Convocatória aos PUEBLOS de NUESTRA AMERICA

lunes, 29 de septiembre de 2014

A "FOLHA DE S. PAULO" NOVAMENTE ACHINCALHA A LUTA CONTRA A DITADURA

O jornal da ditabranda continua publicando péssimos editoriais sobre os acontecimentos dos anos de chumbo, talvez porque o papel então desempenhado pelo Grupo Folha foi nada menos que indecoroso, daí seu desconforto ao tocar nesses assuntos. 

Para quem quiser conhecer mais detalhes sobre tal papelão, recomendo a leitura deste meu artigo. Vale, contudo, destacar alguns trechos de um texto autocrítico publicado pela própria Folha de S. Paulo quando da comemoração do seu 90º aniversário: 
"A partir de 1969, a 'Folha da Tarde' alinhou-se ao esquema de repressão à luta armada, publicando manchetes que exaltavam as operações militares.
A entrega da Redação da 'Folha da Tarde' a jornalistas entusiasmados com a linha dura militar (vários deles eram policiais) foi uma reação da empresa à atuação clandestina, na Redação, de militantes da ALN... 
Em 1971, a ALN incendiou três veículos do jornal e ameaçou assassinar seus proprietários. Os atentados seriam uma reação ao apoio da 'Folha da Tarde' à repressão contra a luta armada.
Segundo relato depois divulgado por militantes presos na época, caminhonetes de entrega do jornal teriam sido usados por agentes da repressão, para acompanhar sob disfarce a movimentação de guerrilheiros. A direção da 'Folha' sempre negou ter conhecimento do uso de seus carros para tais fins [o grifo é meu]".
Sempre negou, mas ninguém, em sã consciência, acreditou!

PAGAMOS UM PREÇO ALTÍSSIMO POR
TERMOS SALVADO A HONRA NACIONAL

A visão que a Folha dá atualmente da faina da Comissão Nacional da Verdade e das reações militares é bem na linha de botar panos quentes e aparar arestas. Mas, se estas continuam existindo e machucando, é porque a Justiça não foi feita e tudo indica que jamais o será.

O mais inaceitável no editorial desta 2ª feira, 29 (acesse a íntegra aqui), são estes dois parágrafos:
"O principal mérito da Lei da Anistia, promulgada em 1979, foi o de permitir que o processo de democratização do país se desse num clima desanuviado dos ressentimentos que pesavam sobre ambas as partes em conflito.
A esmagadora maioria dos que se envolveram na luta armada, a começar da própria presidente Dilma Rousseff (PT), não tem problemas em fazer a revisão histórica de sua estratégia, fundada não só num romantismo revolucionário juvenil, mas também na exaltação da violência e num desprezo ao que então se desqualificava com o termo 'democracia burguesa'".
A redemocratização do País se deu, na verdade, em clima dos mais tensos, com a oposição tendo de engolir a anistia que igualou as vítimas a seus algozes porque era este o preço a pagar pela libertação dos presos políticos e a permissão de volta dos exilados. Mesmo assim, num primeiro momento foram excluídos os militantes condenados por ações armadas.

Foi, portanto, mediante a mais escrachada chantagem que os oposicionistas acabaram cedendo e concordando com o que sabiam ser uma abominação; afinal, tiranos não podem anistiar a si próprios em plena tirania. Fico a imaginar os criminosos de guerra nazistas munindo-se em 1944 de um habeas corpus preventivo semelhante. Se lhes houvesse ocorrido este brilhante expediente, teriam porventura evitado o julgamento de Nuremberg?    

Quero ser mico de circo se tal quadro caracteriza um "clima desanuviado dos ressentimentos que pesavam sobre ambas as partes". 

Quanto aos que pegamos em armas contra a ditadura, não me lembro de nenhum de nós fazendo a "exaltação da violência", muito menos em função de "romantismo revolucionário juvenil". 

Sabíamos que se tratava de uma opção quase suicida. Tínhamos plena consciência de que, sendo capturados, as piores torturas eram uma certeza e a morte, uma forte possibilidade. Só assumimos riscos tão extremos porque era a única maneira de continuarmos confrontando os usurpadores do poder sob o terrorismo de estado desmedido que eles desencadearam a partir do AI-5.  

Ao editorialista responsável por tais despropósitos, eu sugiro a leitura deste artigo  no qual relembro quão sofrido era nosso dia a dia. Não encarávamos uma barra tão pesada por fetiche pelas armas nem por arroubos adolescentes. Nosso motivo era bem outro: o de não suportarmos ver 90 milhões de brasileiros tratados como crianças tuteladas,  intimidadas e castigadas. 

E, como não sobrava "democracia burguesa" nenhuma no Brasil dos anos de chumbo, também não havia motivo nenhum para a desprezarmos naquele momento. Cada um de nós tinha algo muito mais imediato com que se preocupar: a própria sobrevivência, para continuar lutando o máximo possível, pois cada dia poderia ser o último.

Finalmente, no tocante a fazermos a revisão histórica da nossa estratégia, eu quero deixar bem claro que não me incluo na citada "esmagadora maioria" (aliás, desconheço qualquer pesquisa que respalde tal dimensionamento, o qual parece ser, isto sim, um chute conveniente).

A luta armada, na verdade, se constituía na única estratégia viável depois que todos os caminhos de contestação pacífica ao regime foram fechados e as torturas se tornaram bestiais e generalizadas, com os tribunais impedidos até de nos concederem habeas corpus.

O resultado foi trágico e até hoje não consigo aceitar o assassinato das duas dezenas de valorosos companheiros que conheci pessoalmente, incluindo um amigo de infância. 

Mas, o Brasil seria um país de pobres coitados se nem sequer uns poucos milhares de brasileiros houvessem se recusado a viver debaixo das botas. Pagamos um preço altíssimo por termos salvado a honra nacional. Merecemos respeito.

Cromañón 10 años después

Durante mucho tiempo, el Boletín Librínsula, bajo la dirección editorial de una servidora, publicó sobre este triste tema:

http://librinsula.bnjm.cu/1-205/2005/enero/56/colaboraciones/colaboraciones356.htm
http://librinsula.bnjm.cu/1-205/2005/abril/65/dossier/dossier123.htm
http://librinsula.bnjm.cu/1-205/2005/septiembre/87/noticias/noti850.htm
http://librinsula.bnjm.cu/1-205/2005/noviembre/98/noticias/noti1002.htm
http://librinsula.bnjm.cu/1-205/2006/enero/105/noticias/noti1189.htm
http://librinsula.bnjm.cu/1-205/2006/agosto/136/noticias/noti1476.htm

También La Polilla Cubana lo difundió en el primero de sus blogs:
http://lapolillacubana.wordpress.com/2008/08/21/cromanon-el-juicio-cronica-del-primer-dia-por-diego-rozengardt/

Hoy, tristemente, vemos que no es un tema que se haya podido resolver y volvemos a poner nuestro apoyo y nuestro afecto, a disposición de los familiares, amigos y sobrevivientes de Cromañon:
PRONUNCIAMIENTO DE FAMILIARES, SOBREVIVIENTES Y AMIGOS DE LAS VÍCTIMAS

(APL) La Sala Tercera de la Cámara Federal de Casación Penal, día atrás, decidió: 1)Confirmar la sentencia a Rafael Levy, dueño de Cromañón, socio de Chabán, y responsable económico de todas las muertes. 2)Continuar protegiendo a los funcionarios públicos, responsables políticos (por debajo de Aníbal Ibarra) de todas las muertes. Al suspender los recursos de Casación en trámite (respecto de Juan Carlos López, Enrique Carlos Carelli y Vicente Osvaldo Rizzo) hasta tanto el Tribunal Oral se expida sobre la eventual prescripción de la acción penal respecto de ellos, la Cámara dejó la decisión sobre la prescripción o no de la causa en manos del Tribunal que los absolvió. 3)Absolver al ex comisario Gabriel Selvad. Nosotros sostenemos que Argentina es República Cromañón”. Así lo informan en su Pronunciamiento – ver abajo texto completo – los Familiares, sobrevivientes y amigos de las víctimas, a punto de cumplirse el próximo 30 de diciembre, 10 años de la Masacre que significara la pérdida de 194 jóvenes y los sufrimientos de miles de sobrevivientes
Nosotros sostenemos que Argentina es República Cromañón. Porque suceden “Cromañones” permanentemente. Nos referimos a casos de corrupción, inundaciones evitables, choques de trenes, violencia institucional y casos de gatillo fácil, trata de personas, represiones policiales asesinas a luchadores sociales, niños que mueren por hambre, etc. Cada Cromañón tiene su representante político y su representante económico(además de un conjunto de cómplices en tanto partícipes necesarios). Así, el “representante” es una persona, un ciudadano que cumple la función de máxima complicidad con la muerte. Son productores de injusticiashumanas, dignas de ser odiadas intransigentemente. Son quienes buscando maximizar su ganancia económica y/o su acumulación de poder político, cometen delitos gravísimos por acción o por omisión. Destruyendo así proyectos de vida, sueños hermosos, poesías humanas.

El representante económico de la masacre de Cromañón se llama Rafael Levy.
El representante político se llama Aníbal Ibarra. Y Juan Carlos López (su cuñado y ex Secretario de Justicia y Seguridad Urbana) fue su principal aliado.*

¿Quién es Rafael Levy?

Es el dueño de Cromañón. Él mandó a cerrar con candado la puerta de la salida de emergencia, lo que impidió la noche del 30 de diciembre de 2004 la evacuación del público.

Él mandó a construir una cancha de “fútbol cinco” en la azotea del local, tapando así ocho ventilaciones que había en el techo. Él mandó a retirar las cuatro ventilaciones (turboextractores) que se ubicaban en una de las paredes del local, para reducir el sonido que, al salir del boliche, molestaba a los huéspedes de su hotel.

Pese a que el local “República Cromañón” estuvo funcionando nueve meses, nunca se firmó contrato alguno. Así, Levy siempre conservó el real poder sobre el local. Chabán no era ni dueño, ni inquilino, ni empleado. Chabán se encargaba de convocar a las bandas, preparaba el sonido, las luces, la publicidad, el local, las barras. Pero nada podía hacer o dejar de hacer sin el consentimiento de Rafael Levy.

República Cromañón es el salón de convenciones del Hotel Central Park de su propiedad (aledaño al boliche), salón que Levy publicitaba como un espacio “como para 5000 personas”.

El mismo Rafael Levy que participara en diversos negocios, incluido Cromañón, a través de empresas off-shore como Nueva Zarelux y Lagarto Sociedad Anónima. Así, mediante sociedades fantasma de su propiedad, ha lavado millones de dólares obtenidos de forma ilícita.

El mismo Levy que continuó haciendo turbios negocios en el post Cromañón, y que fuera denunciado por organizaciones sociales por sostener un taller clandestino bajo el subsuelo de Cromañón que siguiera activo hasta meses después de la masacre.

El mismo Levy que es propietario, entre otras, de la casa de explotación sexual Cuatro Cats, en la misma manzana de Cromañón.

Levy fue condenado como autor penalmente responsable del delito de INCENDIO CULPOSO CALIFICADO POR HABER CAUSADO LA MUERTE DE 193 PERSONAS y lesiones a por lo menos 1.432, a la pena de CUATRO AÑOS y SEIS MESES de prisión.

El 10 de diciembre de 2003 Juan Carlos López fue designado por Aníbal Ibarra responsable de la Secretaría de Justicia y Seguridad Urbana. Sus funciones incluían ejercer de manera integral el poder de policía. Así, ya que ocupaba un cargo superior en una estructura jerárquica, debió asegurarse de la implementación de un sistema eficaz de inspección previa, periódica, integral y efectiva, que prevenga los incumplimientos a las normas y sancione de manera ejemplar sus violaciones.

A lo largo del 2004 hubieron reiterados alertas sobre la situación general de los locales bailables. Alertas de la Defensoría del Pueblo, pedidos de informe de la Legislatura, notas en medios masivos de comunicación denunciando el estado general de los boliches, y notas de la Asociación de Abogados. Todas fueron desoídas.

Un funcionario cuando asume no es una tabula rasa. El imperativo de la idoneidad supone experiencia previa o la adquisición de información. “En el preciso instante en que un sujeto acepta desempeñar un determinado rol social, está asumiendo que frente al resto de la sociedad, aparecerá como el portador de determinados conocimientos y, en todo caso, si quiere evitar que ello sea así, siempre le queda la posibilidad de negarse a continuar ejerciendo su función”. En criollo, debe hacerse cargo de su cargo.

La responsabilidad de estos funcionarios hoy debate su prescripción. El año pasado lanzamos la Campaña Funcionario Hacete Cargo. Nosotros sostenemos la necesidad de una Ley que establezca la IMPRESCRIPTIBILIDAD DE LOS DELITOS DE FUNCIONARIOS PÚBLICOS EN EJERCICIO DE SUS FUNCIONES. Para que ser funcionario público no sea un pasaporte al privilegio y la impunidad.

Por un lado, sabemos que fue una condena insuficiente para Rafael Levy. Pero que, sin embargo, no hubiera sido posible sin el actuar de las cabezas de querella por la Masacre de Cromañón, y sin la movilización, lucha y denuncia constante de sobrevivientes, familiares y amigos de las víctimas, y de las organizaciones sociales que nos acompañaron en este camino.

Por otro lado, esperábamos condenas ejemplares contra los funcionarios públicos, especialmente Juan Carlos López, pariente del impresentable Aníbal Ibarra. Aunque esto no ocurrió, la ratificación de la condena a Levy nos confirma una vez más que la lucha tiene sentido, que no debemos olvidar, perdonar ni reconciliarnos. Y que en la lucha se mantiene encendida la luz de la esperanza.

A diez años de la masacre, seguimos luchando por Justicia y Memoria, para que ningún Cromañón se repita. En esta lucha, pedimos el acompañamiento de las organizaciones sociales y de todo el pueblo argentino.

SEGUIREMOS LUCHANDO POR LOS QUE NO ESTÁN, POR LOS QUE SÍ ESTÁN Y POR LOS QUE VENDRÁN.
¡LOS CHICOS DE CROMAÑÓN! ¡PRESENTES!
¡AHORA Y SIEMPRE!

JUSTICIA ES QUE NO SE REPITA
Familiares, sobrevivientes y amigos en Cromañón: 10 Años Después.
*Facebook: Cromañón: 10 años después.

Correo electrónico: cromagnon10a@gmail.com

Enviado por Agencia Para La Libertad

domingo, 28 de septiembre de 2014

Escaramuzas Políticas: Arranca Obama nueva carrera armamentista nuclear


Por Gloria Analco, @GloriaAnalco *
 
La idea tan explotada en el cine, de una hecatombe nuclear donde después reina la desolación, que fue fruto de la Guerra Fría entre Estados Unidos y la antigua Unión Soviética, ha comenzado a penetrar en el público de nuevo y con mayor fuerza por causa de un amplio dossier que acaba de difundir The New York Times. 

 La información, que se había mantenido celosamente oculta, es aterradora, pone los pelos de punta y parece sacada de una película de Stanley Kubrick, donde el “Dr. Strangelove” presenta a unos militares alucinados que provocan la guerra nuclear.

 Esos personajes existen, son de carne y hueso, y parece no preocuparles la aniquilación de la Humanidad.

 “La administración Obama está invirtiendo decenas de miles de millones de dólares en la modernización y reconstrucción del arsenal nuclear y de las instalaciones estadounidenses”, afirma The New York Times.

 El plan es renovar y modernizar a gran escala el programa atómico militar de Estados Unidos, para lo cual la administración Obama construyó en Kansas City una instalación más grande que el Pentágono, donde hay ocho grandes instalaciones y laboratorios con 40 mil especialistas en tecnología futurista, quienes están poniendo al día las armas nucleares.

 El diario neoyorquino da a conocer que el gobierno estadounidense planea invertir un billón de dólares en las próximas tres décadas en su programa atómico. Además, en Nuevo México construye una instalación para la producción de plutonio para las ojivas nucleares, y en Tennessee, otra para producir uranio enriquecido para uso militar.

 El programa comprende la compra de 12 nuevos submarinos, 100 bombarderos y 400 misiles lanzados desde tierra. En total son 57 proyectos de modernización nuclear presentados por Obama, de los cuales ya le aprobaron 21. El costo de 10 años está estimado en 335 mil millones de dólares. El dinero, ya sabemos, sale de los contribuyentes estadounidenses y enriquece extraordinariamente a las firmas privadas que participan en el programa.

 No puede afirmarse, definitivamente, que concebir tales planes sea para mayor gloria de Estados Unidos, ni que con ello van a alcanzar la supremacía mundial permanentemente, o que si lo logran vayan a gobernar a un mundo en un lecho de rosas. Temeraria es, sin duda, su fanática visión del mundo.

 Fidel Castro, al tanto de estos desatinos, escribió el pasado primero de septiembre que “si hoy resulta posible prolongar la vida, la salud y el tiempo útil de las personas, si es perfectamente posible planificar el desarrollo de la población en virtud de la productividad creciente, la cultura y desarrollo de los valores humanos ¿qué esperan para hacerlo?” Y también se pregunta si “triunfarán las ideas justas o triunfará el desastre”.

 Si Estados Unidos logra salir adelante con sus planes sin oposición, ya podemos esperar la hecatombe nuclear y fulminada, además, la posibilidad de que ese país tan pretencioso gane la guerra. China y Rusia están ahora obligadas a potenciar su propio arsenal nuclear.

*Reportera mexicana, publica en Uno más uno y otros órganos de prensa. Colaboradora habitual de Cuba coraje. Trabajo enviado por su autora

Tomado de Entre semana, México

Imagen agregada RCBáez

viernes, 26 de septiembre de 2014

Obama va a la guerra II

Por Ángel Guerra Cabrera, @aguerraguerra 


Estados Unidos siempre ha necesitado un enemigo externo para atemorizar y disciplinar a su población y justificar sus aventuras bélicas, cada vez más frecuentes por cierto. Asesinado Bin Laden y duramente golpeadas las estructuras de Al Queda según la versión obamiana, hacía falta un plato más fuerte.

 Éste llegó con la súbita y desmedida exposición mediática del Estado Islámico (EI), surgido en fin de cuentas a consecuencia de las políticas belicosas y antislámicas de Washington y sus amanuenses europeos, y saltó a los espacios estelares con el grotesco montaje sobre la urgencia de socorrer a los yazidíes –un pequeño pueblo milenario de cuya existencia probablemente ni Obama conociera hasta ese momento–, así como las teatrales escenas de video sobre las decapitaciones de dos estadunidenses.

 Ambos espectáculos reiterados en la pequeña pantalla sirvieron para que unos estadunidenses cada vez más renuentes a las aventuras bélicas, aceptaran la guerra aérea, "sin botas sobre el terreno", otra promesa del ocupante de la Casa Blanca. La llamada guerra contra el EI no es más que la continuación del mismo conflicto bélico contra Irak iniciado hace un cuarto de siglo por George W. H. Bush, mantenido por William Clinton con la denominada zona de exclusión aérea y las crueles sanciones, reanudada por el menor de los Bush a un costo de cientos de miles de vidas iraquíes y ahora relanzada por el presidente que prometió solemnemente retirarse del país árabe.

 Esta guerra es una nueva fase de la estrategia estadunidense-israelí de lograr un profundo rediseño, desmembramiento y balcanización de los estados soberanos de Medio Oriente en micro estados ordenados según líneas confesionales y étnicas, después de haber sometido deliberadamente a sus pueblos a una exacerbación de sus seculares rencillas, religiosas o de otro tipo. Con ello, asegurar su división, debilitamiento y subordinación a los planes de control de los hidrocarburos, el agua y otros recursos naturales y a la vez liquidar todo foco de resistencia a su hegemonía en la región. No han podido lograrlo con Irán, la resistencia patriótica libanesa de Hezbolá ni con Siria y Palestina.

 Al bombardear Siria, Obama viola descaradamente el compromiso contraído hace un año con Vladimir Putin cuando el líder ruso persuadió a su aliado Assad de destruir todas sus armas químicas a cambio de que Estados Unidos y sus aliados suspendieran definitivamente el ataque aéreo contra Damasco. Cabe recordar que Siria es un Estado de extrema sensibilidad estratégica para Moscú, cuyas relaciones actuales con Washington son todo menos amistosas, ya que este las ha colocado en un rumbo de creciente y franca confrontación debido a su constante hostigamiento a la otra gran potencia nuclear.

 A la vez Obama pisotea la ley internacional, la Carta de la ONU y la propia Constitución de Estados Unidos, pues ninguna de ellas lo autoriza a atacar a otro Estado soberano que ni siquiera ha agredido al suyo. Ya recibió una advertencia de Putin, que no acostumbra realizarlas en vano, pues suelen ser acompañadas o sucedidas por contragolpes. También Irán y Hezbolá han condenado el bombardeo yanqui.

 La ridícula participación –al parecer eminentemente nominal– de las petromonarquías árabes ultrarreaccionarias en la fuerza aérea de la coalición que ataca a Siria agrava aún más la vulneración por Obama del derecho internacional y puede complicar mucho a futuro el desarrollo de este conflicto.

 No conforme con montar una peligrosísima provocación a Rusia en Ucrania, a cuyas llamas continúa vertiendo gasolina, Washington recurre nada menos que a la reanudación de la guerra en Irak y su extensión por ahora a Siria, aunque ya el secretario de Estado Kerry dijo que los límites geográficos no les impedirán perseguir a los terroristas, por lo que puede esperarse el desbordamiento territorial de las operaciones.

 Escenarios bélicos intercambiables mediáticamente, ayer Tel Aviv y Washington estaban arrasando con Gaza como parte de su objetivo de dividir y destruir a la resistencia palestina. Si tomamos en serio la declaración de Kerry, quién sabe a dónde se propongan atacar mañana.

Aunque Estados Unidos cambia de una semana a otra los objetivos y límites de sus guerras, según Obama esta persigue degradar y destruir al EI y llevará tiempo, o sea rebasará su mandato. La doctrina bushista de la guerra permanente se ha impuesto y por lo visto las promesas del premio Nobel de la paz son agua y cenizas.

Publicado originalmente en La Jornada/Mx
Imagen agregada RCBáez

Hemos publicado una primera parte de este artículo en El Blog de La Polilla Cubana

jueves, 25 de septiembre de 2014

Treinta y dos parlamentarios piden a Obama libertad de tres de los 5 Cubanos que aún permanecen presos en Estados Unidos


Comité Internacional por la Libertad  
de los 5 Cubanos  
Treinta y dos parlamentarios piden a Obama poner en libertad a tres de los 5 Cubanos que aún permanecen presos en Estados Unidos.
25 de Septiembre, 2014

Treinta y dos parlamentarios asistentes al 50 Aniversario del Parlamento Latinoamericano y de sus Comisiones de Trabajo reunidas en La Habana del 5 al 6 de septiembre, enviaron carta al Presidente Obama pidiéndole que  haga uso de sus prerrogativas constitucionales y ponga en libertad a Gerardo Hernández, Ramón Labañino y Antonio Guerrero.  En la carta los parlamentarios se unen a los "Parlamentos, Legisladores y decenas de organizaciones internacionales y nacionales defensores de los derechos humanos, para denunciar las violaciones cometidas en este proceso."
Los firmantes pertenecen a los Parlamentos de Argentina, Aruba, Bolivia, Brasil, Chile, Cuba, Costa Rica, Curacao, Ecuador, México, Panamá, Perú, Uruguay y  Venezuela y representan un creciente número de funcionarios electos de la región que piden poner fin a la injusticia contra los Cinco.
El 2 de Junio del corriente año 23 parlamentarios de Costa Rica se dirigieron por carta al Presidente Obama con la misma solicitud. Y esta semana el Presidente de Venezuela Nicolás Maduro en una alocución pública en el barrio Bronx de Nueva York pidió respetuosamente a su homólogo Barack Obama que devuelva a los tres anti-terroristas cubanos a sus hogares.
CARTA  FIRMAS  FIRMAS
Comité Internacional por la Libertad de los 5 Cubanos
www.thecuban5.org
 
 
 

miércoles, 24 de septiembre de 2014

De cada 10 chavistas, 11 votarán por la asamblea de Nicolás Maduro

Por Raúl Bracho, @hombrenuevo

 En la medida en que se les vuelve a ver el bogote [1] a los políticos opositores, más estoy seguro que la barbarie no volverá. A pesar de que sé y lo digo, como muchos y como el mismo Nicolás, que las cosas no están bien, que hay fallas y que no hemos logrado vencer. Pero una cosa es darse cuenta de las fallas y otras que éstas justifiquen la caída de todo lo que se ha logrado, para abrir camino al regreso a la locura.

 Los opositores, la clase media, están envenenados de forma terminal contra todo lo que pasa en Venezuela; para ellos la solución ahora es irse del país, pero ellos no han reclamado nada a EE.UU. o Panamá por no poder ofrecerles prestaciones sociales, vacaciones, pagos de preaviso y liquidación, lo que allá no existe, tas botao y punto, se te pagan días trabajados y ni un dólar más. A ellos parece que les gusta esto. Vivir en Panamá o Miami no es soplar y hacer botellas, todo es en dólares y conseguirlos no es tan fácil como aquí. Pero yo no los culpo, son seres llenos de odio, de un odio que no nació en ellos sino que se pega como el Chicunguya, ellos con su odio ven cualquier cosa como una salida al "régimen", como una luz, ven al capitalismo como un salvavidas.

 Si hubiese una forma de que vieran por un huequito lo que les esperaría en Venezuela una vez liberada de la "dictadura CastroMadurista", otro gallo cantaría. Dólar libre pero salario por el suelo, privatizaciones, cupos ballon en compras de apartamentos, carros en las concesionarias pero impagables sino solo por los ricos, como siempre, los mercados full pero las carteras vacías. Pero ese es el país que tenemos, lleno de radicalismos de derecha y de izquierda.

 Ojalá y hubiese otra alternativa, pero no la veo. Yo sigo siendo Chavista porque sé muy bien que de ganar el poder la oposición, a los seis meses apenas, ni este pueblo, ni la clase media que hoy está rotundamente en contra, se la calarían.

 Da dolor ver el país partido en dos, por supuesto, pero es que así son los partos. Da arrechera ver que no se cumpla con lo prometido y que sigan los corruptos rojos rojitos negociando con los corruptos adecopeyanos, da arrechera. Molesta ver que no se puedan crear políticas para enfrentar la guerra económica de un solo golpe, y a veces uno piensa que hace falta expropiarlas de una buena vez, pero sin planificación esto tampoco resultaría. Es lento, demasiado lento para uno, pero es que la historia marcha a un paso más largo que la apresurada vida de un mortal, lo importante es que no se pierda el aliento ni la meta.

 Saber quién es el enemigo es prioritario, yo sé que el pasado neoliberal es el enemigo. A ellos ataco. Como a quienes desesperados atacan a Nicolás Maduro acusándolo de conspirador y traidor, viendo por la ventana de sus egos una historia que es distinta. 15 años son muchos años, es verdad. Muchas cosas que no se hicieron, es verdad, muchas fallas que aún siguen, es verdad, pero igual es verdad lo logrado, es verdad un pueblo que sabe la diferencia entre el pasado y el presente. Un pueblo resteao con Chávez, pase lo que pase.

 Hay quienes ya, desde la izquierda misma, pronostican una derrota en los comicios del 2015.

 Creo que cacareaban lo mismo en las elecciones a alcaldes.
 Yo pronostico una paliza completa y creo que la MUD lo sabe de cabo a rabo. Pese a los errores, a los corruptos, a las fallas y la burocracia, este pueblo no vuelve a votar por la cuarta república.

 Quizá sí lo hiciéramos si tuviésemos una alternativa hacia el futuro, hacia una sexta república libre de los males que se colearon en la quinta. Allí sí que vendrían de la derecha y de la izquierda y cerrar filas por Venezuela, eso es lo que me gusta de la historia. Ojalá y pase porque muchas y muchos lo estamos esperando, que se acabe el hampa económica, los corruptos de ambos bandos y la politiquería barata.

 Pero por ahora, resteo con Chávez y con Nicolás Maduro.

[1] Hay una canción que cantaba Chávez que decía "Por más que se tongonee siempre se le ve el bogote" y se la cantaba a los opositores y traidores.

Enviado por su autor
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sábado, 20 de septiembre de 2014

UMA NO CRAVO, OUTRA NA FERRADURA.

OS MILITARES FINALMENTE ADMITEM AS ATROCIDADES DOS ANOS DE CHUMBO

A notícia é de Eliane Cantanhêde e está na edição deste sábado, 20, da Folha de S. Paulo (a íntegra pode ser acessada aqui):

"O ministro da Defesa, Celso Amorim, encaminhou nesta sexta-feira (19) à Comissão Nacional da Verdade (CNV) ofícios das três Forças Armadas admitindo, pela primeira vez, que não têm condições de negar a ocorrência de graves violações aos direitos humanos em instalações militares durante a ditadura.

Conforme a Folha apurou, o Comando da Aeronáutica afirma não ter elementos para contestar que houve graves violações nem o reconhecimento da responsabilidade do Estado, e o da Marinha alega que não tem provas para negar nem confirmar as violações apontadas pela CNV.

O ofício do Comando do Exército não contradiz os dados de violações fornecidos pela comissão, alegando que não seria pertinente contestar decisões já tomadas pelo Estado brasileiro (que já reconheceu a existência de torturas e mortes no período) nem as circunstâncias configuradas em lei neste sentido.

Foi uma referência à lei que concedeu indenização às vítimas e às famílias de mortos e desaparecidos e à que criou a Comissão da Anistia.

Na avaliação da Defesa, é um passo importante a mais no processo de reconhecimento público, pelas três Forças, de que houve torturas e mortes durante aquele regime e que o Estado brasileiro tem responsabilidade pelo ocorrido. A área civil dos sucessivos governos já reconhece essa realidade há anos.

...Em documento a subordinados em fevereiro, o general Enzo Peri, comandante do Exército, proibira que unidades militares dessem informações sobre crimes ou violências em suas dependências. No texto, Peri ordenou que qualquer informação referente ao tema só deveria ser respondida pelo gabinete".

RESUMO DA OPERETA

Antes tarde do que nunca e apesar das reticências que utilizaram para não darem o braço totalmente a torcer ("não seria pertinente contestar", etc.), os comandantes militares insubmissos foram colocados no seu devido lugar.  Sob vara, tiveram de atualizar seus calendários, reconhecendo que estamos em pleno século 21 e não na tenebrosa década de 1970. Alvíssaras!

Mas, não nos empolguemos em demasia. É bom lembrarmos que a resposta ultrajante dos fardados à Comissão Nacional da Verdade, negando os assassinatos e torturas dos anos de chumbo, data de 17 de junho; e que o ofício de 25/02/2014 do comandante do Exército, general Enzo Peri, proibindo os oficiais de colaborarem com as investigações da Comissão da Verdade e orientando-os a repassarem os pedidos e questionários para seu gabinete,  só se tornou conhecido quando O Globo noticiou, em 22 de agosto, caso contrário o estaríamos ignorando até hoje.

Nos dois casos, impunha-se uma resposta imediata, que restabelecesse o respeito à hierarquia. Afinal, como  o próprio Comando do Exército agora reconhece, o Estado brasileiro já dera seu posicionamento definitivo sobre tais crimes. Fico me indagando se não foi o fato de estarmos num ano eleitoral que evitou os habituais panos quentes...

Quem ousou cutucar tal ferida, como o Luiz Cláudio Cunha e eu, deveria agora ter sua coerência reconhecida: não é calando para evitar constrangimentos ao governo, mas sim botando a boca no trombone, que se consegue direcionar os acontecimentos no sentido correto.

Em tempo: desde a primeira insubordinação dos comandantes militares, em agosto de 2007 (vide aqui), tenho me posicionado contra a contemporização e várias vezes afirmei que os altos oficiais blefavam, pois atualmente não conseguiriam arrastar as tropas para aventuras golpistas. Agora ficou provado que eu estive certo durante todo esse tempo.


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DILMA IGNORA QUE A FUNÇÃO DA IMPRENSA É, SIM, FAZER INVESTIGAÇÃO!


"Não reconheço na revista veja, nem em nenhum outro órgão de imprensa o status que tem a Polícia Federal, o Ministério Público e o Supremo. Não é função da imprensa fazer investigação."

O disparate acima pegaria mal até na boca de um subcarimbador interino. Quando provém de uma presidenta da República, é simplesmente estarrecedor.

Jamais aplaudirei as armações ilimitadas da imprensa golpista para manipular eleições, estimular prisões, assassinar reputações, etc. O vazamento de supostas acusações feitas por Paulo Roberto Costa em seu depoimento de delator premiado à Polícia Federal foi altamente negativo, sob todos os aspectos. 

Ainda mais por não termos como aquilatar se pecadilhos estão sendo colocados no mesmo plano de pecados mortais, se quem está sendo denunciado é o que teria cometido delitos mais graves, se quem está sendo poupado não os cometeu também, etc. As possibilidades de manipulação são infinitas.

Bernstein e Woodward erraram ao "fazer investigação"?
Mas, enquanto governos mentirem desbragada e desavergonhadamente como fazem na atualidade, a imprensa tem, sim, a função de fazer investigação, tentando obter informações que deveriam estar disponíveis para o cidadão comum, mas não estão.

Será que a presidenta apagou da memória a enorme contribuição dada pela imprensa na investigação dos crimes da ditadura militar? Ousaria a Dilma afirmar que, nesses episódios, a imprensa estava errada em tentar averiguar o que realmente ocorrera e a Polícia Federal, o Ministério Público e o STF não conseguiam ou não queriam esclarecer? 

E o Caso Watergate? E o esquema de espionagem exposto pelo Wikileaks, atingindo até a própria presidenta, não deveria ter sido investigado por quem não estava oficialmente autorizado a o fazer?

Não, Dilma, a luta pela transparência continuará sendo vital enquanto não extirparmos os abusos de poder por parte das autoridades de todos os escalões. E nada indica que estejamos próximos deste objetivo.

Até lá, mais vale que cada um procure cumprir o melhor que puder seu papel: 
  • a imprensa, tentando descobrir o que os governos preferem manter em segredo; e
  • os governos, tentando evitar que seus segredos vazem. 
Quando a imprensa agir de forma irresponsável, prejudicando inquéritos, injustiçando personagens, fabricando booms, derrubando cotações com base em falsidades, etc., há caminhos legais para que os culpados sejam punidos. O que não se pode é pretender controlar a imprensa como um todo, não reconhecendo à veja e a "nenhum outro órgão de imprensa" o direito de investigar, por conta própria e com as ferramentas do jornalismo, o que estiver sendo investigado noutra ótica pela PF, os promotores e o STF. 

Uma das facetas mais assustadoras de Dilma é sua incapacidade de refletir sobre tais questões com uma visão abrangente. Como os mais tacanhos torcedores de futebol, ela só leva em conta se o seu time foi prejudicado ou beneficiado. Deveria ter aprendido há muito que precisamos sempre buscar o equilíbrio, criando e aplicando regras satisfatórias em todos os (ou, pelo menos, na maioria dos) casos, não as que melhor convenham a nossos interesses específicos num determinado caso. 

Muitos companheiros poderiam ter sido salvos da morte e de suplícios dantescos caso a imprensa não estivesse sendo censurada e intimidada pela ditadura militar. E, mesmo sob o pior terrorismo de estado que o Brasil já conheceu, houve bravos jornalistas que correram o risco de investigar o que aqueles governos queriam manter sob sigilo extremo e eterno. 

Por mais que deploremos as práticas jornalísticas da veja, nós, os veteranos da resistência à ditadura, somos os últimos de quem se possam aceitar declarações autoritárias como a que Dilma deu. Terá esquecido tão completamente tudo que viveu e sofreu?