Convocatória aos PUEBLOS de NUESTRA AMERICA

sábado, 25 de mayo de 2013

A SEMANA "MENOS INOCENTES"






A SEMANA

“MENOS INOCENTES”


Laerte Braga

O presidente Barack Obama em discurso na Casa Branca disse que é “preciso por fim à guerra contra o terror”. Segundo Obama as práticas políticas atuais dos EUA devem ser substituídas por ataques “cirúrgicos” com aviões não tripulados os “drones”. Ao final de sua fala foi enfático – “assim morrerão menos inocentes”. E invocou a proteção divina para a “América”.

O presidente pediu apoio aos republicanos para fechar a prisão de Guantánamo. Pelo menos 86 presos estão ali com inocência comprovada e ainda não foram soltos.

Uma semana rica em boçalidades como essa. Militares brasileiros sobreviventes da ditadura reagem com o velho e canalha patriotismo aos fatos apurados pela Comissão da Verdade e ao aumento das pressões dos vários setores do País para que se conheça na íntegra o período de estupidez que reinou sobre o Brasil e os brasileiros a partir do golpe de 1964.

Os ataques aéreos de Israel ao território sírio atingiram prédios residenciais e mataram inúmeros civis.

Morreu Videla, ex-ditador argentino, um dos mais cruéis e perversos tiranos da história contemporânea. Responsável por milhares de assassinatos, sequestros de crianças, por um dos regimes mais violentos e perversos do mundo e particularmente dentre as ditaduras latino-americanas. Se achava também um patriota e morreu na cadeia.

O Brasil é um dos únicos países onde figuras hediondas como Brilhante Ulstra e Torres de Mello, ao lado de vários outros continuam impunes, deitando falação e ainda escrevem em jornais como a FOLHA DE SÃO PAULO defendendo a barbárie e dando “lições” de democracia.

Nesse diapasão Joaquim Carlota Barbosa não consegue sossegar e fala pelos cotovelos, critica o Congresso, o Executivo e vai por aí afora. Não conhece a história do macaco que criticava o rabo de todos os bichos da selva, até que alguém mandou que olhasse o seu próprio no espelho. Sumiu de vergonha.

As falas do presidente do STF – Supremo Tribunal Federal – não conseguem sobreviver a três dias de mídia lixo, lixo mídia. Caem no vazio. São boutades de quem nunca comeu melado e quando come se lambuza, tal e qual seu parceiro Gilmar Mendes.

Quem teve oportunidade de ir a um circo, teve também chance de ver aqueles malabaristas que se contorcem de tal forma que causam a impressão que são de borracha. Quem está se contorcendo mas de preocupações e angústias é o ex-governador de Minas, Aécio Neves, presidente nacional do PSDB e pré candidato do partido a presidente da República.

Foi falar em “choque de gestão” e logo alguém anunciou um livro contando a falência de Minas, as manobras contábeis para fabricar o tal choque e a grossa corrupção nos oito anos que desgovernou o estado.

É difícil imaginar um país sério com um candidato presidencial como Aécio, ou uma figura histriônica como Eduardo Campos, sem falar na líder religiosa Marina da Silva e sua rede de dízimos que percorre o Brasil.

Não foi uma semana que possa ser inscrita entre aquelas que se diga que algo de aproveitável aconteceu. Vão se os portos, continuamos um País manco.








jueves, 23 de mayo de 2013

A COMISSÃO DA VERDADE, A SOFREGUIDÃO E OS HOLOFOTES


É suspeita a atitude de integrantes da Comissão Nacional da Verdade, de estarem desde já se posicionando publicamente a favor ou contra a revogação da anistia de 1979.

Isto porque nada será decidido agora. O xis da questão é se, no relatório final da Comissão, daqui a um ano e meio, vai ou não ser recomendada a anulação da aberração jurídica que permitiu aos assassinos oficiais anistiarem a si próprios.

Então, por que botaram o carro na frente dos bois, lançando o debate agora? Meu palpite é de que se trata de um terceiro tema controverso oferecido numa bandeja à imprensa, para que a Comissão da Verdade entre com destaque no noticiário. 

É verdade: a presidente Dilma Rousseff cobrou, há alguns meses, que dessem maior visibilidade aos trabalhos da Comissão. Mas, será que ela tinha em mente a espetacularização? Ou os conselheiros estão sendo mais realistas do que a rainha?

O certo é que coincidiram com o primeiro aniversário do colegiado:
  1. o anúncio da decisão de exumarem o corpo do ex-presidente João Goulart, que pode levar à comprovação de seu assassinato por envenenamento (ou, em caso contrário, fornecer um poderoso trunfo propagandístico às  viúvas da ditadura, daí haver sido uma leviandade trombetearem o que poderiam ter feito discretamente, deixando o obaoba para depois, se o resultado dos exames o justificasse);
  2. a totalmente inútil convocação do megatorturador Carlos Alberto Brilhante Ustra para bater boca com membros da Comissão, cuja sessão foi aberta ao público pela primeira vez exatamente para maximizar a repercussão do espetáculo... deprimente e constrangedor; e,
  3. agora, a também totalmente inútil antecipação de uma polêmica que só será travada para valer, se o for, no final de 2014.
Tal busca sôfrega por holofotes me fez lembrar um episódio emblemático. Em 2004, quando do 25º aniversário do simulacro de anistia que igualou as vítimas a seus carrascos, era previsível que a imprensa estivesse à cata de notícias para preencher os espaços dedicados à efeméride.

A Comissão de Anistia programou exatamente para aquele momento o julgamento do processo de Anita Leocádia Prestes (ela estava em grande evidência por causa do recém-lançado filme Olga) e divulgou triunfalmente que lhe concedera uma indenização.

Anita, contudo, retrucou dignamente que não pedira tal indenização e a doaria para caridade. Seu pleito era apenas de que o tempo passado no exílio fosse também considerado, na contagem dos anos para ela obter aposentadoria de professora; só queria aquilo que pedira, não o que fora acrescentado à sua revelia.

A CAPITULAÇÃO DECISIVA SE DEU EM 2008

Quanto ao fulcro da questão, reitero o que venho escrevendo desde meados de 2008, quando o Ministério se dividiu (Tarso Genro e Paulo Vannuchi encabeçavam a corrente a favor da revogação da Lei de Anistia e Nelson Jobim, a contrária) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se colocou ao lado do então ministro da Defesa, desperdiçando uma oportunidade única para expor o blefe de velhos militares que não falavam em nome das tropas:
  • a apuração dos crimes e atrocidades da ditadura, com a consequente punição dos responsáveis, era um dever que o Estado brasileiro deveria ter cumprido logo no início da redemocratização, em 1985 (mas, claro, não se poderia esperar que o arenoso José Sarney colocasse o próprio pescoço na forca, depois de ter sido o mais servil capacho dos militares);
  • por culpa de um sem-número de omissos, continuamos na estaca zero até hoje, no que diz respeito à punição das bestas-feras;
  • mesmo que se derrube a vergonhosa decisão de 2010 do Supremo Tribunal Federal, na contramão das recomendações da ONU e do enfoque legal dos países civilizados, já não há mais hipótese de a condenação dos criminosos hediondos transitar em julgado antes que eles morram todos de velhice, dada a lerdeza da Justiça brasileira e o número infinito de manobras protelatórias que faculta a quem pode contratar os melhores advogados;
  • então, devemos nos preocupar é com o legado que deixaremos aos pósteros, ou seja, batalharmos para que não permaneça legitimado o escabroso precedente de uma ditadura, em plena vigência, anistiar antecipadamente seus esbirros, concedendo-lhes uma espécie de habeas corpus preventivo.
Reposicionar tal questão dependeria, evidentemente, de uma articulação política.

Um equívoco da espetacularização 
Para eles, é inaceitável o cumprimento de penas, a perda de pensões e o pagamento de indenizações. 

Do nosso lado, uma vez que admitamos realisticamente o fato de que a possibilidade de vê-los um dia encarcerados se tornou quimérica,  o mais inaceitável passará a ser seu  enquadramento formal pelo Estado brasileiro como  anistiados  e não  como    criminosos.

Temos de, pelo menos, desestimular recaídas no arbítrio;  a completa impunidade sacramentada pelo STF vai exatamente na direção contrária, deixando, inclusive, os cidadãos desinformados em dúvida sobre sua culpa. Então, mesmo não havendo punições concretas, é preciso que fique bem evidenciada para o povo brasileiro a responsabilidade dos golpistas e seus paus mandados no verdadeiro festival de horrores que aqui teve lugar.

A infame decisão da STF não pode ser a palavra final nesta questão, a menos que nos assumamos como uma república das bananas, ignorante dos valores que norteiam a vida civilizada e disposta às mais abjetas concessões para afastar o espectro das quarteladas.

Para avançarmos, entretanto, se faz necessária uma negociação; e a resistência da caserna, que (embora superestimada) tem existido nos últimos anos, poderá ser esvaziada se descartarmos a hipótese de punições. Aí, sem dramas, os oficiais mais jovens não vão sentir-se moralmente obrigados a prestar solidariedade aos velhos carrascos. 

Enfim, é um desafio para o governo de Dilma Rousseff, para as forças progressistas e para os cidadãos com espírito de justiça e apreço pela democracia, darem um desfecho mais digno para a tragédia dos anos de chumbo, sem a repulsiva ambiguidade da anistia de 1979. 

A hora de punir pode ter passado, mas o Estado brasileiro deve afirmar inequivocamente que tais pessoas eram culpadas e mereciam punição. Só assim se criará uma expectativa de tratamento mais severo contra quem  tentar reinstalar o totalitarismo.

lunes, 20 de mayo de 2013

IstoÉ DESMASCARA A FARSA E EXPÕE A CHANTAGEM BOLIVIANA. E AGORA, DILMA?


O advogado dos 12 torcedores corinthianos laçados pela polícia boliviana para servirem como bodes expiatórios da morte do jovem Kevin foi sondado pelo tio do pranteado defunto, o também advogado Jorge Ustarez Beltrán: a família se dispunha a reconhecer a inocência dos gaviões engaiolados, ajudando a defesa a desmontar a farsa, mediante o pagamento de 220 mil dólares (cerca de R$ 400 mil).

Como o Corinthians se recusou a ser extorquido e a Gaviões da Fiel não tem como arcar com um resgate tão vultoso, o dr. Sérgio de Moura Ribeiro Marques foi para o tudo ou nada, tornando pública a  proposta indecente. Pois, espertamente, gravara as conversas sem conhecimento do interlocutor. 

A história é contada na matéria de capa da revista IstoÉ desta semana, As provas da chantagem boliviana, e pode ser lida aqui

A  cantada  do titio ganancioso está neste trecho das gravações:
"...o que nós propomos a vocês é acabar de vez com esse processo. Uma vez retirada a denúncia, não é possível, portanto, um processo penal. Os familiares buscam uma reparação material, civil... entendo que essa responsabilidade poderia ser assumida pelo Corinthians... estou consciente de que os 12 não são culpados".
O  malandro otário  passou recibo da tentativa de extorsão, ao escrever de próprio punho a quantia ambicionada num papelucho que a IstoÉ reproduziu.

A revista também detalha o acordo costurado pelos dois advogados, mas frustrado por falta de quem se dispusesse a morrer numa grana preta: 
"...o tio de Kevin, segundo Marques, produziria uma petição na qual declararia, entre outros pontos, a inocência dos 12 brasileiros presos pela morte de Kevin.
E – mais importante – revelaria que o adolescente boliviano encontrava-se de costas para o campo quando foi alvejado pelo sinalizador. Além de Beltrán, Beymar Jonathan Trujillo Beltrán, primo de Kevin e única testemunha ouvida (em uma declaração de apenas cinco linhas) sobre a morte dele, assinaria o documento que seria incorporado ao processo de investigação.
Por ser uma declaração contundente de uma nova testemunha intimamente ligada ao adolescente morto, seria aberta uma grande possibilidade de libertação para os brasileiros. Apesar de não ter se pronunciado legalmente ainda, o tio de Kevin estava no jogo Corinthians e San José..."
Para completar a comédia de erros, o advogado Marques denuncia a existência de "pressão política" por parte do governo brasileiro e do Corinthians para que o escritório do qual é sócio seja afastado do processo. O motivo: “Querem que nós sejamos destituídos do caso e o governo colha o mérito da possível soltura dos torcedores”. 

Finalmente, eis a irrefutável conclusão do autor da reportagem, Rodrigo Cardoso:
"...se não há como provar a culpa dos 12 torcedores do Corinthians, eles têm de deixar a prisão em Oruro. Passou da hora de o governo brasileiro arregaçar as mangas de verdade e, livre de interesses paralelos, priorizar uma solução rápida para a prisão arbitrária de 12 de seus cidadãos que, na Bolívia, vivem dias de criminosos sem sequer terem sido acusados legalmente".
É a mesma posição que sustento há mais de dois meses. No artigo Vergonha: Bolívia faz 12 brasileiros de bodes expiatórios! (acesse aqui ), de 11/03/2013, já escrevi: 
"As autoridades de cá estão agindo com tibieza vergonhosa, ao não defenderem da forma mais enérgica BRASILEIROS FLAGRANTEMENTE INJUSTIÇADOS NOUTRO PAÍS.
Já passou da hora de mostrarem algum serviço, pois suas frouxas gestões não tiveram resultado prático nenhum e vêm sendo olimpicamente ignoradas pelos bolivianos".
Voltei ao assunto em Os 12 torcedores sequestrados na Bolívia e a tibieza brasileira (acesse aqui), do último dia 8, quando um grupo de deputados se reuniu em Brasília com representantes de três ministérios e da OAB para discutirem possíveis medidas a serem tomadas:
"Vamos ver se, a partir de hoje, nossas autoridades deixam de agir com a TIBIEZA VERGONHOSA que vem caracterizando sua atuação no episódio.
...Tenho certeza de que, se os injustiçados pertencessem à classe média ou à elite, as gestões brasileiras teriam sido incisivas e imediatas.
A Justiça boliviana está agindo de forma tão aberrante que já se justifica uma queixa à OEA.  É o caminho inescapável para o Brasil, caso o sequestro não cesse..."
Depois da revelação da IstoÉ, o nosso governo tem a obrigação moral de, finalmente, se fazer valer. Ou seremos obrigados a concluir que ele não vale nada.

jueves, 16 de mayo de 2013

II Jornada de Denuncia y Solidaridad "5 Días por los 5 en Washington DC", del 30 de Mayo al 5 de Junio, 2013

Desde la OSPAAAL convocamos a desarrollar iniciativas similares, coincidentes con estas fechas, en todos los rincones del mundo donde la batalla por la libertad de Los Cinco Héroes cubanos es ya una causa de lucha común:


Jueves 30 de Mayo

- 9:00 am: Conferencia de Prensa. Wayne Smith, Dolores Huerta, Gianni Vattimo, Yeidckol Polevnsky, Ignacio Ramonet, Sofia Clark D’Escoto, Heike Hänsel, abogados e invitados especiales. Lugar: Club Nacional de Prensa, 529 14th Street N.W., 13th Floor, sala Bloomberg, Washington, DC.

- 9:30 am – 5pm: Mesa con información en la Conferencia de LASA (Asociación de Estudios Latinoamericanos por su sigla en Inglés). Lugar: Washington Marriott Wardman Park, 2660 Woodley Road N.W., Washington, DC.

- 5:00 pm: Reunión de bienvenida y orientación: Lugar Howard University Hospital 2041 Georgia Ave NW, Ambulatory Care Center/Towers Building, Auditorio, Primer piso, Washington, DC 20060. La reunión será seguida por el evento de las 7pm en el mismo lugar.

- 7:00 pm: Evento público: “El papel de Cuba en África, y los 5 Cubanos en Angola. Proyección parcial de un importante documental titulado “Una Odisea en África” y una discusión interactiva de panelistas con la presencia del Embajador Cubano en Washington José Ramón Cabañas, representante de la Embajada de Namibia, Eugene Puryear integrantes de la Coalición ANSWER, Mary-Alice Waters Presidente de la Editorial Pathfinder, Glen Ford, co-fundador y Director Ejecutivo de Informe de la Agenda Negra,. Lugar Howard University Hospital 2041 Georgia Ave NW, Ambulatory Care Center/Towers Building, Auditorium, First Floor, Washington, DC 20060.

Viernes 31 de Mayo

- 9:30 am- 5:00 pm: Mesa con información en la Conferencia de LASA. Lugar: Washington Marriott Wardman Park, 2660 Woodley Road N.W., Washington, DC.  

- 10:00 am-5:00 pm: Trabajo de divulgación pública: Distribución de información en vías públicas de diferentes aéreas de Washington. Lugar donde se entregará la misma: Instituto para el Estudio de las Políticas (IPS), 1112  16th St. N.W. Oficina 600, Washington DC.

- 3:00 pm: Evento con residentes cubanos y cubano-americanos en EE.UU. se trazarán estrategias, entre ellas, sobre la campaña en EEUU por la libertad de los Cinco (Solo por invitación)

 - 7:00 pm: Recepción Privada (Solo por invitación)

Sábado 1 de Junio

- 1:00 pm: Manifestación frente a la Casa Blanca. Activistas llegarán desde Quebec y diferentes ciudades de Estados Unidos, incluyendo una numerosa delegación de cubano-americanos de Miami, y ciudades como Chicago y Minneapolis. El Comité Organizador 1 de Junio con base en New York está organizando autobuses para participar de la marcha en DC. El costo de los pasajes es de $5 por persona ida y vuelta e incluye el almuerzo.  Los autobuses partirán desde el Bronx (Colegio Comunitario Hostos), El Barrio/Harlem Este (Centro Cultural Julia de Burgos), Washington Heights (Terminal de autobuses de Port Authority/ Calle 179 y Broadway) y de D.C. 37-Local 372 y Martin Luther King, Jr. Consejo Laboral /1199-SEIU, Manhattan. Para reservar su asiento desde la ciudad de Nueva York llame al 347-201-3728.  El programa del rally incluirá oradores de diferentes organizaciones que son parte de la lucha por la libertad de los Cinco en los Estados Unidos y otros países.

- 6:00 pm: Evento ecuménico-cultural en Iglesia. Angela Davis, Nacyra Gómez Cruz, Iglesia presbiteriana Reformada en Cuba. Secretaria de Relaciones Internacionales de la Conferencia Cristiana por la Paz, para América Latina y el Caribe, Yeidckol Polevensky (ex Vicepresidente del Senado Mexicano), Maria León (Diputada de la Asamblea Nacional de Venezuela, Sofia Clark D’Escoto (ex Primer Secretario de la Embajada de Nicaragua en Washington DC) y otros invitados. Poesía por Andy de la Tour, guionista y actor Inglés.  Actuación de Mighty Gabby, Embajador Cultural de la Isla de Barbados, cantautor de Calipso. Coro Sindical de Washington DC. Lugar: Iglesia Saint Stephen, 1525 Newton St. Washington DC.    

Domingo 2 de Junio

- 11:00 am Evento Comunitario. Inicio en el Centro de Takoma  Park (Avenida Carol y Calle Lauren), de allí se hará una caminata hacia la Casa Rutilio, 102 Park Ave, Takoma Park para un evento comunitario que comenzará a la 1:00pm. Este evento está organizado por el Comité por la Libertad de los 5 Cubanos de Takoma Park y endosado por el Comité por la Libertad de los Cinco de Metro, DC y el Comité Internacional por la Libertad de los 5 Cubanos. Música por parte de Bandolero Duran y Patricio Zamorano.     

- 2:30 pm: Evento Cultural de Hip Hop con Head Roc y Mighty Gabby. Head Roc, ha sido considerado por 20 años como lo mejor que el Hip-Hop tiene para ofrecer en DC, encarnando las pasiones, esperanzas y sueños del escenario maravillosamente talentoso de la música negra en DC. Mighty Gabby es un legendario músico de Calipso de Barbados y su Embajador Cultural. Palabras de apertura por parte del Rev. Graylan Hagler, Ministro de la Iglesia Unida de Cristo de la Congregación Plymouth y Presidente Nacional de “Ministros por la Justicia Racial, Social y Económica”. Lugar: Plymouth Congregational United Church of Christ, 5301 North Capitol Street, N.E. Washington, D.C

Lunes 3 de Junio

- 9:00 am: Comienzan las actividades de Lobby en el Capitolio. Parlamentarios de otros países que han confirmado su participación en las jornadas: María León (Venezuela), Yeidckol Polevensky (México,  ex Vice Pta. del Senado), Diputado de la Asamblea Nacional de El Salvador, Gianni Vattimo (Italia), Hugo Gutierrez y Alejandro Navarro (Chile), Heike Hänsel (Alemania)         

- 11:00 am: Debate de Juristas de EEUU y otros países. Convocado por Martin Garbus, abogado del equipo legal de los 5 Cubanos, con la presencia de abogados de Estados Unidos como Ramsey Clark, ex-Fiscal General de EEUU, Peter Schey Director del Centro por los Derechos Humanos y Constitucionales de los Ángeles, Beinusz Szmukler   de Argentina, Presidente del Consejo Consultivo Continental de la Asociación Americana de Juristas (2003/2010). Consejero de la Mesa Consultiva del Centro para la Independencia de Jueces y Abogados de la Comisión Internacional de Juristas. Rafael Anglada de Puerto Rico, Fabio Marcelli y Tecla Faranda de Italia. Miembros de Amnistía Internacional de la sección de Washington, Graciela Rosemblum Presidenta de la Liga Argentina por los Derechos del Hombre.

 Auspiciado por el Gremio Nacional de Abogados, Lugar: Centro Legal George Town, 600 New Jersey Avenue, N.W., Washington, D.C.

 - 6:00 pm: Reunión de Sindicalistas, con la presencia de dirigentes sindicales de Estados Unidos y otros países. Palabras de bienvenida por parte de Dena Briscoe, Presidente del Sindicato Americano de Trabajadores Postales Local 140. Invitados especiales Dennis Lamelin, Presidente Nacional del Sindicato de los Trabajadores Postales de Canadá, y Santos Crespo, Presidente del Local 372 de los Trabajadores de la Mesa Directiva para la Educación de la Ciudad de Nueva York y otros. Lugar: Sindicato de los Trabajadores Postales, 6139 Chillum Place N.E., Washington, D.C.  
 - 7:00 pm: Inauguración de pinturas de Antonio Guerrero. Panel  de Intelectuales. La muestra cuenta con 15 acuarelas que reflejan los 17 meses que los Cinco pasaron en celdas de confinamiento máximo el “Hueco”, luego del injusto arresto hace 15 años. La exposición será inaugurada por Gilbert Brownstone, artista, curador, coleccionista y filántropo. Seguidamente un panel de intelectuales con Ignacio Ramonet, periodista y escritor español, ex editor-en-jefe de Le Monde Diplomatique, Jane Franklin, autora e historiadora quien desde 1979, se ha enfocado principalmente en las relaciones entre EEUU y Cuba, Gianni Vattimo, autor, filosofo y político italiano, Salim Lamrani, profesor, investigador y autor francés, Miguel Barnet, novelista, poeta, etnógrafo, y experto en cultura Afrocubana, Presidente de la Unión Nacional de Escritores y Artistas de Cuba (UNEAC).  Lugar: Busboys and Poets, 2021 14th Street, N.W.

Martes 4 de Junio

- 9:00 am: Continúan actividades de Lobby en el Capitolio

- 11:00 am: Recepción en el Congreso para Parlamentarios de otros países (Lugar será anunciado)       

- 6:00 pm: Presentación de libros: Fernando Morais, Arnold August y Stephen Kimber sobre el caso de los 5 Cubanos prisioneros políticos en los EE.UU por 15 años. Fernando Morais, periodista y escritor brasileño, ex parlamentario, autor del bestseller “Olga”, presentación de:” Los Últimos Soldados de la Guerra Fría”. Stephen Kimber, periodista canadiense, profesor y autor, libro: "Lo que se Encuentra a Través del Agua: la verdadera historia de los Cinco cubanos” y Arnold August, autor de Montreal, periodista y profesor, libro: “Cuba y sus vecinos: democracia en movimiento”. Celebración del cumpleaños de Gerardo. Lugar: Busboys and Poets, 2021 14th Street, N.W.

Miércoles 5 de Junio

- 9:00 am: Continúan actividades de Lobby en el Capitolio.

- 5:00 pm: Evento de clausura: “El 5 por los 5 Cubanos”: Muestra de fotografías del recorrido en motocicleta por 7 países de América Latina durante 6 meses, por tres jóvenes médicos graduados en el 2009 en la Escuela Latinoamericana de Ciencias Médicas de Cuba, en solidaridad con los 5 Cubanos. Videoconferencia EEUU-Cuba entre invitados a la Jornada y familiares de los 5 desde La Habana. Invitado especial: Danny Glover y Embajadores de los países del ALBA. El público escuchará mensajes de reconocidos músicos y artistas cubanos. Sesión plenaria: activistas de otros países y de los EEUU compartirán experiencias y trazarán acciones futuras en apoyo a los 5 Cubanos. Música por Mighty Gabby. Lugar: Hall Bolivariano de la Embajada de la Republica Bolivariana de Venezuela, 2443 Massachusetts Avenue, N.W., Washington, DC
 

PUEDE EXPRESAR SU RESPALDO A ESTA INICIATIVA ENVIANDO ADHESIONES A:

apoyojornada@gmail.com  

Una mirada al modelo cubano de bienestar

Por Patricia Arés

En muchas oportunidades, he preguntado a mis estudiantes cuáles serían las principales razones para decir que en Cuba es bueno vivir

La mayoría de las veces sus respuestas están relacionadas con el acceso a la salud, la educación y la seguridad social y efectivamente, estos son los pilares de nuestro modelo socialista, pero para las personas jóvenes constituyen realidades tan asumidas desde la cotidianidad que se tornan demasiado habituales o quedan congeladas en un discurso que, a fuerza de repetición, se hace irrelevante.

Yo me atrevería a decir que existe un modelo cubano de bienestar que se ha incorporado con tanta familiaridad acrítica que ha quedado invisible a nuestros ojos o paradójicamente instalado en la voz de muchos de los que ya no están, luego de haberlo perdido, o de visitantes que viven otras realidades en sus países de origen. De la vida cotidiana en Cuba, por lo general se habla de las dificultades, sobre todo de índole económica, pero pocas veces se escucha hablar de nuestras bondades y fortalezas.

Algunas experiencias profesionales vividas me han hecho pensar mucho en nuestro socialismo, visto como cultura y civilización alternativa. Cuando los psicólogos y otros especialistas participamos en el proceso de lograr el retorno del niño Elián González, emergió con mucha fuerza este tema. Más recientemente en consulta, conversando con algunos ancianos repatriados, con niños que por decisión de sus padres deben irse a residir a otros países o con jóvenes que han retornado de España luego de vivir la experiencia de ser echados a la calle por no tener trabajo ni dinero para pagar la renta, me vuelve a resurgir, a partir de sus vivencias, la idea del modelo cubano de bienestar.

Recuerdo cuando Elián estaba en Estados Unidos que el abuelo Juanito le decía telefónicamente que le estaba haciendo una chivichana para su regreso y al otro día aparecía en la pantalla televisiva que le habían regalado un carro eléctrico de juguete que parecía de verdad, si los abuelos o el padre le decían que su perrito lo extrañaba, al otro día aparecía Elián con un cachorro de labrador que le habían regalado, si le decían que le habían comprado un librito de Elpidio Valdés, aparecía Elián vestido de Batman. Sin embargo, el cariño de su familia, el amor de cuantos lo esperaron, la solidaridad de sus amiguitos del aula, de sus maestras, pudieron más que todas las cosas materiales del mundo.

Conversando hace muy poco con un adulto mayor que tomó la decisión de no regresar a EE.UU. luego de haber vivido 19 años en ese país, me decía: Es real doctora, allí se vive muy cómodo, pero eso no lo es todo en la vida, allá “no eres nadie”, no existes para nadie. Me contaba que se pasaba largas horas solo en la casa, esperando que los hijos y nietos regresaran de trabajar y de la escuela, que se quedaba encerrado porque no podía salir ya que, según ellos, estaba viejo y no lo dejaban manejar, y que por el día el barrio en que él vivía parecía una maqueta, no se veía persona alguna, ni nadie tenía tiempo de dedicarte un rato para conversar. En una visita que hizo a la otra hija que vive en Cuba, decidió no regresar. Me cuenta que está haciendo ejercicios en el parque, que juega dominó por las tardes, que les repasa al otro nieto y a dos amiguitos más, que ha recuperado unos cuantos amigos de la “vieja guardia” y que con el dinerito que le mandan de allá y la ayuda de su familia aquí, tiene de sobra para cubrir sus gastos. Usando sus palabras textuales me decía: “Algunos conocidos me decían que iba a venir al infierno, pero en realidad, doctora, me siento en el paraíso. Evidentemente, el modo de vida que ahora lleva no será el paraíso, pero le genera mayor bienestar”.

Un día me llevaron a un niño hijo de dos diplomáticos, que vino de vacaciones y no quería regresar con los padres a la misión donde ellos estaban trabajando, estaba “alzado”, en plena “huelga”, decía que lo dejaran con la abuela, que él no quería irse de nuevo, que no le gustaba estar allá. Cuando pregunté a los padres qué sucedía con el niño, me contaban que allá tenía que vivir encerrado por razones de seguridad, no tenía apenas amiguitos con quien compartir después de la escuela, y no estaban los primos, a los cuales adoraba. Desde que llega aquí es como si le dieran la carta de libertad —me decían los padres—-, se va para el parque de la esquina con los amigos del barrio, sale a pasear con los primos, juega pelota y fútbol en plena calle, se pasa el día rodeado de los abuelos, de los tíos y de los vecinos. En la entrevista con el niño me contaba que los primos le decían que él era bobo porque quería quedarse en Cuba teniendo la oportunidad de estar en otro país y el niño me decía: “Yo extraño mucho cuando estoy aquí la pizza de peperones, pero te cambio un millón de pizzas por quedarme viviendo ahora mismo en Cuba”.

Un joven que vino de retorno de España, me contaba que se había quedado sin trabajo y por supuesto no tenía dinero para pagar la renta, que la dueña le dio tres meses de plazo y al no tenerlo lo echó a la calle, pero lo más triste del caso es que nadie, ni sus amigos, le tendieron una mano pues le decían que dada la crisis cada cual “debería arreglárselas como pudiera” y tuvo que regresar porque la opción que tenía era o dormir en el metro o virar para la casa de sus padres aquí en Cuba. Al final, me decía, quienes están prestos a acogerte son los tuyos.

Me he quedado pensando en estos testimonios que muy bien podrían servir para tantos jóvenes que no encuentran bienestar alguno de vivir en Cuba y que solo imaginan una vida “de progreso” en el exterior o sobrevaloran la vida afuera como una vida de éxito y oportunidades, pero yo me pregunto: ¿qué tenemos aquí que falta en otros lugares? ¿Qué descubrieron el niño, el adulto mayor y el joven que vino de España, a partir de sus experiencias allá, que nosotros no vemos aquí? ¿Realmente el modelo de vida que proponen las sociedades capitalistas contemporáneas constituye actualmente un modelo de bienestar, a pesar de estar vendido por los medios de comunicación como el “sueño del progreso prometido”? ¿Hablamos hoy de buena vida o del buen vivir, de vida llena o vida plena? ¿Necesariamente el desarrollo económico y tecnológico es lo único que garantiza el bienestar personal y social?

Voy a hacer un esfuerzo de síntesis a partir de estas experiencias profesionales en lo que considero radican algunas de las bases de nuestro modelo cubano de bienestar.

EN PRIMER LUGAR EL NO SENTIMIENTO DE EXCLUSIÓN, EL NO VIVIR “ANOMIA SOCIAL”

Este es un tema de profundas connotaciones espirituales y éticas. Cuando uno llega a un barrio en Cuba y pregunta por una persona, por lo general te dicen: “Vive en aquella casa”. Los cubanos todos tenemos un nombre y una biografía porque todos tenemos espacios de pertenencia (familia, escuela, comunidad, centro de trabajo) y de participación social, todos en nuestra vida hemos asumido responsabilidades, asistimos en el barrio a las reuniones, a nuestro consultorio del médico, votamos en la misma urna, compramos los productos normados en el mercado o tenemos el mismo mensajero. Seguro que en algún momento hemos dicho: “Las mismas caras todos los días”, pero justo ahí radica un escenario vital de grandes dimensiones humanistas y solidarias.

La anomia social o en palabras del abuelo que entrevisté el “Tú no existes”, resulta una experiencia contraria a la que vivimos en Cuba, es la experiencia de vivir sin tener un lugar, sin ser reconocido o advertido, y no se trata de un lugar físico, sino de un lugar simbólico, un lugar de pertenencia y participación, un lugar que da sentido a la vida. Vivir en el “no lugar” es sentirse aislado, en soledad existencial, es sentirse extraño y ese es uno de los problemas del mundo actual. Incluso los lugares donde hoy coexisten muchas personas, más que lugares de encuentro son especialmente “no lugares”. Resulta increíble que en un metro puedan ir diariamente cientos de personas que no intercambian palabra alguna y que muestran mayor contacto con los medios tecnológicos en una especie de autismo técnico, que de persona a persona. Otro “no lugar” son los aeropuertos y los moles (catedrales del consumo): mucha gente a tu alrededor y absolutamente ningún contacto. Si te caes nadie te recoge, porque además, existen tantas leyes de “derechos ciudadanos” que supuestamente protegen a las personas desde una visión individualista, que nadie te toca no vaya a ser que te acusen de acoso sexual. Están legislados el “no contacto” y la indiferencia.

Hoy día la realidad social en otros países hace que cada vez estemos más excluidos que incluidos. Amén de la existencia de desigualdades sociales como consecuencia de las realidades económicas actuales en Cuba, nuestras políticas promueven la inclusión social conducente a borrar la distancia de género, color de la piel, capacidades físicas, orientación sexual. Cuba, como sistema social, a pesar de todas las dificultades y contradicciones, intenta construir un mundo donde todos quepamos, y donde la reciprocidad humana espontánea se da a partir de estas condiciones. En “la otra geografía”, en el mapa de la globalización neoliberal, dividida en clases, los nexos interpersonales están dañados por disímiles diferencias y los unos quedan alejados de los otros por fronteras invisibles, que laceran la integridad y la participación.

LOS DIVERSOS ESPACIOS DE SOCIALIZACIÓN

Los espacios de socialización son muy importantes en la vida, el entramado social es el recurso, el sostén para todo sujeto, pues está claro que ciertamente es en él que una persona puede desarrollarse en su potencial con plenitud. Las familias viven actualmente en aislamiento en muchas partes del mundo y mientras mayor es el nivel de vida, mayor es el modo de vida enclaustrado. Nadie conoce al vecino de al lado, nadie sabe quién es, dentro de las casas los miembros no tienen muchos espacios cara a cara, porque la invasión de la tecnología es tal que un padre puede estar chateando con un colega en Japón y no tiene la menor idea de lo que le sucede al hijo en el cuarto contiguo. En estudios que se han realizado en diferentes partes del mundo, el tiempo de conversación mirándose a los ojos, que un padre (especialmente el papá) dedica a sus hijos, no pasa de 15 minutos diarios.

Uno de los grandes impactos del modelo capitalista hegemónico actual es el poco tiempo para la familia u otros espacios comunitarios, los días entre semana la familia como grupo “no existe”, los horarios extensivos e intensivos de trabajo, el pluriempleo de los padres para poder solventar las cada vez mayores exigencias del consumo, hacen que aquellos viejos rituales y tradiciones familiares se hayan desterrado de la vida cotidiana. Los psicólogos y sociólogos de muchos países plantean que el mayor impacto de esta realidad son la soledad infantil y la ausencia de vínculos en el anciano. Muchos niños de la clase media o media alta llegan de la escuela sin que asome en el hogar un rostro adulto hasta horas avanzadas o permanecen con una nana que brinda comida, pero no puede suplir el afecto y la atención de los padres.

Los medios tecnológicos aparecen como el antídoto a la soledad, pero sin ninguna restricción de los adultos, lo que puede producir adicción a los videojuegos, incrementar la violencia e incentivar la erotización temprana. Es poco frecuente que los niños o adolescentes dispongan en el mundo de hoy de las plazas públicas, las calles y los parques al aire libre como lugares de encuentro porque no hay seguridad ciudadana para ello. Los universos espacio-temporales de la red urbana destinados a la juventud, son vistos por los adultos como lugares de amenaza y peligro más que de esparcimiento y construcción de lazos sociales. En Cuba los parques y las plazas siguen siendo lugares de socialización de diferentes generaciones.

La familia cubana está tejida en redes sociales de intercambio, con los vecinos, con las organizaciones, con la escuela, con los parientes, incluidos los emigrados. Lo característico del modo de vida de los cubanos son los espacios de socialización, el tejido social que no excluye y deja sin nombre a nadie. Yo diría que la célula básica de la sociedad en Cuba, además de la familia como hogar, la constituye la red de intercambio social familiar y vecinal, ese tejido social en redes, representa una de las fortalezas invisibles más grandes que tiene el modelo cubano de bienestar, es ahí donde radica el mayor logro de nuestro proceso social, la solidaridad social, la contención social, el intercambio social permanente. Ese capital es solo perceptible para el que lo pierde y comienza a vivir otra vida fuera del país.

A pesar de que tenemos dificultades económicas y problemas no resueltos, la familia en Cuba existe. La familia cubana comienza a vivir intensamente después que los niños salen de la escuela y los niños, jóvenes y adolescentes hacen vida familiar-comunitaria a partir de su salida de los centros escolares. La vida familiar en Cuba no se produce a puerta cerrada. La puerta de un hogar cubano puede ser tocada muchas veces por los agentes de fumigación, por los vecinos, por la enfermera, por los dirigentes de base, por los “puerta-propistas”. Hay que salir diariamente al mercado, ir a casa de los vecinos para recoger mandados, botar la basura, ir a la farmacia, buscar a los niños en la escuela. La vida familiar en Cuba es multigeneracional, donde todas las edades se mantienen interactuando, la mayoría de los adultos mayores no viven en asilos, su verdadero espacio por lo general es la comunidad.

LA SOLIDARIDAD SOCIAL A CONTRACORRIENTE DEL INDIVIDUALISMO

En el escenario internacional actual el bien individual es más importante que el bien social, el modelo de desarrollo económico pone a las personas ante el deseo de vivir “mejor” (a veces a costa de los demás) por encima del vivir todos bien. Hoy día la gente dice “yo no le hago mal a nadie, que nadie se meta en mi vida, a mí me gusta, a mí me va bien, es mi cuerpo, es mi vida, es mi espacio”, eligen la actuación que maximice los beneficios y las ganancias. El “nosotros” se sustituye por el “yo”. La conducta egoísta en este mundo hegemónico actual es denominada y bien ponderada como “racionalidad instrumental” cuando en realidad esa racionalidad lo que esconde es una gran insensibilidad social.

En nuestro país existe la solidaridad social, aunque hoy vivimos una suerte de paralelismo entre nuestros comportamientos solidarios y la insensibilidad de algunas personas. La socialización del transporte o “botella”, por ejemplo, el hacer de tus vecinos, tu familia, la socialización vecinal de teléfonos particulares, el pasarse los uniformes escolares, algunas medicinas, el brindar tu casa particular como aula después de un ciclón que afectó la escuela, son ejemplos de nuestro intercambio solidario. Me contaba una joven que estudiaba en la escuela Lenin que en el grupo de sus amiguitas, además de ser una práctica generalizada de los grupos, se juntaba cada semana lo que traían de la casa para repartírselos equitativamente y así todas comían lo mismo, independientemente de que algunas podían traer más cosas y otras no traían casi nada. Para ellas lo más importante eran la amistad y la hermandad.

LA CREATIVIDAD E INTELIGENCIA COLECTIVAS

En Cuba, además de que puedes conversar y tener múltiples intercambios sociales, puedes darte el lujo de una buena charla con muchas personas. Todos sabemos de algo, todos podemos dar una opinión o podemos tener buenas ideas, tenemos cultura política, cultura deportiva o algunos saben mucho de arte. Tenemos capital cultural acumulado y eso es parte de nuestro patrimonio social y del bienestar invisible. No somos para nada ignorantes, resultado de los niveles educacionales alcanzados. Los cubanos y las cubanas impresionamos por nuestra capacidad para conversar, para emitir ideas y criterios. Uno de los grandes problemas que tengo como psicóloga clínica, cuando atiendo a las personas, es que se me va el tiempo, porque estamos acostumbrados a conversar, algunos me traen una lista de cosas escritas para que no se les escape lo que desean decir. Estamos acostumbrados a regalarnos tiempo y eso es un lujo en los momentos actuales, cuando nadie tiene tiempo que ofrecer, donde en todas partes del mundo se vive el síndrome de la prisa.

En mis visitas a impartir docencia a países latinoamericanos, en los trabajos de estudios de familia que deben presentar en clases, los estudiantes presentan una realidad familiar-social que me deja perpleja, por la carga de problemas sociales acumulados, no solo en familias pobres, sino de cualquier clase social. Me doy cuenta, por lo que escucho, de que nosotros estamos a siglos de distancia, porque el tema no es económico, sino de ignorancia, de pobreza mental acumulada, de estigmas sociales, prejuicios de clase, de género, de raza, violencia contra la mujer, soluciones mágicas a los problemas sin fundamento científico, abuso sexual infantil, poligamia, taras genéticas por una sexualidad irresponsable o sexo entre parientes, todo ello son problemas cotidianos. Son los problemas asociados al desamparo social, a la ausencia de programas sociales de prevención. Para nosotros es excepción lo que para ellos es cotidiano.

Como profesora siento que nuestra población es culta y desarrollada, y lo vivimos sin apenas darnos cuenta y aunque lo cotidiano aparenta ser intrascendente, es el gran telón de fondo de la historia. Algunos jóvenes emigrados suelen darse cuenta de esta realidad social tan diferente con la que tienen que aprender a lidiar.

¿CÓMO POTENCIAR NUESTRO MODELO CUBANO DE BIENESTAR?

El nuevo modelo económico tiene, entre sus objetivos, incrementar la productividad. Con el nuevo modelo económico el gran desafío es fortalecer nuestra propuesta cubana de bienestar que representa una alternativa al anti-modelo dominante, una concepción que también comparten y reiteran prácticamente todos los pueblos indígenas del continente y del mundo y proviene de una larga tradición dentro de diversas manifestaciones religiosas. Todas estas visiones, incluida la cubana, es que el objetivo global del desarrollo, que no es tener cada vez más, sino ser más, no es atesorar más riqueza, sino más humanidad. Se expresa en su insistencia en vivir bien en vez de mejor, lo que implica solidaridad entre todos, prácticas de reciprocidad y el deseo de lograr o restaurar los equilibrios con el medio ambiente y a la vez mejorar las condiciones de vida de la población. Sin embargo, la mejora en las condiciones de vida no va a revertir sola los problemas de índole social que hemos acumulado. La dimensión económica no puede aislarse de las dimensiones sociales, culturales, históricas y políticas que otorgan al desarrollo un carácter integral e interdisciplinario, para recuperar como objeto fundamental el sentido del bienestar y del buen convivir.

No hay que ser un científico social para percatarnos de que, al margen de las condiciones de vida, en nuestro país existen muchas personas y familias que más que pobreza material ya tienen instalada la pobreza espiritual. Algunas familias tienen pobreza mental, expresada en sus estrategias de vida alejadas de los más elementales comportamientos decentes, en sus patrones de consumo distantes de la realidad de nuestro país, cercanos a la tenencia material superflua, en sus aspiraciones alejadas del bienestar común. Ahí radica la cultura de la banalidad y de la frivolidad propia del modelo hegemónico actual.

La acumulación de problemas materiales producto de la cruenta crisis económica de la década de los 90, ha deteriorado sustancialmente los valores a nivel social. Los valores no son solo principios, sino que deben ir acompañados de comportamientos, para que no pierdan su eficacia. Si desde las prácticas contradecimos los principios, pues estamos ante una crisis de valores.

Cuba no está ajena a las influencias hegemónicas del actual mundo unipolar y supuestamente global, hay que continuar tratando de construir un modelo de bienestar alternativo “a la intemperie”, bajo todas las influencias que genera la colonización de la subjetividad, incluyéndonos, a pesar del efecto modulador de nuestras políticas sociales. En el mercado no valen los ideales, sino la capacidad de consumo, los no consumidores se vuelven seres humanos “no reconocidos”, excluidos de todo tipo de reconocimiento social.

Existe hoy en el mundo una sobresaturación de información, algunas muy buenas, pero otras plagadas de mediocridad y superficialidad. Los medios de comunicación del actual modelo hegemónico fomentan la banalidad con tal de vender más. Somos atiborrados con entretenimientos, novelas, series y películas de violencia que tienen un poder de encantamiento increíble porque atrapan, pero se corre el riesgo de ser arrastrado al ocio y a la adicción (drogas, alcohol, sexo promiscuo, dinero fácil, juegos de azar, videojuegos).

Cuando Gandhi, Premio Nobel de la Paz, señaló los siete pecados capitales de la sociedad contemporánea se refirió precisamente al contexto global en el que nos encontramos inmersos: Riqueza sin trabajo, Placer sin conciencia, Conocimiento sin utilidad, Comercio sin moralidad, Ciencia sin humildad, Adoración sin sacrificio y Política sin principios.

Por lo general, la publicidad y el mercado asocian el bienestar al placer, al tener, al éxito, al estatus.

Es cierto que si no tenemos mucha cultura, la tendencia a pensar que en el tener está el bienestar y dejarnos atrapar por todas las propuestas de consumo crece como “hierba mala”, es someternos a la ignorancia. La ética del ser requiere de una formación moral, una preparación, una educación familiar, en general una educación de mayor envergadura, y a eso es lo que tenemos que apostar como sociedad.

FOMENTAR LA SOLIDARIDAD SOCIAL

Con el fortalecimiento del trabajo por cuenta propia, la comunidad constituye el espacio vital de muchas familias. Familia-comunidad-organizaciones-trabajo se fortalecen en sus vínculos. Sin embargo, los nuevos escenarios constituyen una magnífica oportunidad para fortalecer la vida comunitaria, además de potenciar el trabajo en beneficio del bienestar común. Cuba aporta la diferencia en el sentido de solidaridad y responsabilidad social que hemos incorporado.

Se hace necesario potenciar una cultura solidaria y una responsabilidad social que sirva de antídoto a la penetración de la cultura del mercado. Es importante que la gente mantenga su eticidad solidaria, que no se fragmente el proyecto colectivo. Aunque el nombre, y no la idea del trabajo por cuenta propia sugiera una cierta desconexión social, que no representa nuestra ética solidaria.

FORTALECER EL ESPACIO COMUNITARIO

La familia y la comunidad han ganado en importancia en Cuba como escenarios de la vida en los tiempos actuales. Cuando algún visitante observa nuestro modo de vida comunitario, en ocasiones refieren que antes en su país se vivía así, pero hace más de diez años que ya se vive a “puertas cerradas” y a “casas vacías durante gran parte del día” Esto se debe, en su mayor parte, al surgimiento de nuevas tecnologías, a horarios laborales cada vez más extensos, a la frecuencia con la que cambiamos de trabajo y casa, y a ciudades cada vez más grandes y pobladas. El crecimiento exacerbado del individualismo está haciendo cada vez más difícil encontrar una sensación de comunidad. La comunidad ha sido reducida al núcleo familiar mínimo, y en estas circunstancias es muy fácil caer en el aislamiento, que conlleva a la soledad y la depresión, creando un gran colapso social, con resultados tan drásticos como incrementos en violencia, abuso de drogas y enfermedades mentales.

Cuando las personas de todas las edades, grupos sociales y culturas sienten que pertenecen a una comunidad tienden a ser más felices y saludables, y crean una red social más fuerte, estable y solidaria. Una comunidad fuerte aporta muchos beneficios, tanto al individuo como al grupo en sí, ayudando a crear una mejor sociedad en general. Nuestro gran desafío es que nuestras puertas no se cierren, que no perdamos la sensibilidad por los otros, por nuestro barrio y entorno, que sigamos preocupándonos por el bien común.

Las diferentes formas de inserción a la economía no han deteriorado sensiblemente el tejido social existente, no somos una sociedad estratificada en clases sociales, sino tejida en redes familiares, vecinales y sociales, mantenemos una ética solidaria.

Una aspiración importante es que en la comunidad se encuentren soluciones novedosas a muchos de los problemas sociales que tenemos basado fundamentalmente en esa visión de la comunidad como espacio potenciado en la solución de los problemas. Para ello se necesitará una mayor dinamización de la comunidad en su capacidad para influir en las problemáticas locales.

Es importante mantener la implicación de los ciudadanos en la vida social, preservar el cuidado de nuestros espacios, el respeto a los ancianos, los niños, las mujeres, las personas con alguna discapacidad y sobre todo, mantener la responsabilidad social en la educación de las jóvenes generaciones.

Tomando en consideración todos estos elementos, considero que tenemos una gran responsabilidad social de no perder nuestro modelo cubano de bienestar, que nuestro país cuenta con condiciones sin precedentes para marcar la diferencia, que es preciso continuar resistiendo a la colonización de la cultura y la subjetividad, que el gran desafío es seguir proponiendo otros modelos de ser humano y de colectividad que realmente indiquen caminos de verdadera humanización.

(Fuente: Kaos en la Red)
Tomado de Cubadebate

lunes, 13 de mayo de 2013

“¿Qué le inyectaron a Neruda?, ¿Dihidropiridina, Dipirona o Dolopirona?”

Por Mario Casasus

México DF.- En entrevista telefónica desde Viña del Mar, un médico que ejercía en 1973, analiza el Caso Neruda, aporta datos desconocidos sobre sus contemporáneos y pone en duda el medicamento que aplicaron al paciente Pablo Neruda en la Clínica Santa María: “Pienso que deberían buscar Nifedipina (Dihidropiridina) en los restos del poeta que se examinan en Chile y Estados Unidos, los laboratorios de la Universidad de Carolina del Norte deberían extender su búsqueda para saber qué le inyectaron a Neruda el 23 de septiembre de 1973: Dihidropiridina, Dipirona, Dolopirona, u otro componente tóxico. El enrojecimiento de ‘la guata’ tras la inyección, de lo que se habló, también la produce el fármaco Dihidropiridina al dilatar los vasos sanguíneos, una sobredosis pudo matar a Neruda”.

La identidad del doctor fue corroborada en el registro del Colegio Médico, luego de un par de videoconferencia por Skype, nos comunicamos telefónicamente a su consultorio; debido a la información delicada el doctor chileno pidió el anonimato, accedí entrar en contacto con el médico después de mirar sus fotografías de la época y al escuchar los antecedentes que cuadran con el presunto asesinato de Neruda. Confieso que en 400 entrevistas que he publicado en Clarín.cl es la primera vez que guardaré el secreto del entrevistado, me hago totalmente responsable de la información que aquí presentamos, la identidad del doctor está corroborada y los indicios que aporta podrían esclarecer el Caso Neruda.

 MC.- Doctor, ¿no le parece raro que la Clínica Santa María “extravió” el expediente del paciente Pablo Neruda?

DR.- Al ser la Clínica Santa María un establecimiento ocupado militarmente, todo el “personal” estaba “al mando” de la dirección de los ocupantes -no necesariamente médicos-, eso ocurrió en todos los hospitales y clínicas después del golpe de Estado. Por lo tanto, la documentación y las historias clínicas que se hicieron durante esa ocupación -sobre todo las fichas que le  interesaban especialmente a la dictadura- nunca pasarían al archivo de la clínica. Si el expediente médico de Neruda está en alguna parte, será en algún archivo militar, pero no en los archivos de la Clínica Santa María. Lo lamentable de esto, si la hipótesis del presunto asesinato de Neruda es correcta, es pensar que el poeta se metió involuntariamente en la boca del lobo creyendo que ingresaba a una clínica segura.

 MC.- ¿Conoció a las enfermeras del Caso Neruda?

DR.- Recuerdo que una enfermera me dijo que la habían asignado a la Clínica Santa María desde el Hospital Militar, y en 1974 la dictadura recompensó sus servicios “heredándole” el departamento amueblado del doctor Eduardo Paredes –ubicado en la Torre San Borja, diagonal Paraguay-, el doctor Paredes fue detenido el 11 de septiembre de 1973 en La Moneda, la viuda del doctor Paredes fue desalojada y partió al exilio. Nunca olvidé mi conversación con aquella enfermera del Hospital Militar –todavía conservo las fotografías de la época-, si revisan el registro público de la propiedad o los domicilios de las enfermeras de la Clínica Santa María sabrán de quién estoy hablando, por lo menos una enfermera está ocultando sus vínculos con el Hospital Militar.

 MC.- ¿De quién está hablando?

DR.- Yo te doy los datos y las fotografías; ustedes tendrán que investigar: ¿qué hacía la enfermera inmediatamente después del golpe en la Clínica Santa María?, ¿por qué la trasladaron del Hospital Militar?, ¿quién era su jefe?, ¿quién paga su jubilación?, resulta imprescindible contar con la lista completa de enfermeras, médicos, administrativos y auxiliares de limpieza que trabajaron en la Clínica Santa María en septiembre de 1973.

 MC.- ¿Conoció al doctor Sergio Draper?

DR.- No, él dice que entró a trabajar a la Clínica Santa María el 20 de septiembre de 1973, Neruda ingresó el 19, ¿raro, no te parece?, Draper dice que dejó a su paciente encargado al “doctor Price”, pero no “recuerda” el nombre de pila del “doctor Price”. Insisto: conocí a la enfermera que recibió, como recompensa por sus servicios, el departamento del doctor Paredes asesinado por la dictadura después de su detención el 11 de septiembre en La Moneda.

MC.- El doctor Sergio Draper tiene su consultorio en la Av. Salvador #130 (Piso 3), Providencia (teléfono: 366 2000). ¿Estaría interesado en hacerle alguna pregunta?

DR.- No. Le corresponde a la Policía de Investigaciones aclarar cuál fue el papel de Sergio Draper en el asesinato del presidente Eduardo Frei Montalva y en el presunto asesinato de Neruda.

MC.- En las tres universidades chilenas, de la época, donde se podía estudiar medicina no existen los registros de ningún “doctor Price”, según la descripción de Sergio Draper, “Price” podría ser Michael Towley (agente de la CIA). ¿Cómo ubicar al “doctor” Price?

DR.- Esa pregunta debe responderla Sergio Draper, el “doctor” Price podría ser un piloto de apellido compuesto: “Rose-Price”, o un coronel de Carabineros: “Eduardo Price Quinteros”, no lo sé. Insisto: la Clínica Santa María, como todos los centros médicos, estaba intervenida por la dictadura, después de leer la descripción de “Price” y estudiar las raras circunstancias en las que murió Pablo Neruda, yo no descartaría investigar al doctor Hartmut Hopp (jerarca de la Colonia Dignidad), sabemos que Hopp había regresado de Estados Unidos, tenía 28 o 29 años y se “movía” sin problemas en el entorno de clínicas, hospitales y laboratorios universitarios, en su calidad de médico en trámites de revalidación del título. También tengo mis sospechas en el doctor Manfred Jurgensen Caesar (colaborador de la Central Nacional de Inteligencia), lo recuerdo y cuadra perfectamente en la descripción del “doctor Price”, me dolió verlo en la lista de los médicos al servicio de la dictadura, era un tipo simpático, pero hemos conocido a peores hipócritas. Ambos doctores –Hopp y Jurgensen- se parecen al “doctor” Price, ambos trabajaron para la dictadura de Pinochet.

 MC.- El doctor Sergio Draper declaró a la Revista Ñ que inyectó “dipirona” a Neruda (06/09/2011); en cambio, Matilde Urrutia dijo al diario La Opinión que la inyección fue de “dolopirona” (05/05/1974). ¿Qué medicamento produce los síntomas que aceleraron la muerte de Neruda?, ¿dipirona o dolopirona?

DR.- Yo sospecho del Nifedipino -que en la época se conocía bajo una sigla del laboratorio Bayer: “Bay a 1040”-. En muchos lugares del mundo, Chile incluido, el Nifedipino se  inyectaba intraabdominalmente a animales de experimentación para obtener la información científica previa a su comercialización (con el nombre de Adalat) para determinar las dosis no  peligrosas utilizables vía oral en pacientes hipertensos. Es un estupendo medicamento, pero desde entonces se sabía que en sobredosis mataba. Los estudios -con la substancia inyectable- se realizaban en laboratorios universitarios, en Chile, si estoy bien informado: en la Universidad Católica. Si tengo razón en mi sospecha, puedo agregar que considero un truco que los testigos hablen de una inyección de “Dipirona”; quizás para argumentar una equivocación, porque el “Bay a 1040” tiene un nombre químico parecido: Dihidropiridina. Pienso que deberían buscar Nifedipina (Dihidropiridina) en los restos del poeta que se examinan en Chile y Estados Unidos, los laboratorios de la Universidad de Carolina del Norte deberían extender su búsqueda para saber qué le inyectaron a Neruda el 23 de septiembre de 1973: Dihidropiridina, Dipirona, Dolopirona, u otro componente tóxico. El enrojecimiento de “la guata” tras la inyección, de lo que se habló, también la produce el fármaco Dihidropiridina al dilatar los vasos sanguíneos, una sobredosis pudo matar a Neruda.

 MC.- ¿Qué piensa de los primeros exámenes forenses y el reporte de la metástasis del cáncer de Neruda?

DR.- Neruda padecía cáncer en la próstata, nadie pone en duda el diagnóstico de ingreso a la Clínica firmado por el doctor Vargas Salazar; al poeta lo operaron dos veces en Francia cuando era Embajador y al regresar a Chile recibió 56 sesiones de radioterapia de cobalto en tres meses (a principios de 1973), a pesar de la metástasis Neruda podía viajar a México el 24 de septiembre, no había razón alguna para decir que estaba agónico cuando su esposa lo dejó para ir a buscar varias cosas a Isla Negra el 23 de septiembre; el exilio a México ya estaba decidido y organizado. Lo que interesaba a los presuntos asesinos era impedir que Neruda saliera de Chile, porque tendría consecuencias que los militares querían evitar. Lo importante es saber, después de comprobar que los restos son efectivamente de Neruda, es si aún se pueden detectar substancias que -inyectadas en su abdomen- le provocaron un shock -irreversible, de no ser tratado de inmediato- como informó El Mercurio (24 de septiembre de 1973). Mario, tú dices que El Mercurio retomó la información del boletín de prensa de la Clínica Santa María fechado la noche del 23, eso tiene sentido, lo raro es que el Certificado de defunción fue emitido al día siguiente (24), el Certificado está firmado por el doctor Vargas Salazar, quien no estuvo de turno la noche del 23, la Clínica no emitió el Certificado de defunción la noche del 23, el Certificado de defunción no reporta lo mismo que el boletín de prensa de la Clínica Santa María, retomado por El Mercurio y La Tercera y La Prensa de Santiago.

 MC.- ¿Es necesario comprobar que los restos óseos pertenecen a Neruda?, ¿no es algo obvio?

DR.- La determinación del ADN es de suma importancia, los militares pudieron conseguir un esqueleto con metástasis ósea; no es suficiente identificar los restos exhumados de Neruda por la ropa, o por el color del féretro.

 MC.- Finalmente, ¿estaría interesado en estudiar los resultados de la exhumación de Neruda?

DR.- Sí, los resultados de los exámenes son de interés general, por sus implicaciones judiciales e históricas; para los médicos los resultados serán materia de estudio durante años, habrá que esperar un par de meses para que terminen las pesquisas forenses.

Florilegio : www.antologiapopular1972.cl
 
 

Confirmado: La contrarrevolución es virtual

Por
La conductora de “El mundo en 24 horas” de TVE,
María San Juan, muestra un ejemplar de “Sospechas y disidencias”

Reviso varios mensajes de correo electrónico que amigos me han enviado con enlaces a medios de comunicación que se hicieron eco, publicaron entrevistas y reportajes o cubrieron actividades de la delegación cubana que durante una semana recorrió las ciudades españolas de Barcelona, Valencia y Madrid, con presencia en instituciones culturales, parlamentos y universidades de esas localidades.

La situación del caso de Los Cinco, con el testimonio de la madre de uno de ellos, Mirtha Rodríguez, la actualización del modelo económico cubano, analizada por el vicepresidente de la Asociación de Economistas y Contadores de Cuba, Hugo Pons, y el tratamiento mediático a la realidad cubana -a partir de mi libro Sospechas y disidencias- fueron los temas más abordados.

Más allá del esperado acompañamiento desde espacios alternativos como Tercera información, Rebelión, Kaos en la red, Cubainformación, Mundo obrero y sitios de organizaciones solidarias con Cuba; llama la atención el hecho de que agencias de prensa como EFE y Europa Press o diarios como Público, La Vanguardia, El Levante, El Diario Vasco, El diario. es hayan reflejado, con más o menos objetividad, estas actividades, al igual que el canal 24 horas de Televisión Española. Quizá sea una expresión, como me comentaron off the record varios periodistas españoles, de la poca credibilidad y el desgaste que tienen ya en sus audiencias las voces fabricadas por Estados Unidos que parte de esa prensa suele privilegiar a la hora de hablar sobre la Isla.

La excepción, que confirma la regla, fue la tardía y sesgada cobertura del diario ABC de la presentación de Sospechas y disidencias en la madrileña Casa de América, convertida en una bala más para el fusilamiento mediático del actor Willy Toledo -quien me hizo el honor de estar presente- por su mal ejemplo de solidaridad con Cuba. Un obvio intento de controlar daños ante la repercusión positiva en otros medios.

Interesante el silencio de los negocios anticubanos financiados por Estados Unidos en España y su ausencia total de los espacios donde estuvimos, a pesar de que todas las actividades fueron divulgadas con suficiente antelación. Su censura y desinterés en un debate real quizás sea una prueba de que en tierras ibéricas, como en Cuba, la contrarrevolución no existe, es sólo una construcción virtual con héroes de guiñol, creados a base de dinero y tecnología.

Aquí los enlaces que he recibido: