarão seres humanos a se unirem

No entanto, a barbárie também ronda as fronteiras do império --não mais na forma de contingentes humanos, mas sim das forças de destruição que o capitalismo engendrou contra si, mas se abaterão sobre nós todos.

As catástrofes ambientais que assolarão o planeta nas próximas décadas certamente levarão os seres humanos a unirem-se na luta pela sobrevivência.

Isto para não citarmos outros pesadelos, como os terroristas islâmicos, que em tudo e por tudo lembram as invasões bárbaras, pois corporificam o retrocesso histórico, a volta a um estágio inferior da evolução da humanidade. E poderão causar imenso dano se, p. ex., voltarem seus ataques suicidas contra instalações nucleares. Em se tratando de fanáticos religiosos, tudo é possível.

O certo é que, se escaparmos da destruição total, será o momento em que os seres humanos remanescentes, obrigados a tomar seu destino nas mãos, poderão dar um novo rumo à economia e à sociedade, que vão ser obrigados a reconstruir.

Por enquanto, o futuro é uma completa incógnita --inclusive a existência ou não de um futuro para a humanidade. A única certeza: assim como na canção célebre de Neil Young, estamos saindo do azul e entrando nas trevas.

Quiçá saiamos delas regenerados.

domingo, 6 de diciembre de 2015

A MELHOR SAÍDA DO ATOLEIRO EM QUE NOS DEBATEMOS: NOVA ELEIÇÃO.

Marina Silva dificilmente diz coisas importantes, mas desta vez deu uma bola dentro:
"...se de fato os recursos da Petrobras foram usados pela campanha da presidente e do vice-presidente, o correto é que ambos os indicados possam ter o processo anulado".
Então, ela defende a cassação do mandato de Dilma pelo Tribunal Superior Eleitoral ao invés do seu impedimento pelo Congresso Nacional.

Eu diria que, levando-se em conta o significado maior da Justiça e não apenas sua letra, Dilma tanto merece ser impedida por causa do estelionato eleitoral quanto cassada em função das muitas irregularidades e abusos de poder cometidos na campanha eleitoral de 2014, que vão desde o citado financiamento com recursos de origem criminosa até as pedaladas fiscais, que maquilaram o descontrole das contas públicas.

Mas, o estelionato eleitoral, embora gravíssimo por distorcer totalmente o resultado do pleito, não foi tipificado como motivo de impeachment pelos jenios que pariram a Constituição de 1988. E a percepção popular, por sinal equivocada, é de que o impedimento só se justificaria se Dilma tivesse também passado a mão na grana, o que ela não fez.

Havia, sim, o saque da Petrobrás por parte de um esquema criminoso, ela estava mais do que ciente disto mas preferiu olhar para o outro lado a fim de não se indispor com figuras poderosas do seu partido. Numa democracia de verdade, sendo ela presidente da República ou premiê, jamais escaparia da degola. Por aqui, prosperaria a versão simplista de golpe das elites e o País não reencontraria a paz.

Então, crime eleitoral seria uma forma mais branda de o País livrar-se de uma presidente de crassa incompetência, que agarra-se compulsivamente ao cargo mas não tem a mínima ideia do que fazer com ele nem oferece esperança alguma ao povo sofredor, daí estar nos arrastando para a mais terrível depressão econômica em todos os tempos.

Outra significativa vantagem: o descrédito de nosso sistema político aos olhos da cidadania é tamanho que, mais do que nunca, urge dar ao povo a certeza de que a remoção de Dilma atendeu aos interesses maiores dos brasileiros, sem que ninguém possa alegar de que se tratou apenas de uma armação em benefício do PMDB e do PSDB.

Pela via do TSE, uma nova eleição presidencial será realizada num prazo de 90 dias. Uma possibilidade que não deveria assustar o PT, pois poderia escalar seu melhor quadro para a disputa. E o Brasil ficaria sabendo se o prestígio de Lula sobreviveu aos escândalos de corrupção e ao catastrófico desempenho de sua pupila na Presidência.

Mas, parecem ser coisa nossa tanto a relutância em promover as mudanças mais necessárias e prementes --quase sempre postergadas até o elástico estar prestes a arrebentar-- quanto a opção pelos pactos de elite nos grandes momentos, reduzindo o povo à condição de eterno coadjuvante.

Em 2014, o marqueteiro João Santana pareceu Goebbels redivivo.
Teríamos uma emancipação de verdade com os inconfidentes, mas acabamos ficando com uma independência pra inglês ver. Sairíamos da ditadura militar pela porta da frente com a aprovação da emenda das diretas-já, mas tivemos de nos resignar com o conluio que garantiu, num colégio eleitoral nauseabundo, a eleição de um presidente inofensivo e de um vice que, até a véspera, era capacho dos militares.

Faremos, pelo menos uma vez, a coisa certa, dando ao povo a chance de corrigir a besteira que cometeu em 2014, quando acreditou cegamente na máquina de propaganda dos discípulos de Goebbels?

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jueves, 3 de diciembre de 2015

VICTOR LULENSTEIN OPTOU POR DESTRUIR SUA CRIATURA IMPERFEITA

A facção dilmista tudo fez para que o PT salvasse Eduardo Cunha no Conselho de Ética, pois este era o preço a ser pago para que o dito cujo não tocasse adiante o impeachment presidencial.

A facção lulista tudo fez para que o PT detonasse Cunha, com a consequência óbvia.

Qual a lógica?

Quanto maior for a duração da agonia de Dilma, mais se acentuará a desmoralização do partido, pulverizando as chances de Lula na eleição de 2018.

Se ela cair depressa haverá uma mexida no quadro e, caso o novo governante fracasse, é bem possível que Lula volte daqui a três anos nos braços do povo, erigido em salvador da Pátria.

Então, como na novela célebre de Mary Shelley e no filme ora em cartaz, Victor Frankenstein (ou seria Lulenstein?) optou por destruir sua criatura imperfeita.

A SEQUELA DO ESTELIONATO ELEITORAL: O BRASIL ESTÁ INGOVERNÁVEL HÁ 11 MESES.

Não sendo jurista, prefiro me manifestar sempre em consonância com o espírito de Justiça, que Platão dizia ser inerente ao ser humano.

Desde que Dilma Rousseff foi reeleita por pequena margem –38,16% dos eleitores votaram nela, 35,74% em Aécio Neves e 26,10% (abstenções, brancos e nulos) não se animaram a votar em ninguém–, considero sua vitória ilegítima.

O motivo, claro, é o clamoroso estelionato eleitoral. Quantos dos seus 54.501.117 eleitores a teriam escolhido se soubessem que, assim agindo, não estariam escapando do aperto de cinto e das vacas magras? 

A propaganda enganosa petista foi muito eficiente em convencer os incautos de que os adversários abririam as portas do inferno enquanto Dilma botaria pra correr os demônios da ganância. 

Mas, quando ela empossou um neoliberal como ministro da Fazenda, autorizando-o a socar goela dos brasileiros adentro um ajuste recessivo, os perfumes caros de Dilma não conseguiram mais encobrir o odor de enxofre: nem o mais crédulo dos otários é capaz de acreditar que ela só decidiu dar tal guinada de 180º após o 5 de outubro, dia do 2º turno. 

É repulsivo que, em 2014, se tenha cometido tamanha vigarice com o eleitorado, como se o relógio da História houvesse voltado a 1945, quando uma frase deturpada do brigadeiro Eduardo Gomes (ele jamais afirmou que não precisava do voto dos marmiteiros) foi espalhada pelo País inteiro, tendo considerável peso na vitória do general Eurico Gaspar Dutra.

Ao longo dos 11 meses deste desastroso 2º mandato de Dilma foram intensas as pressões da facção lulista e de quase toda a esquerda, no sentido de que ela exonerasse Joaquim Levy e passasse a governar de acordo com as bandeiras históricas do partido; mas encontraram sempre ouvidos moucos. Quem faz a cabeça dela é Luís Carlos Trabuco, o presidente do Bradesco, que nos momentos cruciais aconselha Dilma a continuar arrastando o Brasil para o inferno, de braços dados com o trapalhão Levy.

Então, como ela teimosamente resiste a cumprir as promessas de campanha e isto já gerou a pior recessão brasileira em décadas, com tendência a agravar-se cada vez mais, o processo de impeachment é muito bem-vindo: ou vai fazer com que seja um presidente de direita a governar segundo o ideário da direita, deixando de confundir os brasileiros e de destruir a esquerda, ou forçará Dilma a uma correção de rumo indispensável para salvar seu mandato.

Quanto ao impeachment ter ou não embasamento legal, é paradoxal que o hiper-estelionato eleitoral por ela cometido não constitua motivo suficiente para seu impedimento, mas um mini-estelionato talvez preencha os requisitos constitucionais: trata-se das pedaladas fiscais, que também serviram para iludir o eleitorado, pois a maquilagem das contas públicas impediu que seu descontrole servisse de munição de campanha para os adversários.

Mas, isto é uma discussão para juristas, e a experiência histórica nos ensina que impeachment é uma decisão eminentemente política tanto que a justificativa alegada para o de Fernando Collor acabou não subsistindo no Supremo Tribunal Federal, que, contudo, só a rechaçou quando a perda do mandato já era fato consumado e superado.

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jueves, 26 de noviembre de 2015

Solidaridad con los y las periodistas criminalizados

SOLIDARIDAD CONTINENTAL CON RESUMEN LATINOAMERICANO

Numerosos medios populares latinoamericanos y de Europa se solidarizan con el director de Resumen Latinoamericano y una periodista mexicana
 
Solidaridad con los y las periodistas criminalizados y/o perseguidos y/o judicializados en Latinoamérica y el Caribe.
Para adhesiones, enviar confirmación al correo:  
Los abajo firmantes, participantes de la Reunión Continental de Medios de Comunicación realizada en Sao Paulo, Brasil, los días 20, 21 y 22 de noviembre, manifestamos nuestra solidaridad con el compañero periodista argentino Carlos Aznárez, director de Resumen Latinoamericano y con la compañera periodista mexicana Patricia Barba Avila, perteneciente al FEMCAI (Frente de Medios de Comunicación Alternativos Independientes).
En el caso del colega argentino, recientemente sufre la apertura de una causa penal por parte de la Delegación de Asociaciones Israelitas de la Argentina (DAIA), que lo acusa por ser solidario con el pueblo palestino y manifestarlo públicamente. Esa entidad sionista no se contentó con ello sino que a partir de la denuncia provocó que la Fiscalía que lleva el caso solicitó a Google Internacional la entrega de todos los correos del periodista desde julio de 2014 hasta la actualidad. Todas estas medidas, sumado a la persecución del director de Resumen Latinoamericano, significan una abierta violación del derecho de expresión, de la libertad de opinión y de la privacidad de las fuentes del periodista y del medio que representa.
En el caso de la periodista mexicana ha sufrido reiteradas y graves amenazas por informar sobre un caso que encubre una oscura trama ligada al poder y al paramilitarismo en su país y que se conoce como “el caso Wallace”. Debido a estos hechos la colega Barba Ávila (que estaba invitada a participar en nuestro Encuentro de Medios) debió salir de su país para proteger su vida.
Además de repudiar estas instancias que atentan directamente contra el normal desenvolvimiento de la profesión periodística, y de repudiar a quienes generan ambas circunstancias, nos comprometemos a difundir estos casos en nuestros respectivos medios y exhortamos a rodear de más solidaridad a nuestros compañeros, que indudablemente son perseguidos por ser leales a su compromiso una ética y una forma de hacer periodismo.
Firman:
ALBA Movimientos
Brasil de Fato (Brasil)
Resumen Latinoamericano (Argentina)
Periódico Periferia Prensa Alternativa (Colombia)
ALBATV (Venezuela)
Abya Yala Televisión (Bolivia)
Opera Mundi (Brasil)
TV Drone (Brasil)
Radio Cooperativa (
El Ciudadano (Chile)
Agencia Prensa Rural (Colombia)
Colombia Informa (Colombia)
Contagio Radio (Colombia)
Agencia Prensa Latina (Cuba)
Cubadebate (Cuba)
ALAI (Ecuador)
CORAPE (Ecuador)
Democracy Now! en Español (EEUU)
The Real News Network (EEUU)
La Cuerda (Guatemala)
Radio Progreso (Honduras)
Il Manifesto (Italia)
Radio 580AM (Nicaragua)
INKARRI TELEVISION (Perú)
Diario Uno (Perú)
Grupo de Medios República Dominicana
RT en Español (Rusia)
Brecha (Uruguay)
Espika FM – Colectivo Espika (Uruguay)
ZUR pueblo de voces (www.zur.org.uy) (Uruguay)
Revista Epale CCS (Venezuela)
Periódico 4F (Venezuela)
Telesur (Venezuela)

ABANDONADOS OS PRINCÍPIOS ÉTICOS E AS BANDEIRAS IDEOLÓGICAS, A DEGRINGOLA NÃO TEM FIM.

Poderia ter havido uma séria crise institucional, um conflito de Poderes, caso o Senado questionasse a controversa interpretação que o Supremo Tribunal Federal deu à Constituição para justificar a primeira detenção no Brasil de um senador em exercício. 

Mas, tão acachapantes eram o áudio/transcrições da proposta indecente e do plano de fuga, trombeteados exaustivamente pela mídia, que poucos parlamentares ousaram desfraldar a bandeira da incolumidade do Legislativo. 

O que o eleitorado pensaria de quem o fizesse? Decerto concluiria que tinha igualmente o rabo preso com a corrupção... [Que estranho período vivemos: alguém desperta como um dos homens mais poderosos da República e adormece como um pária encarcerado!]
Delcídio do Amaral: de figurão a pária em 12 horas.

Também o presidente do PT, Rui Falcão, deu uma solene banana para o líder do governo no Senado, afirmando que o partido não estava obrigado a manifestar solidariedade a Delcídio do Amaral, pois "nenhuma das tratativas atribuídas ao senador tem qualquer relação com sua atividade partidária, seja como parlamentar ou como simples filiado".

Como os dirigentes petistas se preparam para expulsar o pária na semana que vem, deduz-se que, apesar da ressalva retórica, Falcão considera ponto pacífico a existência das "tratativas atribuídas ao senador", caso contrário estaria cometendo uma enorme injustiça ao abandoná-lo às feras e articular sua expulsão.

Só faltou comunicar seu entendimento à bancada do PT no Senado, que pagou o mico de ser responsável por 9 dos 13 votos contrários à decisão do STF (os favoráveis foram 59). Estranha solidariedade a deles, para com um colega acusado de participar da roubalheira de dinheiro público e que se aliou a um banqueiro numa tentativa mafiosa de afrontarem a Justiça, tirando das grades e do País um corrupto confesso! Registro o nome dos dois únicos senadores petistas que honraram seus mandatos: Paulo Paim e Walter Pinheiro. E concedo o benefício da dúvida à ausente Fátima Bezerra.
André Esteves (no momento da chegada da polícia?)

Aliás, o aspecto que mais me choca no episódio é exatamente este, o da promiscuidade com banqueiros, que parece ter-se tornado marca registrada do PT.

Ora é Dilma Rousseff que convida o presidente do Bradesco para ministro da Economia, aceita que este mande um subalterno insignificante no seu lugar e o mantém no posto contra tudo e contra todos (inclusive Lula), mesmo depois de ficar mais do que evidenciada sua incompetência e seu retumbante fracasso.

Ora é a adoção de medidas econômicas que impõem terríveis ônus aos excluídos, trabalhadores e classe média, significativos ônus à indústria e comércio, alguns ônus à agricultura, mas ônus nenhum ao capital financeiro, que surfa e até lucra com a recessão.

E agora um banqueiro aparece ao lado de um grão petista não só no envolvimento com crimes do colarinho branco como o mensalão ou  petrolão, mas também num esquema de bandidagem pura e simples. Como disse o jornalista Vinícius Torres Freire, "falta apenas alguém mandar matar testemunha (*), policial, procurador ou juiz". 

relação indecente/parceria criminosa entre Delcídio do Amaral e André Esteves faz lembrar a de guerrilheiros desvirtuados com narcotraficantes na Colômbia. Comprova que, quando são abandonados os princípios éticos e as bandeiras ideológicas, a degringola não tem fim.

Ou, talvez, tenha: pode ser que termine no tanque de merda ao qual, com a finesse que lhe é inerente, referiu-se o indigitado senador Jader Barbalho.

Trata-se do habitat natural dos personagens desses escândalos que infestam a política oficial, agora sem distinção nenhuma entre petistas e não petistas, todos enfiados até o pescoço nos excrementos.
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* talvez esta forma mais simples de eliminarem o risco Cerveró só não tenha sido cogitada por temor de um novo caso Celso Daniel.

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miércoles, 25 de noviembre de 2015

La Tercera Guerra Mundial

Por Luis Manuel Arce*
  • Las acciones criminales de una serie de organizaciones terroristas entre las que destaca el mal denominado Estado Islámico, vuelven a poner en la mesa de discusión el tema de una tercera guerra mundial.
Estado Islámico
El caso involucra conceptos religiosos y políticos, y en ambos hay una base común económica y de geopolítica aparentemente ambigua por las deformaciones ideológicas que sepultan lo que verdaderamente está ocurriendo en todo el mundo y no solamente en Siria, Iraq, Afganistán y otros países.

Después de acciones terroristas como las del 11 de septiembre de 2001 en Estados Unidos, la voladura de trenes de cercanía en España, los descomunales hechos de París, guerras como las de Oriente Medio, ataques impunes, groseros y criminales de Israel contra territorio palestino, conspiraciones con violencia sangrienta en Venezuela, amenazas similares en Ecuador y Brasil, hay que preguntarse si la II Guerra Mundial concluyó con la toma de Berlín en abril de 1945 y la firma de la capitulación nazi en Karlshorst el 9 de mayo ante la presencia del general Gueorgui Zhúkov, comandante en jefe de las tropas soviéticas en Alemania, quien desarmó totalmente a la Wehrmacht (ejército, marina de guerra, fuerza aérea y las Waffen-SS).

En ese sentido, la decisión de los aliados de intentar adelantarse al Ejército Rojo en la ocupación de la capital alemana -con el imposible deseo incluso de impedir la entrada de los soviéticos- fue parte de la antesala del fin del conflicto bélico, pero no del final de la guerra en sí.

Hubo un cambio en la dinámica de la conflagración que giró a una segunda etapa conocida ulteriormente como "guerra fría" por desarrollarse dentro de un ámbito de paz relativa y bajo conceptos políticos e ideológicos diferentes, pero en el fondo seguía siendo una guerra caliente por las intenciones de sus promotores de dominar el mundo.

Un ejemplo extremo de que no era una guerra fría es la Crisis de Octubre en Cuba, o Crisis de los cohetes como se conoce en el exterior, que puso al planeta al borde del holocausto nuclear por esa política de dominación mundial de Estados Unidos.Su máxima expresión fue el acelerado desarrollo de la carrera armamentista con la creación del complejo militar industrial, un sector empresarial bélico que estimuló como nunca antes la más sofisticada tecnología para medios de destrucción en masa, el desborde nuclear que ha mantenido en vilo a la humanidad, la proliferación de guerras denominadas de baja intensidad, y la permanencia de grandes y complejas conspiraciones políticas y militares en cualquier lugar del mundo.

Tomando en cuenta esos y otros muchos aspectos, la Segunda Guerra habría continuado durante largos años después de la capitulación alemana, y pareció concluir con la desintegración de la Unión Soviética y el campo socialista europeo, y la caída del Muro de Berlín, hecho simbólico que marcó la autoproclamación de "victoria final" que Occidente no pudo facturar en mayo de 1945 como hubiese querido.

Estimulados por la desaparición de la URSS y seguros además de que esa "victoria" de Occidente era cierta y duradera, brotaron nuevos conceptos como los aireados por Daniel Bell en su obra El fin de la ideología, y el estudio más profundo y estratégico de Francis Fukuyama El fin de la historia y el último hombre, que se inscriben dentro de la política de deshistorización del tiempo y el estímulo a la distopía para borrar la memoria histórica, fomentar el desencanto y la indiferencia sobre todo de los jóvenes y estudiantes.   Hablar del marxismo y del socialismo o citar los clásicos de esa teoría, era como desenfarda.

Más pronto que lo imaginado, esos y otros conceptos que brotaron o tomaron fuerza desde los escombros del Muro de Berlín, como la globalización y el mundo unipolar que concedían poder omnímodo a Estados Unidos, fueron sucumbiendo a las nuevas realidades de un mundo peligrosamente sin equilibrio al cual siempre temieron los generales del Pentágono más ecuánimes y realistas.

En una era de dominio absoluto de los combustibles fósiles en las grandes economías como las de Estados Unidos y Europa, y las evidencias científicas de que se trataba de un recurso natural no renovable y en extinción lenta pero segura, el petróleo marcó la política exterior de esas potencias el resto del siglo XX y lo que va de la nueva centuria, las cuales creyeron que sin la URSS en el escenario había llegado la hora de un nuevo reparto del mundo signado por los yacimientos del hidrocarburo.

La guerra fría, que se daba por concluida con la derrota del socialismo europeo y la conversión en estados soberanos de las regiones que componían la Unión Soviética, cedió a la guerra caliente en los escenarios más productivos y estratégicos para la Casa Blanca: Iraq y Afganistán, cuando ya Vietnam era solo historia no recordada.

Ambas plazas eran claves en la ruta del oro negro trazada por Washington y Wall Street para los programas de expansión y dominio de Estados Unidos en la región petrolera más explorada y explotada del mundo, y servirían de base para una geoestrategia militar y política que afectaría a todos los países del área y garantizaría un nuevo cerco en las fronteras orientales de Rusia y sus aliados en los estados independientes.

Las fuerzas más reaccionarias y retrógradas en Oriente Medio y África fueron reorganizadas y estimuladas en un corto período, como Al Qaeda y ahora el Estado Islámico, lo que permitió crear una matriz terrorista en nombre del Islam, una falacia dirigida a colmar de infamia al mundo musulmán que ha servido de teatro para los más horribles crímenes, mientras se dejaba actuar impunemente a Israel contra los palestinos y se sembraba el odio y la discordia entre los pueblos árabes.

Los acontecimientos en Siria -donde Rusia ha demostrado que la guerra en ese país y su destrucción virtual pudo haberse evitado si las acciones antiterroristas anteriores a su intervención militar hubiesen estado realmente dirigidas a liquidar el conflicto y no a derrocar al gobierno de Bashar al-Assad-, han dado un giro de 180 grados a la situación en la región.

Causan indignación las revelaciones de que los convoyes con el petróleo robado por el EI a Siria e Iraq pasaran impunemente a manos de los buitres de la guerra para comercializarlos a favor de intereses espurios, mientras los presuntos ataques de Estados Unidos y sus aliados a los terroristas mantenían intactas las estructuras de esa organización y su accionar contra el gobierno sirio.

 
Quizás temiendo lo incierto y riesgoso de basar su economía en un petróleo ajeno e impregnado de pólvora, y sabiendo que sus yacimientos naturales del hidrocarburo estaban exhaustos y su producción de crudo había llegado a su cenit hacía bastante tiempo, Estados Unidos ha cometido la insensatez de extraer sus exquistos bituminosos mediante la técnica del fracking o fracturación, en momentos en que es más angustiante el cambio climático, lo cual demuestra que su economía sigue dependiendo de manera importante del combustible fósil.

Pero la guerra en la ruta del petróleo se mantiene, y los ataques y la agresividad hacia la Revolución bolivariana es parte de ella, como se demuestra en las revelaciones de Snowden sobre el espionaje a Petróleos de Venezuela. En ese complejo teatro de acontecimientos, la religión en general, y no solamente el Islam, es uno de sus atrezos importantes y ha sido profundamente afectada mediante una política consciente de deformación de sus valores, una repugnante tergiversación de su misión, y un instrumento para convertir a sectas en el Oriente Medio y África en chivos expiatorios de un mal mayor y mucho más grave, que es la injerencia militar y política, la ocupación de países soberanos por medio de la violencia indiscriminada, criminal y destructora, y la violación a mansalva de todos los derechos de los que debe gozar el ser humano, incluso los de la fe.

Creyentes y no creyentes ahora mismo se cuestionan la sangre que corre a raudales, y la miseria y enfermedades que diezma a los pueblos, o las amenazas del hambre y la guerra que provocan emigraciones constantes desde el sur periférico hacia la Europa todavía opulenta como un nuevo éxodo de épocas pretéritas, sin que el sacrificio de Jesús en la Cruz, ni la expulsión de los mercaderes del templo, pudieran poner fin al caos reinante y a la ambición desmedida que se ha mantenido desde aquellos tiempos hasta nuestros días.La religión, tanto en su sentido filosófico como evangélico, e incluso en su liturgia, no debería ser vinculada más a la guerra, sea cual fuere la creencia o la tendencia en que se milite.
El Papa FranciscoEl dominico Frei Betto decía recientemente sobre el silencio de Dios ante tanta barbarie de los hombres, que Jesús no vino a fundar una religión u otra iglesia, sino a proponernos un nuevo proyecto civilizatorio, basado en el amor y en la justicia: la globalización de la solidaridad, como lo definió el papa Juan Pablo II. En el reino de César pagó con su vida el hecho de anunciar otro reino, "otro mundo posible", el de Dios. No, como piensan muchos, situado al otro lado de la vida, sino aquí y ahora, y cuyo prototipo encarnó él mismo. Por eso nos enseñó a orar así: "Venga a nosotros tu reino".
El Papa Francisco ha dicho que estamos en la Tercera Guerra Mundial. Muchos también lo creen así.

En las confusiones que generan el descabellado uso de drones para despersonalizar las masacres, los cohetes mortíferos sobre las ciudades árabes-musulmanas, o los bombardeos de Israel en los territorios ocupados y colonizados -que de alguna manera hacen olvidar aquellas ordenadas por los expresidentes Bush padre y Bush hijo en Iraq y Afganistán, sin que aún la humanidad ni Dios los haya juzgado-, y los atentados terroristas en Nueva York, Madrid, París y otras latitudes que no se justifican con nada, la angustia se apodera de la comunidad internacional al pensar que las cosas pueden empeorar. 
 
*Editor de Prensa Latina
 
Fuente:  Almayadeen