Convocatória aos PUEBLOS de NUESTRA AMERICA

jueves, 28 de noviembre de 2013

UM É CISNE PARA A ESQUERDA. O OUTRO, PATINHO FEIO. POR QUÊ?

Não faz sentido solidarizarmo-nos ao Genoíno...
José Genoíno pode, mas não deve, ser mantido numa prisão, ainda que somente à noite. Afinal, as sentenças emanadas de juízes nunca são piores do que a morte. E, sem desmerecer as conclusões das tais juntas médicas, prefiro apostar no senso comum, que indica estar no fim a jornada do velho guerreiro. 

Que passe essa quadra derradeira em paz, junto aos entes queridos. Afinal, foram bem poucos os que assumiram os riscos que ele assumiu durante a ditadura; e não havia nenhum ministro do STF dentre eles. Fez jus a ser tratado com alguma consideração, sim!

José Dirceu quer ser gerente de hotel. Se a lei lhe faculta isto, por que não? Não cometeu nenhum ato brutal, que o tornasse uma ameaça para os hóspedes. E ele é que foi condenado, não a família; deverão vir em boa hora para seus dependentes os R$ 20 mil mensais que ele pode ganhar, mas não vai ter como gastar.

A Justiça draconiana e retaliativa não passa de um anacronismo medieval, claro! Mas, muitos petistas estão nos devendo uma severa autocrítica por estarem afirmando isto com tanto atraso, e só quando os calos lhes doem.

Torço para que o Joaquim Barbosa tenha percebido a inconveniência de continuar mantendo a postura rancorosa de um anjo vingador. Mesmo que um fique em casa e o outro passe o dia gerenciando um hotel, continuarão tendo o condenado estampado na testa, além de estarem sendo expostos ao opróbrio há oito longos anos. Suas carreiras políticas despencaram. Parecer-me-ia mesquinho,  além disto, impor rigores a um Genoíno combalido e/ou impedir Dirceu de trabalhar.

TRATAMENTO DIGNO PARA OS PRESOS NÃO 
PODE FICAR RESTRITO A UM CASO CÉLEBRE

...e ignorarmos a via crucis de Norambuena.
Há, contudo, um preço a pagarmos, se a enxurrada de exortações solidárias surtir efeito: as também generalizadas reprovações dos reacionários, segundo os quais eles estariam recebendo privilégios vedados à quase totalidade dos presos.

Espero que seus partidários tenham o bom senso de, em tais circunstâncias, não negarem o que até as pedras sabem ser verdade. Deverão, isto sim, afirmar que os demais presos merecem tratamento igualmente humanitário, digno e respeitador das leis vigentes, cabendo à cidadania mobilizar-se para que tal aconteça. Está na hora de sairmos da Idade Média em termos de aplicação da Justiça.

E, se Genoíno e Dirceu conseguirem tornar-se as exceções de regras odiosas, espero que ambos tenham o discernimento de perceberem que esta brecha precisará ser alargada, para beneficiar a muitos outros injustiçados, humilhados e ofendidos pela Justiça brasileira. Caberia a eles portar-se com um mínimo de discrição, de forma a não darem pretexto para reconsiderações e recuos por parte do STF.

Miruna, filha de Genoíno, erra ao recriminar a junta médica por tê-lo considerado apto para a Papuda. Parece ignorar que aos doutores não compete avaliar presídios; e não dá importância ao fato de terem eles especificado claramente os cuidados especiais que a condição de saúde do seu pai impõe. É a Barbosa, não à junta, que cabe decidir se tais prescrições podem ser seguidas à risca na Papuda, em alguma outra penitenciária, ou se é melhor conceder-lhe prisão domiciliar.

Mas, vale a pena refletirmos sobre este trecho do seu desabafo virtual:
"Agora eu me pergunto: srs. médicos, os srs. estiveram na Papuda? Com que autoridade os srs. sentem-se no direito de dizer que meu pai pode voltar para lá? Viram as condições oferecidas? Comeram a comida de lá? Foram ao banheiro de lá? Viram o ambulatório? Equipamentos de lá?".
INFINITAMENTE PIOR É O RDD: TRATA-SE DE UM SISTEMA DE TORTURA SEM AÇÃO DIRETA SOBRE O CORPO DA VÍTIMA.

Estive duas vezes na Papuda visitando o Cesare Battisti e não discordo. Mas, se lá as condições são inadequadas para um enfermo, o tratamento que recebem os presos colocados sob o Regime Disciplinar Diferenciado, em penitenciárias como a de Presidente Bernardes, é infinitamente pior, até mesmo homicida, como bem ressaltou o professor Carlos Lungarzo, que há mais de três décadas atua na defesa dos direitos humanos em nosso continente:
"O RDD é um simples sistema de tortura, que se diferencia do clássico por não haver utilização de ação direta sobre o corpo da vítima, mas cujos efeitos são comparáveis. (...) Os efeitos dolorosos que são procurados pelo torturador estão todos presentes no RDD: isolamento de som, ausência de luz natural ou hiperluminosidade, bloqueio de funções motrizes com a mecanização de todos os movimentos do preso (como portas que são abertas de fora, e que impedem o detento girar uma maçaneta, contribuindo para a atrofia muscular), perda da noção de tempo e obliteração da memória em curto e médio prazos, o que acaba mergulhando a pessoa numa autismo irreversível".
Outro antigo guerrilheiro que, a exemplo de Genoíno, atualmente cumpre pena por delitos comuns, o chileno Maurício Hernandez Norambuena, sequestrador de Washington Olivetto, está submetido ao RDD há quase 10 anos ininterruptos, embora tratamento tão cruel e destrutivo só pudesse ser aplicado, segundo a própria lei que o instituiu, por períodos escalonados de 360 dias, totalizando, no máximo, 1/6 (cinco anos) da condenação recebida (trinta anos). Quem interessar-se, encontrará mais detalhes aqui e aqui.

Quando a formidável rede de apoio aos réus petistas se mobilizar, um pouquinho que seja, para exigir também a extinção do fascistóide RDD e para proteger outros condenados sob risco de morte, como Norambuena (que já teria se suicidado se sua personalidade não fosse tão forte), será bem mais respeitada pelo homem das ruas.

Os melhores seres humanos assumem, antes de tudo, princípios; e depois defendem a causa de pessoas em função de tais princípios e coerentemente com eles.

Neste sentido, não há motivo nenhum que justifique estarem diferenciando as agruras do Genoíno da via crucis do Norambuena; assim como a atitude de tanto apelarem por um enquanto ignoram olimpicamente o outro.

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martes, 26 de noviembre de 2013

La embajada” dice quién ganó

Por Atilio A. Borón

 

En las últimas horas de ayer, el Tribunal Superior Electoral de Honduras consagraba como ganador al candidato del continuismo golpista, Juan Orlando Hernández. Desde el inicio, el proceso electoral estuvo lastrado por vicios irremediables que arrojaron un pesado manto de sospecha sobre su desenlace. La desembozada intervención de “la embajada” en los asuntos internos de Honduras tendría que haber sido una razón suficiente como para suspender las elecciones, rediseñar las instituciones políticas –entre ellas el propio TSE, controlado por quienes avalaron el golpe del 2009– y hacer una nueva convocatoria electoral para cuando se reuniesen condiciones mínimas requeridas para una elección, no sólo durante la campaña (ya de por sí un problema en Honduras, con su record de periodistas y militantes opositores asesinados) sino durante el recuento final de votos. 

Semanas antes de las elecciones, personeros gubernamentales habían declarado que el TSE ¡cotejaría sus cifras con las que aportase la embajada de Estados Unidos antes de dar a conocer los resultados definitivos! En resumen: el ganador sería proclamado por “la embajada” y el gobierno del continuismo golpista de Porfirio Lobo admitiría haber convertido a Honduras en un protectorado estadounidense.

Esta ignominiosa confesión dice mucho de la historia de ese sufrido país, ocupado por Washington y convertido en la década de los ochenta en una gigantesca retaguardia para servir de apoyo logístico a las agresiones perpetradas a la revolución sandinista por los “contras” nicaragüenses.

Arquitecto de este proyecto contrarrevolucionario fue John Negroponte, una de las figuras más siniestras de las Américas y designado por Ronald Reagan embajador en Honduras, función en la cual contó con la colaboración de otro reconocido terrorista internacional, Otto Reich. Bajo su gestión, el ejército hondureño fue reorganizado de cabo a rabo, dotándolo de armamentos sofisticados, equipos y tecnología militar de última generación, y convirtiendo a la base militar Soto Cano, en Palmerola, en una de las más estratégicas de cuantas Estados Unidos posee en Centroamérica y el Caribe. Cuando el presidente Mel Zelaya (foto) trató de democratizar al sistema político y concretó su ingreso al ALBA, fue violentamente destituido mediante un “golpe institucional”, a los cuales se ha hecho tan adicto el régimen de Obama.

Uno de los analistas presentes en Honduras, Katu Arkonada, [foto a la izquierda] confirma la existencia de múltiples “irregularidades”, por no decir estafas a la voluntad popular. Hay por lo menos un 20 por ciento de las actas de las mesas receptoras de sufragios, en regiones en donde el partido Libre cuenta con gran respaldo popular, que fueron arbitrariamente sometidas a auditoría y no computadas; en comunidades apartadas se observó el “voto encadenado” y la compra de credenciales electorales; hay miles de mesas en donde los partidos minoritarios obtuvieron cero votos, es decir, que ni sus candidatos habrían votado por sí mismos. Sólo resta conjeturar cuántos votos de Xiomara Castro fueron sustraídos de las urnas. Libre ganó en las calles, pero no organizó una red de fiscales para garantizar la pureza del comicio. Confió en su amplia mayoría, certificada por todas las encuestas, y en la inverosímil “imparcialidad” del TSE y el gobierno ante una elección que el imperialismo y la oligarquía hondureña no podían perder, porque Washington jamás habría aceptado un resultado contrario a sus intereses en la zona.

El primer paso de la estrategia norteamericana para impedir un revés político fue la campaña de difamaciones en contra de Xiomara y su partido. El segundo, la organización fraudulenta de los comicios y el recuento de los votos. Tercero, si los dos anteriores no frustraban la victoria de Libre: impugnación del proceso electoral y manipulación del Congreso para impedir su asunción y, en caso de que pudiera hacerlo, provocar su destitución “legal” al igual que le ocurriera a su esposo. Hasta ahora, la derecha se las arregló apelando al fraude, dando a conocer cifras que no se corresponden con la realidad y que los medios hegemónicos dan por buenas. Libre tendrá que recuperar en las calles lo que le arrebataron en las urnas.

¿Cómo habría reaccionado la supuesta prensa libre e independiente del continente si los vicios, fraudes y crímenes perpetrados en Honduras hubieran tenido lugar en Bolivia, Ecuador o Venezuela? La gritería de los lenguaraces del imperialismo y sus aliados habría sido atronadora. En cambio, ahora en esos medios impera un silencio cómplice porque en Honduras todo vale. ¿Por qué? Porque así como Israel es la pieza clave para garantizar el equilibrio geopolítico de Medio Oriente, Honduras lo es para Centroamérica, al ser éste el país donde se concentra el grueso del poder de fuego estadounidense en la región. Y así como Washington no permanecería ni un minuto de brazos cruzados ante un eventual triunfo de una izquierda antiimperialista en Israel, se involucró descaradamente en el proceso político interno de Honduras para garantizar un resultado acorde con sus intereses estratégicos en la región. ¡Menos mal que hace unos días, en la OEA, John Kerry dio por superada la Doctrina Monroe!


* Director del PLED, Centro Cultural de la Cooperación Floreal Gorini.

Honduras: Universitarios protestan contra fraude electoral

Texto y fotos Ronnie Huete S.

Percy García, estudiante de Pedagogía de la UNAH,
herido por los entes represores del Estado de Honduras.
                  
 
Una multitud de universitarios de la Máxima casa de estudios protestó pacíficamente en el Alma Mater, sin embargo fueron brutalmente reprimidos por entes de las fuerzas represoras dictatoriales de la nación latinoamericana.

Latinoamérica, 26 de nov. Los estudiantes de la Universidad Nacional Autónoma de Honduras (UNAH) protestaron hoy, frente a la UNAH en contra de los resultados que emitió el Tribunal Supremo Electoral (TSE).
Uno de los voceros de los estudiantes que participaron en esta manifestación denunció que estuvo como custodio en un centro de votación, y señaló que las credenciales de los miembros de las mesas electorales, fueron compradas por miembros del Partido Nacional.

 
Alan Alvarenga es uno de los estudiantes que protestó en la UNAH, y mencionó que los universitarios están exigiendo un conteo transparente de las actas y las urnas que fueron escrutadas.
En horas del mediodía los estudiantes comenzaron la protesta pacífica, sin embargo se hizo presente un contingente de antimotines, Policía Preventiva y Policía Militar, quienes comenzaron a reprimir a los estudiantes universitarios que protestaban pacíficamente.

Con gas lacrimógeno fabricado en Estados Unidos, los entes militares contaminaron toda la zona universitaria, poniendo en peligro la salud de los universitarios que fueron afectados con el gas lacrimógeno.
Debido a esta represión se reportó herido el estudiante de Pedagogía Percy García, quien recibió un impacto de  bala del gas lacrimógeno, lo que le ocasionó una fractura en su pierna derecha, sin embargo un grupo de universitarios, rápidamente le dio la atención adecuada. Igualmente fueron detenidos por la Policía Preventiva alrededor de 20 estudiantes universitarios, que aun se desconoce su paradero.


La manifestación masiva en los predios de la máxima casa de estudios, junto con la represión de los elementos policiales y militares duro cuatro horas, por lo que las instalaciones de la UNAH, quedaron totalmente contaminadas como producto del gas lacrimógeno que lanzaron irracionalmente los entes militares y policiales.



La masa estudiantil afirmó que estaban insatisfechos con el proceso electoral, catalogando esta actividad electoral como un fraude masivo coordinado por el candidato oficialista Juan Orlando Hernández, catalogado como una persona indeseable por los universitarios.

Los estudiantes pertenecían a los partidos políticos del Partido Anticorrupción y Libertad y Refundación Libre, y en una masiva asamblea aseguraron que seguirán protestando pacíficamente, hasta revertir el fraude del partido Nacional.

Honduras es una nación centroamericana que vive una dictadura desde hace cuatro años, después del golpe de Estado de 2009, y cuya herencia dictatorial a recaído en el actual gobierno de Porfirio Lobo Sosa, del Partido Nacional.


Bombas lacrimógenas que reprimieron a los universitarios:

















*Corresponsal voluntario de la revista Caros Amigos editada en São Paulo (Brasil) para Centroamérica, de la agencia informativa Latinoamericana Prensa Latina, Kaos en la red, del portal  http://desacato.info , editado  en Florianópolis (Brasil) y de  hondudiario.com. Cualquier atentado o amenaza para el autor de este artículo es responsabilidad de quienes representan el Estado de Honduras y sus órganos paramilitares.

Tomado del Blog Latinoamérica

lunes, 25 de noviembre de 2013

Honduras: Análisis Electoral


Con la ruptura violenta del orden constitucional en Honduras el 28 de junio de 2009 con el golpe de Estado, el pueblo hondureño ha sido obligado luchar por la restauración de la democracia y los derechos en el país. En esta resistencia, que ha costado cientos de vidas, las mujeres organizadas han jugado un papel fundamental.

 Desde la resistencia en la primera etapa pos-golpe: al régimen de Pepe Lobo que se caracterizó por el retroceso y pérdida de avances históricos en el ejercicio de sus derechos; hasta la etapa actual en que las mujeres lideran luchas por la tierra, sus derechos sexuales y reproductivos, laborales, políticos y por la justicia, en un ambiente de criminalización y ataques permanentes de agentes del estado y debido a la falta de legitimidad del estado y la permanencia en el poder de las fuerzas autoritarias y poderes fácticos, se ha visto un grave deterioro en las instituciones democráticas -de por si débiles- del país.

 Las elecciones 2013 se vieron como una oportunidad de empezar un proceso de restauración de la democracia. Reconociendo la importancia de este proceso electoral para el futuro del país y para la lucha por los derechos humanos de las mujeres, organizamos el Observatorio de los Derechos Humanos y las Resistencias de las Mujeres en el Contexto Electoral, Honduras 2013 con más de 90 observadoras nacionales e internacionales para monitorear violaciones de los derechos humanos de las mujeres, incluyendo pero no limitado a sus derechos políticos-electorales, y dejar constancia de sus resistencias y papel indispensable en el avance democrático del país.

1. En el proceso electoral existen evidencias de irregularidades, antes, durante y después de las elecciones, suficientes para poner en seria duda los resultados preliminares anunciados por las autoridades. Entre éstas, podemos mencionar las siguientes:

 * Un manejo inadecuado y politizado de la lista de votantes, entre ellos la inclusión de personas muertas, la exclusión de personas y el cambio de domicilio en el registro de las personas.
 * Falta de representación de todos los partidos en las mesas, falta de material, retrasos en la apertura
 * Coacción del voto
 * Compra/venta de credenciales

 2. Se detectaron múltiples casos de compra de voto que atentan contra la democracia y afectan principalmente a las mujeres empobrecidas. Nuestro observatorio atestiguó casos de compra del voto, práctica que se aprovecha de la precariedad económica de la gente para violar sus derechos políticos:

 2. 1) mujeres que recibieron la tarjeta de beneficios “Cachureca” días previos a las elecciones cuando ya estaba decretado el periodo de silencio electoral. Esta tarjeta llega en nombre del candidato Juan Orlando Hernández y en la parte de atrás se identifica a la portador/a como “simpatizante del Partido Nacional”;
 2. 2) ofertas de empleo en cambio del voto al Partido Nacional, registrado en la Escuela 4 de junio cuando una mujer fue sorprendida sacando fotos de su voto para comprobar el apoyo al candidato del PN.
 2. 3) La utilización de programas sociales como el Bono 10 Mil, para obligar a las personas votar por el candidato oficial para recibir el apoyo.

 3. De manera general debemos reconocer que la jornada electoral transcurrió sin mayores incidencias de hechos violentos, con algunas excepciones importantes. Este hecho refleja el compromiso a la no-violencia de la gran mayoría de la población. Pensamos que la presencia de más de mil observadores nacionales e internacionales, representando una verdadera diversidad ideológica e incluyendo a observatorios de derechos humanos como la nuestra, efectivamente cerró la opción de represión y/o provocación por parte de las fuerzas del estado y los poderes fácticos que apostaban a conservar el poder a todo costo.

 4. Denunciamos el asesinato de la defensora María Amparo Pineda Duarte en el Departamento de Francisco Morazán. María Amparo Pineda Duarte, dirigente campesina y presidente de la Cooperativa El Carbón, de 52 años de edad fue asesinada en emboscada a las 7:45 de la noche de sábado 23 de noviembre, junto a otro miembro de la cooperativa Julio Araujo. Este crimen en el marco electoral no solo significa la pérdida de una defensora, sino también una señal intimidatoria hacia el trabajo y la integridad física de todas las defensoras. Exigimos que se haga justicia en este caso y en los casos de todos los asesinatos de defensoras y defensores.

 5. La militarización fue un factor de coacción del voto. En este contexto de, se destaca el hecho de que el nivel de militarización que caracterizó la jornada no tenía justificación alguna , y sirvió como factor de intimidación, debido a la presencia de armas en las urnas y los conocidos vínculos entre las fuerzas armadas y el partido gobernante. La militarización de centro de telecomunicaciones CONATEL y del Ministerio Público se suma a otros incidentes en un panorama oscuro para el ejercicio de los derechos en un contexto altamente polarizado.

 6. Nos preocupa que el despliegue masivo de las Fuerzas Armadas, la nueva Policía Militar y las policías locales sirviera para reprimir protestas en el periodo pos-electoral. Tenemos el reporte de que en el departamento de Santa Bárbara está militarizada, debido a que ganó LIBRE la alcaldía según datos oficiales, pero la candidata del PN no acepta la derrota. También hemos recibido informes en torno a la militarización de infraestructura estratégica, i.e., la central hidroeléctrica el Níspero.

 Son actos que nos ponen en alerta como observatorio de derechos humanos. En este escenario las defensoras de derechos humanos se encuentran en una situación de alto riesgo, que sean defensoras del voto, de la tierra, de derechos sexuales o de cualquier otro tipo. El candidato que lidera el conteo del TSE, Juan Orlando Hernández, ha promovido medidas represivas como respuesta a la violencia y prometió “un soldado en cada esquina” lo cual aumenta el temor de una militarización generalizada que presenta una amenaza a las defensoras de derechos humanos y a las mujeres en general.

 7. Consideramos que el proceso electoral no ha terminado y que la etapa de investigación de denuncias e irregularidades requiere de absoluta transparencia y apego a la ley. En el momento de redactar esta nota (2:00 PM), los datos del TSE reportan el 34.19% para Juan Orlando Hernández del Partido Nacional a 28.83% para la candidata del LIBRE, Xiomara Castro. El anuncio del LIBRE de “transmisión irregular de resultados” y que un 20% de las actas presentan inconsistencias. El candidato del Partido Anti-Corrupción también ha declarado que un 25% de las actas registradas por el TSE no coinciden con las actas transmitidas de las mesas. No ha habido manifestaciones públicas de victoria electoral.

 8. La crisis política y democrática que enfrenta el país en estos días no se inscribe únicamente en el marco del proceso electoral. A la vez que las mujeres y hombres exigen que se esclarezcan las dudas e irregularidades en el proceso electoral, la lucha por la democracia se vuelve a los barrios y los pueblos donde nació. La lucha por las garantías a los derechos de las mujeres es no partidista, y constante.

Tomado de Observatorio de Mujeres

domingo, 24 de noviembre de 2013

1º Encontro para intercambio humano entre hermanos cubanos no ES e mov. da sociedade civil Organizada.

As imagens abaixo são frutos de ideais de integração.
O Primeiro encontro entre médicos cubanos que atuam na região da Grande Vitória -ES e um grupo de movimentos da sociedade civil,  com a finalidade
de criar um

 'Comitê de solidariedade e intercambio socio-Cultural com os médicos cubanos'( a exemplo do que tb. está sendo criado no Vale do Aço-MG, segundo informa Jardel Lopes 'Fernanda, a solidariedade realmente é universal. Aqui no Vale do Aço/MG, pertinho de vcs aí em Cariacica, temos a Região Metropolitana do Vale do Aço e 16 médicos e médicas cubanos já atuando. Promovemos um almoço com parte deles (Timóteo, Fabriciano e Ipatinga) e no próximo dia 1º de dezembro, no domingo iremos promover um almoço com todos eles em Fabriciano. Criamos entre nós, militantes simpatizantes da solidariedade com Cuba, um comitê que batizamos de Comitê de solidariedade com os médicos cubanos. Quem sabe, no próximo domingo podemoc ontar com alguns de vcs por aqui! Sugestão.'

Reunião realizada e deliberado: Dia 07 de Dezembro estaremos realizando o 1º Encontro para promover a integração socio/cultural com Médicos Cubanos da Região da Grande Vitória-ES




Existe uma linguagem maior que  nos faz unidos/hermanos. O ideal de
Aprendimos a quererte Desde la histórica altura Donde el sol de tu bravura Le puso un cerco a la muerte. 
Aquí se queda la clara, La entrañable transparencia, De tu querida presencia Comandante che guevara. Tu mano gloriosa y fuerte Sobre la historia dispara Cuando todo santa clara Se despierta para verte. Aquí se queda la clara, La entrañable transparencia, De tu querida presencia Comandante che guevara. Vienes quemando la brisa Con soles de primavera 
Para plantar la bandera 
Con la luz de tu sonrisa. ...'



'...Aquí se queda la clara, La entrañable transparencia, De tu querida presencia Comandante che guevara. Tu amor revolucionario Te conduce a nueva empresa Donde esperan la firmeza De tu brazo libertario. Aquí se queda la clara, La entrañable transparencia, De tu querida presencia Comandante che guevara. ...'


Las Hermanas - Porque somos iguais, em defesa de igualdade e dignidade: O registro das mulheres

Duas ilhas o mesmo foco: VIDA. Integração de las hermanas - Início. Que venham outros e outras sempre.

Porque dentre muitos quereres, nós mulheres da Ilha de cá - Vitória, precisamos aprender com as da Ilha de Lá - Cuba está  Zerada quanto  a violencia a mulher

Pq. o sentimento humano, não tem pátria: Estamos no ES , articulando uma integração com os médicos Cubanos e setores diversos da luta no ES

E essa articulação não tem ' donos' participem . bjos.



Seguiremos adelante 
Como junto a ti seguimos 
Y con fidel te decimos: 
Hasta siempre comandante. Foto

Aquí se queda la clara, 
La entrañable transparencia, 
De tu querida presencia 


Comandante che guevara. 

Honduras: El funeral del bipartidismo

Por Ronnie Huete S.*

Más de cinco millones de electores saldrán hoy a ejercer el sufragio, en medio de una fuerte militarización, y una campaña mediática del miedo que algunos medios de comunicación han difundido en los últimos días.

Latinoamérica, 24 de nov. Todo tiende a que el bipartidismo (Partido Liberal y Nacional), se escriba en la historia negra de la nación centroamericana de Honduras.

En este proceso electoral en donde participan nueve partidos políticos, las expectativas entre el virtual ganador se concentran en dos partidos. El Partido Nacional y el Partido Libertad y Refundación (LIBRE).

El Partido Nacional ha sido el heredero del golpe de Estado del 28 de junio de 2009, y bajo su gobierno se ha incrementado la represión en las comunidades de los pueblos originarios, campesinos, y el asesinato de 26 periodistas y un buen porcentaje de abogados y defensores de derechos humanos.

De igual forma la aprobación de leyes que sitúan en un peligro inminente la soberanía de Honduras y el reciente proyecto turístico inaugurado en la Bahía de Tela, han sido parte de la agenda política y empresarial que han fortalecido su fuerza en el Estado hondureño, como resultado de la política totalitarista que ha resurgido después del golpe de Estado de 2009 en esta nación centroamericana.

 Fraude

Estos antecedentes son parte de la mala influencia entre la enorme brecha que existe entre los pobres y los ricos, cuya diferencia es abismal en Honduras, en donde el 80 por ciento de la población sigue sometida en la pobreza como resultado de las políticas neoliberales, y las asonada castrense del pasado 2009.
Enrique Eduardo Reina, es candidato a designado presidencial por LIBRE, y espera que estas elecciones se respete la decisión de los electores, puesto que ha habido fuertes rumores de que se haga un fraude, para no dejar ganar a la candidata presidencial, Xiomara Castro.

Ante este hecho Reina mencionó que la candidata presidencial de LIBRE  se ha reunido con el comando y jefe de las fuerzas armadas de Honduras, para tener un primer acercamiento, de igual forma se han reunido con el sector privado y con sectores que tuvieron una influencia en el golpe de Estado de 2009. Así como también con  la Embajada de Estados Unidos y una buena parte del cuerpo diplomático acreditado en la nación centroamericana.

Parta este político la visión debe ser reconstruir Honduras y por tal motivo es importante la conversación cercana con todos los sectores, para que en estas elecciones el proceso sea pacifico y se respeten los verdaderos resultados electorales al momento del escrutinio de  votos, al finalizar la jornada electoral.

Impunidad                              

Los sectores de la sociedad  civil y derechos humanos coinciden con las declaraciones de Reina, quien hace énfasis en que las violaciones de los derechos humanos cometidas después del golpe de Estado de 2009 no deben de quedar impunes.

“Nuestra campaña ha sido enfocada al dialogo y una verdadera reconciliación y justicia” enfatizó Reina.

En relación a un posible fraude, Reina señaló que espera que no se dé, ese escenario, pero sí se tomarán las acciones correspondientes, puesto que cuando el pueblo se decide por la transformación de un país no hay quien lo detenga.

El preámbulo del funeral del bipartidismo, posee las horas contadas, puesto que los cuatro años de dictadura militar, político y religiosa han sometido y torturado económica y socialmente a la población hondureña, orillando a esta nación latinoamericana a una de las más peligrosas del mundo.


*Corresponsal voluntario de la revista Caros Amigos editada en São Paulo (Brasil) para Centroamérica, de la agencia informativa Latinoamericana Prensa Latina, Kaos en la red, del portal  http://desacato.info , editado  en Florianópolis (Brasil) y de  hondudiario.com. Cualquier atentado o amenaza para el autor de este artículo es responsabilidad de quienes representan el Estado de Honduras y sus órganos paramilitares.
 

Edward Snowden y las denuncias contra la corrupción corporativa

Por Fernando Báez
 
Detrás del escándalo causado por las denuncias de Edward Snowden vamos a encontrar corporaciones militares y la corrupción de funcionarios del gobierno de EEUU: es importante recordar que el exanalista fue contratado por una empresa conocida como Booz Allen Hamilton y conocer cómo pudo este grupo penetrar la Agencia de Seguridad Nacional (NSA por sus siglas) es tan importante como saber cuál es el propósito de recopilar información de las redes de telecomunicaciones en todo el mundo. No se trata de una indagación incauta.

La descripción de Booz Allen Hamilton requiere una enciclopedia indexada, pero sus elementos centrales se resumen en sus propietarios, que sobresalen por constituir un eje de poder sin precedentes que aprovecha la globalización para expandirse e interferir con negocios de seguridad en Europa, Medio Oriente, América Latina y Asia.

El principal dueño de Booz Allen Hamilton es el Grupo Carlyle, que también maneja Dex Media, Freescale Semiconductor, el fondo de imágenes de Getty, Dunkin 'Brands, HCR Manor Care, Kinder Morgan, la empresa Hertz, Nielsen y también United Defense. En total, los datos oficiales apuntan a que administra 1.570 millones de dólares en 101 fondos y 64 fondos de vehículos. Esta firma temible emplea a 650.000 personas y dispone de 1.500 socios en unos 80 países estratégicos donde ha elaborado una política de circuitos financieros donde lo privado y lo público apenas se distingue.

En general, el intocable Grupo Carlyle se ha ramificado en áreas de defensa y servicios gubernamentales, aeronáutica, ciberseguridad, venta y mercado de productos, publicidad, aseguradores médicas, telecomunicaciones, empresas multimedia, transportes en 32 países y en seis continentes que la convierte a la firma en 2013 en la tercera de mayor rango del mundo.

De las inversiones inmobiliarias Carlyle Grupo se ha adelantado a la crisis general asumiendo casi 600 edificios, centros comerciales, lujosas mansiones, casas, pisos, galpones, instalaciones, gigantescos complejos industriales que no siempre utiliza. Anticipándose a la crisis de 2012-2103, el Grupo Carlyle adquirió Alpinvest, una super-plataforma de gestión activos para comprar acciones de capital en mercados riesgosos, moderados y con problemas sociales en proceso. Asimismo, hizo una pequeña apuesta a las energías sostenibles ante el agotamiento del petróleo mundial en 60 años.

El Grupo Carlyle, como es habitual en su estilo, mantiene discreción porque ha corrompido de tal modo el poder público que no tiene por qué preocuparse de una investigación que concluirá en una comisión del Congreso que la absolverá porque la mayoría de los políticos participan en las ganancias de este tipo de proyectos. Una llamada bastaría para poner en su sitio la insolencia de algún congresista rebelde.

Un antiguo asesor de Jimmy Carter, el millonario David Rubenstein, dirige el grupo Carlyle con la imagen de un hombre noble, filantrópico, pero no debe olvidarse que el inventor de la dinamita financió el Premio Nobel de la Paz que ahora tanto se celebra. De los cientos de asesores que han pasado por el Grupo Carlyle vale la pena destacar a George Bush padre, el mismo que hizo la primera guerra de Iraq y fue el Director de la CIA en los tiempos de Ronald Reagan; también estuvieron el polémico John Major y Frank Carlucci, quien fue Secretario de Defensa de Reagan, de modo que todo queda en casa. Nuevas caras logran distinguirse porque pelean una mínima posición en esta rapiña.

Para aumentar su influencia sobre Washington, el Grupo Carlyle decidió aventurarse y adquirir el lado visible de Booz Allen Hamilton, la competencia de SAIC o la Corporación Internacional de Ciencias Aplicadas que trabaja en conjunto con la NSA y desde su central de operaciones en Virginia maneja 11.229 millones dólares en contratos. La competencia entre las grandes corporaciones es una guerra despiadada que utiliza el estado para fortalecer sus intereses. En esa pelea hay que contar con muchos grupos como la Lockheed Martin, que obtiene el 80% de sus ganancias del sector militar, la Corporación Northrop Grumman que se ocupa del área aeronáutica, ciberseguridad e inteligencia o el Centro de Análisis Incorporado de California o CACI, que salió a la luz pública cuando se descubrió que los interrogadores que torturaban en la prisión iraquí de Abu Ghraib estaban al servicio de esa firma.

Dentro de este escenario, Booz Allen Hamilton se disputa el presupuesto militar que le permite obtener el 99% de sus ingresos repartidos en distintos segmentos: unos 132 millones de dólares en el Departamento de Veteranos de Guerra en Defensa, 156 millones con el Departamento de Seguridad Nacional, 131 millones con el Departamento del Tesoro, 168 millones en el Departamento de Salud y Servicios Sociales, pero esto no es nada. Su mayor fuente de financiamiento es Defensa, donde maneja 3.3 billones de dólares en contratos que van desde el aporte de helicópteros hasta programas sensibles de intercepción de telecomunicaciones en todo Internet.

El grado de complicidad entre militares y contratistas es más escalofriante. James Woolsey, que fue el Director de la CIA durante la presidencia de Bill Clinton estuvo como vicepresidente de Booz Allen Hamilton; y el periódico New York Times ha revelado que Mike McConnell, quien era el Director Nacional de Inteligencia de George Bush hijo, ahora es el Vicepresidente de la corporación. Pero el caso de McConnell es insólito: Director la NSA entre 1992 y 1996, luego pasa a Booz Allen Hamilton donde se mantiene entre 1996 y 2006 y da el salto al poder total en 2007, con una labor de inteligencia que intentó doblegar a las agencias a la sumisión a sus políticas de reforma.

Al parecer, el sistema funciona como sigue: el estado paga el entrenamiento y adiestramiento del personal, arriesga el dinero de los contribuyentes en misiones no siempre legales, y finalmente las corporaciones eligen a algunos oficiales con acceso a las asignaciones presupuestarias y apoyo político como candidatos para integrar sus directorios. Este círculo vicioso aniquila candidatos o los postula para las comisiones de Inteligencia del Senado.

En la lógica corporativista militar se produce el contagio porque la autoridad política sucumbe a la presión de la demanda por la transferencia de intereses invertidos: la condición reguladora del Estado pierde su condición espontánea y la corporación condesciende a disminuir la regulación ciudadana hacia el autoritarismo porque sus intereses se mueven en la misma dirección de beneficios y riesgos.

A diferencia de otras épocas, las corporaciones ya no separan sus presupuestos privados de los públicos, salvo cuando se trata de ganancias. Crean estructuras piramidales para poder articular los canales de mando, que acaban por formalizarse en nodos territoriales subsidiarios. Control sobre el control. Control de gobiernos, control de ciudadanos, control institucional, administración de la gran base de datos colectiva.

Por eso, y digo esto para cerrar, es que no debe nunca dejar de asombrarnos que un hombre tan joven como Snowden haya tenido el coraje de denunciar ante el mundo esta estructura colosal que es Booz Allen Hamilton, el talón de Aquiles financiero de la inteligencia y contrainteligencia militar de una superpotencia nuclear.

Fernando Báez es autor de "El saqueo cultural de América Latina" (2010) y "La destrucción cultural de Irak" (descargable aquí en pdf) La-destruccion-cultural-de-Iraq.pdf
 
Rebelión ha publicado este artículo con el permiso del autor mediante una licencia de Creative Commons, respetando su libertad para publicarlo en otras fuentes.

COMO SE CHAMARÁ A DUPLA ALCKMIN-HADDAD? AMORAIS DO SAMBA?

O que vem após as mãozinhas dadas? O noivado?
O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, segue aplicadamente os passos do seu padrinho. 

Quando foram juntos beijar a mão do Paulo Maluf na campanha eleitoral paulistana, captou o recado: ao sabor das conveniências políticas, deveria ele também abanar alegremente o rabo para os personagens mais execrados pelo PT de outrora. 

Gente como Fernando Collor, José Sarney, Jader Barbalho, Renan Calheiros, Maluf e o finado ACM se tornaram amigos do Lula desde criancinhas. As chances de Haddad ser adiante ungido para dar continuidade ao reinado petista passam por bisar nos mínimos detalhes a postura (amoralidade inclusa!) dos monarcas anteriores.

Vai daí que no último mês de junho, quando ele e o governador Geraldo Opus Dei Alckmin estiveram na França fazendo lobby para que a Expo 2020 escolha a capital paulista como sede, Haddad não viu mal nenhum em ir muito além daquilo a que era obrigado pelo dever de burgomestre: confraternizou com o carrasco do Pinheirinho num momento de folga!!!
Depois de perdida a virgindade, liberou geral...

Num dia, eles estavam cantando juntos o "Trem das onze", do grande Adoniran Barbosa, que deve continuar até agora se revirando na cova. 

Emblematicamente, nem 24 horas depois começavam as grandes manifestações contra a parceria Alckmin-Haddad no aumento das tarifas do transporte coletivo.

Aí, como diria o velho boêmio, a imagem dos dois ficou igual a "tábua de tiro ao álvaro/ não tem mais onde furar"...

Vídeo inédito da dupla desafinada e desatinada será uma das atrações do TV Folha deste domingo (24), que a TV Cultura exibe às 19h30 e reprisa às 23h30.

Sartre dizia que fazer política é enfiar a mão no sangue e na merda. Isto não desestimula Haddad. Ele desde já está fazendo tudo que julga ser necessário para não perder esse trem que não passa agora às onze horas, mas só em 2018.  

O jeito é nunca esquecermos de segurar um lenço perfumado no nariz quando ele estiver por perto.

sábado, 23 de noviembre de 2013

Legados de Chávez

Por Luis Britto García


1
Toda revolución realiza un pensamiento revolucionario. El de Chávez parte de tres raíces. La de Simón Bolívar, quien libertó a los esclavos, emancipó a los indígenas, confiscó las propiedades de los realistas, atribuyó la propiedad del subsuelo a la República e intentó consolidar la unidad de América Latina en el Congreso Anfictiónico de Panamá. La influencia de Simón Rodríguez,  maestro del Libertador, autor de proyectos libertarios de educación para todas las clases y centrada en los oficios productivos. Y la de Ezequiel Zamora, caudillo agrario del siglo XIX quien declaró que la tierra, como el aire, es de todos, y prohibió pagar renta por ella. A partir de allí, asumió Chávez cada vez más  el proyecto de la intelectualidad venezolana de izquierda de los años sesenta, que cuando ganó la mayoría parlamentaria fue ilegalizada y empujada a una lucha armada  que la destruyó  a sangre y fuego entre 1962 y 1983. El joven Chávez contactó con algunas de las organizaciones radicales desbaratadas en ese cruento proceso. De allí que su ideología nacionalista y bolivariana progresara cada vez más hacia el socialismo, el antiimperialismo y la interpretación clasista de la Historiaque se hace patente, por ejemplo, en los estatutos del Partido Socialista Unido de Venezuela.

2
Venezuela y quizá América Latina y el Caribe no son los mismos después de Chávez. Nuestra región  es la más desigual del mundo. Por ello es campo de cultivo de los movimientos sociales, que se articulan al margen de los partidos políticos y del Estado para lograr reivindicaciones que ni uno ni otros conceden. Chávez potenció la participación política y social mediante el impulso de la Democracia Participativa, y  articuló movimientos sociales con Estado y partidos a través de las Misiones. A pesar de tropiezos y retrasos en aspectos tales como las cooperativas y las comunas, Venezuela logró  resultados espectaculares. Baste señalar que alcanzó anticipadamente 6 de las 8 Metas del Milenio, cuyo cumplimiento fijó la ONU para el año 2015. Bajo la administración bolivariana Venezuela erradica la pobreza extrema; logra que estudien primaria el 95% de los niños en edad para ello; avanza  más de 70% en la igualdad de género y el empoderamiento de la mujer; combate eficazmente el paludismo, el sida y otras enfermedades; garantiza la sostenibilidad del medio ambiente e integra y fomenta una Alianza Mundial para el Desarrollo. Venezuela tiene actualmente el menor Índice de Gini de Desigualdad de la América Latina capitalista. Además, el bolivarianismo reintegra a los trabajadores las prestaciones sociales  confiscadas por el socialcristianismo, y con la Misión Barrio Adentro y otras iniciativas garantiza la atención médica  en las zonas desposeídas, crea un sistema de pensiones que cubre  a todos los  ancianos  y garantiza a éstos el transporte público gratuito. Con esas iniciativas se forma una generación libre de ignorancia y de carencias  básicas,  capaz de elegir su propio destino.

3
Tal cúmulo de logros derriba el mito de que América Latina y el Caribe sean pobres: para alcanzarlos basta destinar a objetivos sociales las riquezas que antes beneficiaban sólo a las transnacionales. El 11 de abril de 2002 la oligarquía y Estados Unidos dan un golpe de Estado para arrebatar nuestra principal industria, Petróleos de Venezuela S.A. La contundente respuesta popular logra preservarla para la Nación, y aplicar directamente sus recursos para un gasto social de cerca del 64% del egreso público. El gobierno bolivariano implanta un control de cambios que frena la fuga de divisas y recupera para propiedad de la Nación empresas estratégicas, tales como la electricidad, la telefónica, la siderúrgica y las del aluminio. Al mismo tiempo expropia latifundios y fomenta cooperativas, empresas recuperadas, comunas y fundos zamoranos como unidades productivas de propiedad social. Requiere mucho tiempo y espacio meramente enumerar tantos legados en lo social y en lo económico; mucho más valorarlos y preservarlos. Es preciso también considerar su legado político, integracionista, estratégico y cultural.

4
En lo político, Chávez demuestra una vez más que es posible la vía pacífica al socialismo, y de nuevo verifica que ese camino trata de cerrarlo la derecha con intentos de golpe de Estado y magnicidio, acoso mediático y sabotaje económico. También derrumba el mito según el cual las masas no quieren el socialismo, y las falacias postmodernas que mienten el Fin de la Historia,  de las Ideologías y de lo Político. El instrumento para ello es la conversión de la democracia representativa en participativa, mediante una Carta Magna aprobada en referendo por el 71,8% de los votantes. En cumplimiento de ella se desarrollan en 14 años 17 consultas electorales inobjetables. Anima Chávez varias organizaciones (MBR200, Círculos Bolivarianos, Movimiento Quinta República) y no vacila en disolverlas para reconstruir entes cada vez más democráticos.  Frena Chávez un proceso de descentralización y federalización extremas, y veta una Ley que en nombre de ellas permitía privatizar ríos, lagos y lagunas. Venezuela es hoy más política, más ideologizada y más consciente de la Historia que nunca.

5
Chávez, desautoriza el mito de la incompatibilidad de los militares con la democracia. El ejército venezolano es policlasista y abriga las tendencias más diversas; grupos de sus oficiales se unieron a la guerrilla y protagonizaron alzamientos revolucionarios.  De hecho, el Comandante  inicia su vida política con una rebelión militar y una vez en el poder por la vía del voto, reaviva la conciencia nacionalista castrense,  y pone en marcha  un proyecto socialista sin el costo de una desgarradora guerra civil. En plena afirmación de la soberanía, impide en 1999 que los marines pisen el suelo venezolano con el pretexto de ayudar  en la catástrofe de Vargas, y expulsa la Misión Militarestadounidense. Paralelamente, diversifica la compra de armamentos para evadir el bloqueo estadounidense, reestructura la Defensa creando una Reserva que podría aportar cerca de un millón de efectivos en caso de conflicto e incrementa la seguridad ciudadana con la creación de una Policía Nacional y de una Universidad de la Seguridad.

6
La integración latinoamericana y caribeña fue proyecto de todos nuestros próceres y saludo a la bandera de casi todos los mandatarios. Siguiendo la inspiración de Bolívar en el Congreso Anfictiónico de Panamá, Chávez inicia una diplomacia latinoamericanista que se traduce en la derrota del ALCA, el impulso del Alba, de Unasur y de la Celac y el ingreso de Venezuela al Mercosur. De estas nuevas alianzas están excluidos Estados Unidos y Canadá, que tan funesto peso ejercen sobre la hoy caduca OEA. Venezuela repotencia la declinante Organización de Países Exportadores de Petróleo, que vuelve a ser factor mundial de poder. Asimismo coadyuva en el proceso de paz de Colombia, y denuncia los tratados que subordinaban nuestra la soberanía a entes como el  Centro Internacional de Arreglo de Diferencias sobre las Inversiones (CIADI) y la CorteInteramericana de los Derechos Humanos. Esta política independiente a su vez contribuye al paso de un mundo unipolar a otro multipolar, con una diplomacia orientada hacia Asia y África, las potencias emergentes, los países no alineados, que dinamiza las relaciones con China, Irán, Rusia y Belarús.

7
Una revolución es cultural o no es. Venezuela erradica el analfabetismo mediante la Misión Robinson, lo cual le vale un reconocimiento de la Unesco. El 82% de los venezolanos lee cualquier material; un 50,2% libros, lo cual nos convierte en el tercer país lector de América Latina. Uno de cada tres venezolanos está estudiando; uno de cada nueve en Educación Superior, en instituciones en su inmensa mayoría públicas y gratuitas, gracias a que Secundarias y Universidades bolivarianas remedian la crónica falta de cupos del siglo pasado. Pero más fundamental que estas cifras es la reorientación de las políticas culturales. Durante décadas se erradicaron en Venezuela de la Primaria el estudio de la Geografía, la Historia y la Educación Cívica. Hoy se las estudia en todos los niveles, y hay una vuelta hacia la reinterpretación clasista de nuestro pasado. Funciona con absoluta libertad el aparato comunicacional privado de un centenar de periódicos, otras tantas televisoras y tres millares de radiodifusoras, casi todo fanáticamente contrarrevolucionario y vehículo de contenidos y valores importados, que ocultaba la imagen de un pueblo mestizo al cual sólo se le permitía aparecer como sirviente, delincuente o hechicero. El bolivarianismo ha creado  cinco diarios y seis televisoras de servicio público, ampliado la radiodifusión pública y propiciado un sector de centenares de medios comunitarios, que difunden una imagen real y crítica  del pueblo venezolano. Para que estos medios nuevos contribuyan a la integración, lanza dos satélites de comunicaciones y crea Telesur, una emisora dedicada a las problemáticas de la región.  Nada de esto ocurre sin tropiezos, sin errores, contradicciones o esfuerzos perdidos, pero totaliza un cúmulo de logros del cual debemos mostrarnos dignos superándolos. A tales ideas, tales actos.


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