Convocatória aos PUEBLOS de NUESTRA AMERICA

lunes, 30 de abril de 2012

Ultima noticia desde Nicaragua… Fallece el Comandante Tomás Borge Martínez…

ULTIMA NOTICIA DESDE NICARAGUA…

  • FALLECE EL COMANDANTE TOMAS BORGE MARTINEZ…

    NICARAGUA… ARGOS: ABRIL 30 DE 2012…

    …Desde Nicaragua, murió uno de los últimos fundadores del Frente Sandinista de Liberación Nacional, el Comandante Tomás Borge Martínez en el Hospital Militar en la ciudad de Managua... Contemporáneo de Carlos Fonseca, soportó cárceles y torturas durante la dictadura somocista, al triunfo de la revolución ocupó el cargo de Ministro del Interior…
  • Hasta hace poco tiempo era Embajador en Perú... Con su muerte deja un enorme vacío en la familia sandinista... Entre sus obras están "Carlos el amanecer ya no es una tentación", que escribió en la cárcel,  "La paciente impaciencia" con la cual ganó el primer lugar en el concurso de ‘Casa de las Américas’ en la rama de testimonio… [No olvidar "Un grano de maís", entrevista realizada a nuestro Comandante en Jefe. N. del E.]

domingo, 29 de abril de 2012

DE HORA EM HORA OBAMA PIORA

Crer que algo vá mudar com a troca da guarda na presidência dos EUA sempre foi a maior roubada. Quem manda é o  stablishment, pouco importando as características do seu serviçal da vez na Casa Branca.

John Kennedy, p. ex., nem de longe pode ser considerado a  pomba  que dele fizeram, embora assassinado por  falcões

Deu sinal verde para a invasão da Baía dos Porcos em abril/1961, mas refugou quando o show já começara. Deixou de fornecer a prometida cobertura aérea para o desembarque dos  gusanos  e estes foram facilmente dominados.

Mas, não fez objeção nenhuma a que exilados cubanos utilizassem o território dos EUA para prepararem uma incursão armada contra seu país, nem descartou o apoio intervencionista a tal empreitada.

Foi só na enésima hora que reconsiderou, preferindo evitar um comprometimento tão ostensivo com a agressão a uma nação soberana sem ter-lhe declarado guerra.

Resultado: o mundo inteiro ficou sabendo, da mesmíssima maneira, que os EUA estavam acumpliciados com a invasão. E esta fracassou rotundamente.

Depois que John e Robert Kennedy foram assassinados por ultradireitistas hidrófobos, houve quem os tentasse erigir em grandes democratas.

"JOÃO DO AMOR"?!

Em 1968, no IV Festival de MPB da TV Record, foi até inscrita uma música homenageando o clã, composta por Ary Toledo e Chico Anysio. John Kennedy, quem diria, metamorfoseou-se em "João do amor" que "cantava a paz e o bem", mas cuja canção foi calada por "um tiro à traição". Dessa vez, o simpático Jair Rodrigues não recebeu muitos aplausos por sua interpretação...

Justiça seja feita, John Kennedy teve lá seu grande momento quando administrou a crise dos mísseis cubanos sem ceder às pressões militares para endurecer com a URSS. Com um Nixon na presidência, talvez a humanidade tivesse ido pro beleléu.

Durante a Guerra do Vietnã, eram bem heterodoxos os discursos do precandidato democrata à presidência em 1968, Eugene McCarthy, a ponto de sensibilizarem os jovens contestadores, que fizeram campanha por ele. Mas a indicação acabou ficando com o anódino Hubert Humphrey. Nunca saberemos se Gene, no poder, teria sido fiel à sua retórica.

George McGovern, menos à esquerda mas igualmente comprometido com o fim da guerra, conseguiu ser candidato em 1972, perdendo a eleição para o coadjuvante do macartismo Richard Nixon.

O menos pior dos presidentes estadunidenses nas últimas décadas foi, sem dúvida, Jimmy Carter, que estimulou a redemocratização da América Latina tanto quanto seus antecessores haviam semeado ditaduras. Foi mediador do primeiro acordo de paz entre um país árabe (o Egito) e Israel, amenizou o embargo econômico a Cuba e adotou uma política de paz em relação aos países comunistas. 

...E O VENTO LEVOU!

Está sendo uma completa decepção a  grande esperança negra  Barack Obama (aquele que, dentre outras promessas que o vento levou, comprometeu-se a desativar Guantánamo, só faltando assinar um  papelzinho  como os do Serra).

Tão insignificante vem sendo seu governo que nada melhor ele tem para erigir em trunfo eleitoral, nesta altura da campanha para reeleger-se, do que a hedionda operação pirata para extermínio de Osama Bin Laden e quem mais estivesse por perto, ao arrepio da soberania do governo paquistanês.

Tolamente, o rival republicano Mitt Romney afirmou que "não vale mover céus e terras gastando milhares de dólares só para pegar uma pessoa".

Levantou a bola para os democratas explorarem um tema que lhes favorece junto ao eleitorado de jecas e brucutus dos EUA.

Começando por Bill Clinton, que deu uma declaração mais feia ainda do que as mulheres que escolhe para  pular a cerca: disse que, ao tomar a decisão de autorizar uma  vendetta  caracteristicamente mafiosa contra Bin Laden, Obama teria escolhido "o mais difícil e mais honrado caminho".

Fez-me lembrar o título em inglês de um ótimo filme policial francês (d. Jean Herman, 1968, com Alain Delon e Charles Bronson): Honra entre ladrões.

Pois nada existe de mais desonroso do que ordenar matança tão covarde.
OUTROS ESCRITOS RECENTES (clique p/ abrir):
SINAL VERDE PARA AS COTAS RACIAIS. E TAMBÉM PARA AS COTAS SOCIAIS!

viernes, 27 de abril de 2012

ELEFANTES E CACHOEIRAS - O PETRÓLEO É NOSSO

ELEFANTES E CACHOEIRAS – O PETRÓLEO É NOSSO Laerte Braga O rei da Espanha paga por cada elefante abatido na reserva onde foi caçar. Na Suíça, por exemplo, onde existe uma reserva para caça de búfalos e é freqüentada por sua alteza, o custo de cada búfalo abatido é de cinco mil dólares. Lyndon Baynes Johnson era o vice-presidente de John Kennedy e uma vez convidou-o para uma caçada no Texas. Johnson, que mais tarde viria a ser presidente, era texano e havia disputado as primária do partido democrata com Kennedy, A reação de Kennedy foi simples. Consultou alguns assessores, foi aconselhado a aceitar o convite para não dificultar as relações políticas, Johnson tinha excelente trânsito no Congresso, mas Kennedy não deixou de registrar que “isso é uma estupidez”. Perto de 25% dos espanhóis estão desempregados. Isso significa um quarto da população do país. É assustadora a média de portugueses que perdem suas casas diariamente por conta das hipotecas bancárias, sendo de se registrar que o governo paga aos bancos para que não quebrem. Permanecem com as casas, os bancos, óbvio, recebem o que lhes devem os portugueses sem teto, que continuam sem teto. Todas as vezes que a Grã Bretanha entra em crise se comemora uma efeméride qualquer da família real. A mídia manipula, festeja, convida, conclama e o casal real vai desfrutar o momento a sós num iate de alguns bons milhões de dólares. A França é um país caquético. Vive os estertores de uma crise atrelada á Alemanha, em breve bandeiras de Ângela Merkel tremulando por toda Paris, nos sete anos de mediocridade de Nicolás Sakozy, que parecem prestes a terminar. No Brasil os elefantes são outros. O governo Dilma não percebeu que a União Européia se volta para a América Latina como nos tempos dos países colônias, na expectativa de recuperar o esplendor das cortes, agora travestidas de neoliberais e montadas em bases nucleares da OTAN – força militar norte-americana/sionista que controla os países da UE). Cristina Kirchener acordou a tempo e nacionalizou o petróleo, tanto quanto antes havia feito votar a lei da mídia. O fim do monopólio. Ou seja, VEJA é responsável pelas mentiras que inventa e fala. Idem a GLOBO. Em meio a tantas cachoeiras que sua majestade o rei Juan Carlos deve ter encontrado na busca de elefantes, a Polícia Federal brasileira prendeu Carlos Cachoeira, doublê de banqueiro de jogo de bicho e empreiteiro, senhor de políticos, empregados de governadores, deputados, senadores, prefeitos, vereadores, ministros de cortes supremas (Gilmar Mendes) e segundo sua esposa “preso político”. O Estado brasileiro, a instituição, é controlada por acionistas majoritários. Bancos, grandes corporações e latifúndios e uma parcela ponderável das igrejas neopentecostais, doidas por um controle maior e sonhando um novo Vaticano, esse sob a égide de Edir Macedo, bispo que prefere as delícias de Miami, paraíso de bandidos com alguma notoriedade. Os de pouco notoriedade conseguem empregos de porteiros de hotéis, mas mantèm o título, seja de bispo, de conde, visconde, etc. Há alguns poucos anos atrás esse trem que chamam de representação popular, a Câmara dos Deputados e o outro que chamam de representação dos estados da Federação, o senado, receberam pedidos regimentalmente legais para a criação de CPIs dos bancos, e das empreiteiras e mais recentemente da PRIVATARIA TUCANA. Foram todas para o brejo dos arquivos, os banqueiros, as empreiteiras têm a maioria dos deputados e senadores no bolso. Neste momento não há como esconder o efeito devastador da obra de Carlos Cachoeira, seus impactos sobre o DEM e o PSDB, seus resvalos no PT, no PPS, enfim, em quase todos os partidos políticos com representação no dito Congresso. Não dá nem para comprar aquele spray que afasta o diabo. Vão ter que inventar o spray afasta bandido. Meia dúzia de culpados, de escolhidos para o sacrifício e a honra nacional fica lavada. O senador Demóstenes Torres, por exemplo, parceiro de Gilmar Mendes na farsa das gravações no gabinete do ministro vira rancheiro, fazendeiro e se bobear ainda se elege deputado federal e anos depois posa de injustiçado. Tudo é possível desde que Collor de Mello Renan Calheiros são escolhidos para compor a comissão de ética do Senado. Não duvidem se a “representação popular” ficar por conta de Beira-mar e Nem, com livre trânsito nos meios bancários – banqueiros – e nas ajudas a campanhas eleitorais. Por enquanto buscam ganhar tempo. Aquela parafernália de papel, de elege presidente, elege relator, isso enquanto VEJA, GLOBO, FOLHA, etc, se preparam para inverter a história – como sempre fazem – e se refestelam na perspectiva de uma baita audiência e uma grande indignação dirigida. A luta não é em frente à tevê, nem na leitura de jornais e revistas. A luta é nas ruas, enquanto PM do governo de Brasília agride professores, enquanto permanecem impunes os autores do massacre de Eldorado do Carajás, e Aécio Neves mergulha em profunda depressão, pois não tem a menor idéia do que vai fazer quando as coisas começarem a respingar em Minas e o bafômetro – corruptômetro – for inevitável. Cachoeira “preso político”. O famoso “capitão Guimarães”, banqueiro de jogo de bicho no Rio de adjacências, era o carcereiro dos mais famosos banqueiros da época, todos presos pela ditadura num assomo de moralidade dos ditadores. Castor de Andrade, Miro do Salgueiro, Natal da Portela, vai por aí afora. O título, digamos assim capitão não é simbólico, como o de “coronel” de José Sarney. Era capitão mesmo. Ganhou uma área, aliviou a barra dos bicheiros e virou um dos maios poderosos contraventores do estado do Rio, sem perder as características de torturador. Não é dele, no entanto, que quero falar. Castor de Andrade montou um “país” à parte. Tinha legislativo, executivo e judiciário. A diferença é que o executivo era sempre exercido por ele. Castor, quando algum dos seus “cidadãos” cometia um deslize promovia o julgamento com direito a defesa inclusive, jurados, etc, presidindo ele próprio o júri. Não havia sentença intermediária. Se provada a culpa era executado, caso contrário saia livre. Cachoeira fez a mesma coisa só que no âmbito nacional. Controla políticos de alto nível, no sentido de cargos que ocupam. Entrou em negócios ao lado de criminosos ditos legais, como banqueiros, grande empresários, latifundiários, líderes da chamada bancada evangélica, e se vê agora enrolado, ou seja, um dos anéis a ser sacrificado pela grande máfia vai ser o próprio. Se abrir a boca ou aparece com a dita cuja cheia de formigas, como já aconteceu com muita gente, ou varre com a república. O arremedo de democracia que temos. A democracia consentida pelas forças armadas. A democracia onde torturadores exibem força à luz do dia e encurralam o governo federal, onde o código florestal e código de destruição das reservas florestais, enfim, um galope desenfreado rumo ao passado, ciclo da cana de açúcar, do café, etc, tudo, para piorar, dentro de um negócio que os norte-americanos/sionistas inventaram. O PLANO GRANDE COLÔMBIA. Nem mais GRANDE BRASIL. Foi por perceber que seu país estava sendo recolonizado que a presidente da Argentina nacionalizou o petróleo, toma atitudes para defender os argentinos e parte para enfrentar os britânicos que mantêm bases submarinos com armas nucleares nas ilhas Malvinas. Ou vamos para as ruas conscientes que o processo eleitoral é farsa, ou vamos voltar aos tempos que o ouro de Minas vinha em tropas de burros sob o comando do alferes Joaquim José da Silva Xavier. Se formos esperar Dilma Roussef devemos ter uma cadeira bem confortável por perto, ainda demais depois que seu antecessor, Lula, negociou um tratado de livre comércio com o governo sionista de Israel. São os novos donos. Como todo banqueiro de jogo tem a banca da desova para milhares chamadas de carregadas, os sionistas são os novos banqueiros onde desovam o que está carregado. Ah! A justiça de New York manteve Paulo Maluf na lista dos foragidos internacionais e o ex-governador do Espírito Santo, Paulo Hartung, está explicando à Polícia Federal o milagre de ganhar um apartamento da DELTA no valor de dois milhões, a época e declará-lo por 48 mil. A DELTA e Cachoeira são só uma parte da grande teia capitalista que envolve o Brasil e o transforma em potência de ocasião, ou de ilusão, se o preferirem. Quero ver a hora de Sérgio Cabral.

SINAL VERDE PARA AS COTAS RACIAIS. E PARA AS COTAS SOCIAIS TAMBÉM!

Foi um arraso: por 10x0, o Supremo Tribunal Federal confirmou a constitucionalidade das cotas raciais em instituições de ensino público.

Entre votos entusiásticos, meramente  maria-vai-com-as-outras  e um ranzinza (Gilmar Mendes), prevaleceu o conceito de que deve haver alguma desigualdade a favor de algumas das vítimas da desigualdade básica do capitalismo.

"Eu assisti de camarote...
Muito se discutiu sobre o  acessório, desde que os reacionários repulsivos do DEM e algumas celebridades cuja verdadeira preocupação nunca foi a cor da pele, mas sim a cor dos holofotes globais, encamparam a bandeira levantada por Ali Kamel, diretor de jornalismo da Rede Globo, no seu livreco Não somos racistas.

Não perderei tempo com retórica de conveniência, como a do jornal da  ditabranda  no seu editorial de reação (acesse aqui) a esta derrota acachapante da desumanidade neoliberal --tão cara a seu  diretorzinho  de redação por  mérito  de herança...

O fundamental  é que se tratou de mais uma contenda entre solidários e exclusivistas, entre pessoas que querem ajudar as outras pessoas e pessoas que querem que as outras pessoas se danem, cada um por si e o diabo por todos.

De tudo que rolou numa 5ª feira memorável, o principal foi esta declaração do relator do caso, Ricardo Lewandowski: a decisão do STF "confirmou a constitucionalidade das ações afirmativas para grupos marginalizados como um todo".

...o teu fracasso,
palhaço, palhaço!"
Ou seja, cotas sociais também são constitucionais, e em todo o ensino público. 

Por crassa cegueira ideológica, há esquerdistas  blasés  que torcem o nariz para uma conquista que mobilizou intensamente o movimento negro e abrirá caminho para muitas outras lutas por mais justiça social.

Essa gente vive enclausurada na torre de marfim de suas convicções sectárias, sem nunca levar em conta que precisamos acumular forças de todas as maneiras íntegras e somar forças com todos os que nos são afins se quisermos transformar em profundidade a sociedade.

Ora se desdenham os defensores de direitos humanos que tantos companheiros ajudaram a salvar durante a ditadura militar, ora o movimento negro que tem tudo a ver conosco, ora os jovens valorosos que confrontam o autoritarismo na USP.

Como não existe revolução do eu sozinho, os que concorrem para a pulverização de forças jamais vão fazer revolução nenhuma.

Mas atrapalharão --e muito!-- os esforços de quem está realmente empenhado em fazer a revolução.

miércoles, 25 de abril de 2012

"La profundización de la lucha por la liberación de Los Cinco": Entrevista a Andrés Gómez

Por Orestes Martí

Uno de los temas abordados en nuestro último "enfoque" (1) se refería a "La profundización de la lucha por la liberación de Los Cinco" y expresamos: "quizás esta sea una de las causas más definitorias de las dos actitudes a las que hemos hecho referencia en este breve intercambio con el amable lector: por un lado, un creciente movimiento social de alcance mundial que ha captado la simpatía de los que -como decía Martí- "aman y construyen", entre los que se encuentran personalidades de todas las esferas de la sociedad, incluyendo la norteamericana, mientras que frente a esa actitud solidaria, los que "odian y destruyen" hacen causa común, colocando nuevamente sobre la mesa, la contradicción apuntada: independencia o anexión" y agregamos: "Desde el año 1998 guardan prisión esos hombres, cuyo crimen fue tratar de evitar que se aplicaran métodos y acciones terroristas en su país; sobre ellos ya hemos informado, en entrevistas a personas muy vinculadas a la lucha por su liberación, como Alicia Jrapko (2) y Gloria La Riva (3).

Un cubano de los que se alinean en el bando martiano de los que "aman y construyen" es sin dudas el destacado periodista Andrés Gómez (4), director de la publicación "Areito Digital". A él acudo para conocer de primera mano, información actual sobre esa titánica lucha que se desarrolla contra la injusticia y quienes la amparan con el silencio y la mentira.


Orestes Martí (OM):
Ante todo, muchas gracias por concedernos su tiempo, estimado Andrés.

Tomando en consideración su ya larga estancia en prisión, las presiones psicológicas a las que han sido sometidos, lo cruel e injusto del castigo ¿Qué puedes decirnos sobre el estado anímico de Los Cinco héroes cubanos?

Andrés Gómez (AG)
El estado anímico de los Cinco siempre ha sido muy positivo. Aún en las peores circunstancias a las que ellos han sido sometidos por las autoridades en las diferentes prisiones en que han estado. Los Cinco siempre han estado conscientes de la responsabilidad histórica que a ellos les ha correspondido.

Hay que recordar que el régimen de presiones sicológicas y físicas a las que los someten incluyen las arbitrariedades cometidas a sus familiares en el procesamiento a su entrada en prisión al visitarlos o al demorar o negar las visas norteamericanas necesarias para que ellos puedan visitarlos en Estados Unidos.

Por ejemplo, recuerdo una vez, que a Mirta, la madre de Antonio Guerrero, cuando aquello preso en la cárcel federal de máxima seguridad en Florence, Colorado, le negaron su entrada a prisión aduciendo que las máquinas encargadas de la inspección habían detectado en su cuerpo una “substancia ilegal”. Mirta protestó pero por gusto. Le informaron que la decisión de la máquina era inapelable. Así que todo el esfuerzo, la zozobra y la interminable espera de meses por obtener la visa norteamericana en el consulado norteamericano en La Habana, se fue a bolina para dos de las cuatro visitas, una por cada fin de semana disponibles para su visita. Porque la penalidad para un caso como ese que la máquina disponga el encuentro de una substancia ilegal en un visitante, es la pérdida del privilegio de visita el siguiente fin de semana. Y resultaba que el siguiente fin de semana era precisamente el fin de semana que se celebra en Estados Unidos y también en Cuba el Día de las Madres.

Qué casualidad, ¿verdad? Refinados los muchachitos a la hora de aplicar castigos…


(OM)
Conocida la situación anímica, vamos que pasar a otra un poco más complicada, que incluye la de René González Sehwerert, "de regreso al mundo del absurdo tras una muy breve visita a la patria" ¿Cuál es la situación actual de Los Cinco, desde el punto de vista legal?

(AG)
Como se sabe, los casos de Gerardo, Ramón, Antonio y Fernando están nuevamente bajo apelación extraordinaria en un proceso judicial denominado en la jurisprudencia estadounidense como de Habeas Corpus. Y es extraordinario dado que el proceso de apelación normal terminó en el 2009 ya va a ser tres años el próximo mes de junio, al negarse el Tribunal Supremo Federal a considerarlo.

Entonces el equipo de la defensa de los Cinco decidió comenzar el proceso de apelación extraordinario. Éste se concede al existir en el caso de cada individuo que apele nuevas evidencias sobre su caso que no existían en el momento de su juicio y que a su vez sea información de importancia de carácter constitucional.

Es así como se comenzó este proceso extraordinario de apelación en el caso de Gerardo, Ramón, Antonio y Fernando.

Tenemos que recordar que las condenas de Ramón, Antonio y Fernando fueron reducidas a finales de 2009 por decisión de un Panel de tres jueces del Onceno Tribunal de Apelaciones que había dictaminado en el verano de 2008 que las condenas impuestas a los tres por la jueza Joan Lenard que presidió su juicio en Miami en el verano de 2001 excedían aquellas permitidas por la ley. Es así como entonces la condena de cadena perpetua impuesta a Ramón fue reducida a 30 años en prisión; la condena de cadena perpetua impuesta a Antonio fue reducida a 22 años en prisión; y la de Fernando de 19 años se le redujo a 18 años en prisión. Las condenas de Gerardo y René no se redujeron. La condena de Gerardo es de dos cadenas perpetuas, a ser cumplidas consecutivamente y la condena de René se mantuvo en 15 años en prisión, más 3 años de libertad condicional. Esos tres años de libertad condicional están siendo cumplidos por René desde octubre de 2011 cuando terminó de cumplir su condena de 15 años de prisión.

Las condenas, excepto la de cadena perpetua, en prisión federal, si el preso observa buena conducta, como ha sido el caso de los Cinco, se reduce en un 15%. Es así como la condena de 15 años impuesta a René se le redujo a 13 años.

Todos los documentos legales requeridos en este proceso extraordinario de apelación han sido presentados al tribunal correspondiente tanto por los abogados responsables de la defensa de Gerardo, Ramón, Antonio y Fernando, así como la Fiscalía Federal. El tribunal correspondiente en este caso es el Tribunal Federal del Sur de la Florida, en el cual se les juzgó originalmente entre noviembre del 2000 y junio del 2001, y la jueza encargada de su apelación extraordinaria es la jueza Joan Lenard, la misma jueza que presidió su juicio. Así lo determina la ley.

La jueza Lenard tiene la responsabilidad de tomar una decisión con respecto a cada una de estas apelaciones a ella presentadas. No tiene fecha límite para tomar sus decisiones.


(OM)
Entre las presiones psicológicas y el castigo innecesario y brutal para con los prisioneros, se ha utilizado de forma criminal las limitaciones del contacto familiar ¿Cómo ha evolucionado la situación de la relación de los familiares con sus seres queridos privados injustamente de su libertad?

(AG)
En parte me refería a esta situación con sus familiares en mi respuesta a la primera pregunta. Expliqué un caso específico que le sucedió a Mirta, la madre de Antonio. Hay otros muchos de índole parecida. Como sucede con las autoridades en las prisiones y con las demoras en el consulado estadounidense en La Habana también ocurre con autoridades de inmigración en los diferentes aeropuertos en Estados Unidos por los cuales entran a este país los familiares de los Cinco en ruta a sus visitas en prisión.

El asunto no es que necesariamente los funcionarios de inmigración estadounidenses sigan órdenes para hacerle difícil el proceso de entrada al país a los familiares, el asunto es que cómo el caso es tan complicado se toman su tiempo en investigar para no equivocarse, y eso sucede porque las autoridades que sí pudieran agilizar esa entrada no lo hacen. Y por tanto el resultado es el mismo que si esto fuera hecho a propósito.

Aunque la más grave violación de los derechos de los familiares a poder visitar, en este caso a sus esposos, son los casos de Adriana y Olga, las esposas de Gerardo y René respectivamente, a quienes el gobierno de Estados Unidos les niega las visas para poder entrar a Estados Unidos y así poder visitar a sus esposos según el derecho internacional establece.

Aducen las autoridades norteamericanas para su negativa del otorgamiento de visas que tanto Adriana como Olga son parte del servicio de inteligencia de Cuba y por lo tanto son un riesgo para la seguridad nacional de Estados Unidos.

Amnistía Internacional se ha pronunciado en contra de estas medidas y en varios informes le ha exigido al gobierno de Estados Unidos que haga cumplir la ley


Algunas actividades (vídeos) por Los Cinco en Canarias (5)

(OM) Hemos visto como el movimiento de solidaridad con "Los Cinco" ha ido creciendo de forma extraordinaria a escala mundial y diversas personalidades la expresan de las más variadas formas -vídeos, libros, grupos en redes sociales, acciones de divulgación en la radio, la televisión, manifestaciones, concentraciones, actos públicos, entre otras-; aquí en Canarias, los 88 ayuntamientos, los sindicatos, el Cabildo Insular de la Isla de Gran Canaria, así como las principales asociaciones de juristas de este archipiélago, han reclamado la libertad inmediata de Los Cinco combatientes antiterroristas; ahora nos gustaría conocer ¿Como se expresa esa solidaridad al interior de los EE.UU.?

(AG)
Se expresa y se ha expresado a través de largos años de muchas maneras. Igual que el ejemplo de ustedes en Canarias cada uno de las decenas de grupos y organizaciones que apoyan la libertad de los Cinco en Estados Unidos desarrollan diferentes actividades para hacer saber a sectores específicos o a la opinión pública, según sus capacidades organizativas u objetivos, la verdad sobre los Cinco.



Además existen dos organizaciones nacionales que ayudan a brindar a esos grupos y organizaciones locales y regionales información y análisis necesarios. Además proponen y coordinan las campañas regionales o nacionales que se desarrollan.



La más antigua de las dos, el Comité Nacional de Estados Unidos a favor de la Libertad de los Cinco, se estableció en 2001 tan pronto finalizó el juicio de los Cinco en Miami en junio de 2001. En años recientes este Comité Nacional ha prestado una ayuda de fundamental importancia al investigar los pagos hechos por agencias federales a periodistas de Miami para que escribieran peyorativamente sobre los Cinco y Cuba para crear un estado de opinión pública adversa a los Cinco antes y durante los meses que duró el juicio a los Cinco en Miami, lo que es ilegal y que hace imposible un juicio imparcial, como garantiza la Constitución federal de Estados Unidos.

Información descubierta durante un profundo proceso de investigación llevado a cabo por miembros de este Comité y que es fundamento principal de los abogados de la defensa en los recursos de apelación extraordinaria de Ramón, Antonio y Fernando.

El Comité Internacional a favor de la Libertad de los Cinco es de más reciente existencia en Estados Unidos. También ha desarrollado un trabajo meritorio. Su más reciente campaña precisamente terminó en la ciudad de Washington el pasado 21 de abril bajo el nombre de Cinco Días por los Cinco. Durante esta importante jornada se desarrollaron conferencias, proyección de películas y documentales, exhibiciones de arte, manifestaciones públicas y visitas de cabildeo a congresistas y senadores. Tuvo el apoyo de cientos de compañeras y compañeras tanto de Washington como de las ciudades y regiones vecinas, además de la participación de destacadas personalidades, todos reclamando que se haga justicia y se le dé la libertad a los Cinco.

(OM) Vayamos a la ya famosa valla que en la ciudad de Miami ha sido colocada -y retirada- dos veces. Recientemente publicaste una nota (6) en la que decías: "las organizaciones de la emigración cubana que integran la Alianza Martiana y de Radio Miami, que después de muchas peripecias y descorazonadas, consiguieron por vez segunda poner otra valla que exige la libertad de nuestros Cinco hermanos .... en el corazón mismo de Miami"; nosotros en su momento, agregamos a aquella nota: "sin embargo, la valla fue retirada a las 31 horas de colocada, por presión de las fuerzas que -tal vez- también impulsen otras actividades que se relacionan con el verdadero terrorismo, aunque quieran en su discurso, demostrar lo contrario"...

¿Qué lectura debemos hacer de la situación de la cacareada "Libertad de expresión" en los EE.UU.? ¿Cómo es posible que se acuse a otros países de querer ahogar esa "libertad", mientras dentro del suyo propio permite que grupos extremistas campeen por su respeto y ejerzan una descarada "presión" y un verdadero terror sobre los que se oponen a sus actividades o sencillamente desea expresar una opinión diferente?

(AG)
Sería imposible en esta entrevista analizar el ejercicio de la libertad de expresión en Estados Unidos. Es un asunto muy complejo en un país muy grande. Pero sí puedo referirme a nuestros esfuerzos para hacer escuchar a otros sectores de nuestra ciudad y a la opinión pública en general sobre nuestras posiciones en cuanto a los asuntos relacionados con Cuba; las relaciones que deben existir entre Estados Unidos y Cuba; los derechos de los emigrados cubanos de poderse relacionar libremente con sus familiares y amistades en Cuba, así como la sociedad cubana en general; y la lucha en contra del terrorismo.

Este trabajo nuestro ya cumple este año 35 años de arduo batallar. Comenzó con el primer viaje a Cuba de la Brigada Antonio Maceo, compuesta de cubanos jóvenes que quisieron conocer la verdad del proceso revolucionario cubano, y que tuvo lugar en diciembre de 1977. Desde entonces para acá hemos venido trabajando.

En años más recientes otras organizaciones de emigrados cubanos en Estados Unidos han también entrado en la lucha por estos mismos asuntos enumerados anteriormente. Es así como hace 11 años conformamos la coalición Alianza Martiana que la integramos 6 organizaciones emigradas: la Brigada Antonio Maceo, la Alianza Martiana –como organización individual-, la ATC, la Asociación José Martí, la Asociación de Mujeres Cristianas en Defensa de la Familia y el Círculo Bolivariano de Miami, esta última también compuesta por otros latinoamericanos.

Que no hemos hecho. Manifestaciones públicas, piquetes, caravanas de autos, conferencias en hoteles, conferencias en nuestro local, ruedas de prensa. Hemos alquilado avionetas, de las que arrastran en vuelo anuncios con diferentes mensajes. Desde hace años, Max Lesnik, dirigente de la Alianza Martiana, dirige, Radio Miami, una programación diaria de una hora de duración la cual se oye en una de las radioemisoras comerciales de Miami. Y, claro, estas dos vallas a favor de la libertad de los Cinco.

Hemos tratado de hacer todo lo que se nos ocurre que pueda avanzar nuestras posiciones sobre vitales asuntos que afectan a la emigración cubana en Estados Unidos. Hemos tenido éxito y hemos tenido frustraciones. Pero las frustraciones nos compele a mantener el trabajo y avivar la imaginación.

Claro que contamos con un buen grupo de aguerridos y comprometidos compañeras y compañeros que nunca desfallecen y están listos para siempre echar pa’lante, como se dice y se escribe en buen cubano.

La prensa en Miami se adhiere en cuerpo y alma a las posturas más recalcitrantes de la contrarrevolución, no sólo la cubana, sino la latinoamericana en general. Hay agrupaciones de la extrema derecha cubano americana cuya función es reprimir cualquier intento de manifestación pública contraria a sus posiciones e intereses. Y todo esto respaldado por la amenaza de la acción terrorista. Aquí están los odiosos terroristas de la extrema derecha cubano americana; aquí viven y planifican sus monstruosos planes. Y lo hacen protegidos por las autoridades norteamericanas.

Aquí el ejercicio para poder expresar lo que nosotros opinamos es un riesgo constante. Pero lo hacemos con gusto y conscientes de que esta lucha es en contra de aquellos cuyo propósito fundamental es impedir que el pueblo cubano, nuestro pueblo, nuestras familias en Cuba, puedan vivir y desarrollarse en paz.


(OM)
Por último ¿Qué acciones concretas se desarrollan ahora mismo y que se va a seguir haciendo para que el mundo conozca la verdad de estos luchadores antiterroristas y su injusta prisión?

(AG)
Bueno, creo que mis respuestas contestan esta última de tus preguntas. En parte esta misma entrevista que me haces es parte del trabajo a realizar. Y, ejemplo de “una acción concreta que se desarrolla ahora mismo” que preguntas, es nuestra participación en una próxima reunión con emigrados cubanos residentes en Estados Unidos, a tener lugar el 28 de abril en la Sección de Intereses de Cuba en Washington, convocada por el gobierno cubano.

(OM)
Amigo Andrés, le agradecemos una vez más su tiempo y sus respuestas

(4) Andrés Gómez. Destacado periodista cubano residente en Miami. Fundador de la Brigada Antonio Maceo, integrada por cubanos que viven en los Estados Unidos. Es el director de la Revista Areito y miembro directivo de "Alianza Martiana" que aboga por la libertad de Los Cinco cubanos. Andrés, forma parte del Consejo Internacional Técnico Asesor del Proyecto HERMES

(5) Incluye:
- Actividades desarrolladas en Canarias por Olga Salanueva y Adriana Pérez
.Entrevista para el Programa "Al Hilo de la Historia", Imagen Roja TV y digital "Canarias Semanal"
.Acto en el Club de Prensa Canaria, organizado por la Plataforma Canaria de Solidaridad con los Pueblos
.Entrega de reconocimiento por la Asociación de Amistad Canario Cubana "Antonio Pérez Monzón" en el Consulado de Cuba en Canarias
FOTO A. Gómez: Virgilio PONCE
Miami Fla EE.UU.-
Las Palmas de Gran Canaria, Canarias
2012-04-25

O CALVÁRIO DE BATTISTI NO BRASIL É O TEMA DE "AO PÉ DO MURO"

Já lançado em outras capitais brasileiras, o novo livro de Cesare Battisti, Ao pé do muro (Martins Fontes, 2012, 304 p.), será apresentado aos paulistanos amanhã (5ª feira, 26), a partir das 18 horas, no anfiteatro da Faculdade de Geografia da Universidade de São Paulo.

Dá sequência ao relato de suas vicissitudes desde que o governo italiano conseguiu fazer com que a França traísse o compromisso solene com ele (e outros fugitivos italianos) assumido, de lhe proporcionar refúgio enquanto se mantivesse afastado da política. Depois de levar vida comum e produtiva entre 1991 e 2004, começando como zelador e aos poucos se consagrando como autor de novelas policiais, foi atirado no que apropriadamente definiu como Minha fuga sem fim (título do volume inicial de suas memórias de perseguido político, Martins Fontes, 2007, 288 p.).

Nele narrou, de forma empolgante, a formidável campanha de manipulação da opinião pública e as pressões políticas e econômicas orquestradas para que os franceses revogassem, na prática, a generosa Lei Mitterrand. Em segundo plano, vão desfilando as lembranças da família comunista, do progressivo engajamento político até chegar à contestação armada, da militância nos Proletários Armados para o Comunismo, da prisão, do julgamento, da fuga, da clandestinidade na França e no México e, finalmente, dos 13 anos de existência tranquila em Paris. 

Depois veio Ser bambu (Martins Fontes, 2010, 224 p.), quando a traumática retomada da fuga o leva à ilha da Madeira e às ilhas Canárias, sempre controlado atentamente pela espionagem européia. 

Ao pé do muro recapitula o período que viveu clandestino no Brasil, de 2004 até sua detenção em março de 2007, mais o dia a dia na área de custódia da Superintendência da Polícia Federal no DF (em que permaneceu até julho de 2008, quando foi transferido para um local bem menos opressivo, o Centro Penitenciário da Papuda). O muro em questão é aquele no qual ficava encostado, refletindo, enquanto tomava banho de sol

Foi a fase em que ficou conhecendo sua atual companheira, que estava incumbida de o vigiar, tendo, paradoxalmente, a relação evoluído para um caso de amor.  

Suas memórias cariocas mostram o lado da  Cidade Maravilhosa  que  não aparece nos guias turísticos:  os morros submetidos à autoridade das gangues, as pessoas simples vitimadas por fogos cruzados e balas perdidas, prostituição, desigualdade, pobreza. Passa o tempo mais a observar e interpretar do que a agir, como o Mersault de O Estrangeiro, de Albert Camus. Leva uma vida provisória, atravessando os dias sem perspectivas, temendo e adivinhando o desfecho funesto.

 "SUBVERSIVOS" BRASILEIROS: IRMÃOS À DISTÂNCIA

Este trecho me sensibilizou, pois viria a ser eu um dos  irmãos à distância  brasileiros que, em nome das dores comuns, o ajudariam:
"...dentro de alguns minutos, estaria sentado nas pedras do Arpoador. Um lugar de beleza e morte. Eu tinha lido em algum lugar que, na época da ditadura, naquela rocha lisa e clara que mergulha no oceano separando a praia de Copacabana da de Ipanema, os militares aqueciam a pedra em brasa antes de nela estenderem os 'subversivos'. Seria isso que me consolava naquele lugar, depositar minhas dores junto à daqueles homens que haviam sido meus irmãos à distância? Não sei, só ficava ali olhando o sol confundir-se com a água." 
As histórias da prisão da PF, dos outros prisioneiros e até de um carcereiro nos remetem ao Dostoievski de Recordações da Casa dos Mortos, a muitos livros de Jorge Semprún e a outros tantos de Alexander Soljenítsin. Algumas são interessantes e pungentes, outras nem tanto. Mas ajudam a compor o painel que Battisti vai montando do Brasil, com direito  a incursões pela prática generalizada da corrupção, pelo inferno das drogas, pelas ocupações dos sem-terra, pela manipulação mesmerizante/bovinizante da indústria cultural, pelos crimes contra a natureza e contra os homens que ocorrem impunemente na Amazônia, etc.

E de que forma o homem acossado, espionado, monitorado e até drogado por uma rede permanente de vigilância se define? Como um ser tão prostrado quanto o Joseph K. no final de O Processo:
"Eu vinha de uma viagem demasiado longa, e estava exausto, fragilizado por anos de perseguições, mentiras, ameaças e privações  (...) Tempo demais arrastando a vida numa mochila. De um lugar para outro sem destino certo, de avião, de barco, a pé, de táxi. Uma quantidade enorme de táxis amarelos sempre parando em ruas anônimas. Fugas grandes e pequenas, perigos reais e falsos alarmes, circunspecção legítima e delírio, medo, sempre o medo dos onipresentes perseguidores, homens e mulheres, caçadores oficiais e clandestinos, sempre no meu encalço, dia e noite, onde quer que eu fosse. Por que não me prendiam? Por que vigiar todas as minhas idas e vindas a esperar, dia após dia, durante meses, anos? E esperar o quê?
Em breve descobriria o jogo deles, mas seria tarde demais. Enfim, tarde demais para quê? Para continuar tremendo a cada porta que batia? Para optar pela solidão de modo a não poluir uma mulher com meus problemas? Para me alimentar aqui e ali, e dormir nos arredores das estações, sempre perto demais dos traficantes de toda espécie? Para quebrar a cabeça fotografando esses homens e mulheres que revistavam sistematicamente toda morada em que eu vinha parar, mesmo que por meio dia apenas... Era assim que eu vivia no Rio".
A espiã/namorada e outra personagem constataram, surpresas, que ele era inofensivo, bem diferente do  perigoso terrorista  que seus contratantes haviam pintado. Battisti concorda, avaliando-se como "um restolho dos anos 1970, que já na época era um pequeno sonhador, e hoje é um velho sonhador babaca".  

"UM PEQUENO EXÉRCITO EM DEBANDADA"

O desalento vinha de longe. Antes mesmo de voltar a ter a cabeça a prêmio, já se rompera nele o encanto, golpeado rudemente pela sucessão de tragédias que marcou sua geração:

"...naqueles tempos de transição entre a efervescência revolucionária pós-1968 e o baixo astral dos anos 1980, eu vagava, com os outros todos, na névoa de uma clandestinidade sem volta e sem objetivo que não sobreviver. Éramos o que restara de um pequeno exército em debandada".

Minha postura é outra: permaneço na luta até hoje, também sofrido, sem a ingenuidade de outrora, mas com o mesmo ardor.

Tenho, contudo, máxima simpatia e respeito pelo antigo guerreiro que hoje busca o merecido repouso --e nem isto está conseguindo, pois continua enfrentando muitas dificuldades e tem evidências de sobra de que não foi esquecido pelos inquisidores.

É impossível não se comover com este desabafo de Battisti, situado em 2006 ou 2007
"...estou cansado de arrastar minha vida de um lugar para outro, fugindo do inevitável. Não aguento mais, estou exausto, os anos vão passando e eu não vejo minhas filhas crescerem. Não consigo mais imaginar o rosto delas. Eu faço força, mas não consigo, e sinto vergonha disso. Eu perdi tudo. Mas não elas. Eu quero as minhas duas filhas. Eu sou o pai delas".
Agora pode, ao menos, recebê-las em liberdade. Mas acompanhá-las no cotidiano, só quando a Itália desistir de sua  vendetta  infame ou a França lembrar que um dia já quis ser a terra da liberdade.

Pois o que Battisti mais sonha é com a volta à Paris onde se deu tão bem e de onde nunca deveria ter saído.

STF DEVE APROVAR AS COTAS RACIAIS, IGNORANDO OS TOLOS POMPOSOS

"A igualdade nunca foi dada em nossa história. Sempre foi uma conquista que exigiu imaginação, risco e, sobretudo, coragem. Hoje não é diferente."

Esta é a lapidar conclusão do memorial redigido por Márcio Thomas Bastos e outros eminentes juristas em defesa das cotas para negros e índios nas universidades públicas brasileiras, cuja constitucionalidade será julgada nesta 4ª feira (25) pelo Supremo Tribunal Federal.

Em seu excelente artigo Hoje o STF julgará as cotas (vide íntegra aqui), o jornalista Elio Gaspari dá seu "palpite de quem conhece a Corte": sete votos a favor e quatro contra.

Rebatendo os alarmistas segundo os quais as quotas "estimulariam o ódio racial e baixariam a qualidade dos currículos da universidades", Gaspari constata:
"Passaram-se dez anos, pelo menos 40 universidades instituíram cotas para afrodescendentes e hoje há milhares de negros exercendo suas profissões graças à iniciativa".
Mantenho o posicionamento que assumi em junho de 2009, quando havia um tiroteio de manifestos pró e contra tal política compensatória. No meu artigo As cotas raciais e os 113 tolos pomposos (vide íntegra aqui), observei. 
"Para não embarcarmos numa discussão interminável e que talvez nem sequer comporte uma conclusão inequívoca, vamos admitir que negros e pobres tenham suas oportunidades reduzidas em função da desigualdade e da desumanidade que caracterizam o capitalismo no Brasil; e que os negros enfrentem dificuldades maiores ainda que as dos outros pobres.
Então, para os seres humanos justos e solidários, pouco importa se os negros estão em desvantagem por causa da escravidão passada ou por encontrarem-se hoje sob o fogo cruzado do capitalismo e de um racismo dissimulado, mas não menos real. Merecem, sim, que os pratos da balança sejam reequilibrados em seu favor.

...a política das cotas raciais [é] apenas um paliativo, não uma solução: ela ataca somente um dos elos da corrente da injustiça. Não garante que os negros cheguem às portas da faculdade, apenas as abre para os que as houverem conseguido alcançar por seus próprios esforços. E também não garante que tenham igualdade de oportunidades no mercado de trabalho.

Nem, muito menos, que seus talentos e conhecimentos sejam posteriormente utilizados para o seu perfazimento como seres humanos e em real benefício da sociedade, em vez de servirem à acumulação do capital.
Entre os partidários da competição insensível entre seres humanos movidos pela ganância e os cidadãos decentes que procuram minorar as mazelas do capitalismo, eu me alinharei sempre com estes últimos. Mas, sem ilusões: as injustiças só serão realmente erradicadas quando o bem comum prevalecer sobre os interesses individuais, numa nova forma de organização social".
 Em 2009, os elitistas cruzados do não inspiravam-se nas idéias de Ali Kamel, diretor de Jornalismo da Rede Globo e autor de Não Somos Racistas, livro de cabeceira de alguns dos piores porta-vozes da direita golpista na mídia brasileira.

Qualifiquei então tais "fulgurantes pavões" (Caetano Veloso, Ferreira Gullar, João Ubaldo Ribeiro e José Goldemberg, dentre outros) de "tolos pomposos"... e não abro!

Vamos torcer para que o topete dos tolos pomposos seja aparado logo mais pelo Supremo...

martes, 24 de abril de 2012

Un Primero de Mayo de respaldo a la Revolución: Texto del Llamamiento de la CTC al Desfile

Un Primero de Mayo de respaldo a la Revolución
Por Jorge Luís Batista 

El Secretario General de la Central de Trabajadores de Cuba, CTC, Salvador Valdés Mesa, declaró a Radio Reloj que el Primero de Mayo en todo el país habrá una movilización de los trabajadores y del pueblo en general, en respaldo a la Revolución.

Afirmó que se patentizará además el compromiso de seguir construyendo el socialismo, así como llevar a la práctica los lineamientos de la política económica y social aprobados en el VI Congreso, y continuar la lucha por la liberación de los Cinco Héroes presos injustamente en el imperio.

Valdés Mesa llamó a los colectivos laborales a cumplir sus planes de azúcar, granos, leche y otros fondos exportables, y a ser más eficientes, reducir gastos y aportar más alimentos para la población.

El máximo dirigente sindical convocó a hacer una movilización proletaria masiva, combativa, enérgica y segura en la victoria. (AIN FOTO Marcelino VÁZQUEZ HERNÁNDEZ )

Llamamiento al desfile por el Primero de Mayo



Trabajadores y Trabajadoras

La Central de Trabajadores de Cuba convoca a todos los trabajadores y al pueblo a participar en el desfile por el Primero de Mayo. Para los cubanos constituye esta, una fecha de alegría y de reafirmación revolucionaria, donde rendimos homenaje a líderes sindicales y celebramos  jornadas de reconocimiento en el orden individual y colectivo,  a quienes  cumplen sus planes económicos  siendo símbolos de entrega y sacrificio con resultados concretos en la producción o los servicios.

La celebración de este desfile a lo largo y ancho del país, servirá para reafirmar el respaldo de los trabajadores  y el pueblo a la Revolución Socialista, para ratificar su compromiso con el cumplimiento de los Lineamientos de la Política Económica y Social del Partido y la Revolución.

Arribar al Primero de Mayo con los planes productivos cumplidos hasta esa fecha y con resultados satisfactorios en la producción de alimentos, la industria, la zafra azucarera, los servicios en todos los sectores, es expresión que la economía constituye para los trabajadores la tarea principal y el reto  para avanzar en el desarrollo de nuestra Patria.

Con la participación en los desfiles reafirmemos la firme decisión de continuar luchando por preservar y desarrollar el socialismo, aportando  soluciones que contribuyan a enfrentar los diferentes desafíos que nos impone la política criminal de bloqueo económico, comercial y financiero del gobierno de los Estados Unidos, que es repudiada por la opinión pública internacional y que de manera unitaria y solidaria acaba de ser rechazada en la Vl Cumbre por América Latina, lo que nos llena de regocijo y fe en la victoria.

Intensifiquemos con nuestra presencia el reclamo por la libertad de los Cinco Héroes, para que regresen definitivamente a su Patria con sus familias y su pueblo.

Ratifiquemos la solidaridad con millones de trabajadores y ciudadanos de innumerables países que marchan hoy exigiendo sus derechos fundamentales a la vida y el trabajo con dignidad,  contra la guerra y por la justicia social.

Desfilemos unidos todos los cubanos sin distinción de edad, raza, sexo, creencias u ocupación, como dignos continuadores de las tradiciones de nuestros líderes y de las generaciones que lucharon por la independencia. Reafirmemos con nuestra presencia que preservar y perfeccionar el socialismo  es nuestro deber supremo, junto al Partido, Fidel y Raúl.
   
¡TODOS AL DESFILE! -  ¡VIVA EL PRIMERO DE MAYO!

Secretariado Nacional de la CTC

23 de abril de 2012   

AIN FOTO Omara GARCÍA MEDEROS

lunes, 23 de abril de 2012

Concluye exitosamente la Jornada de 5 dias por los 5 Cubanos en Washington DC


  Concluyen exitosamente los 5 días de actividades por la libertad de los 5 Cubanos en Washington DC con una amplia demostración en frente de la Casa Blanca 
  

Foto: Bill Hackwell
 
Exigen liberaci??n de los Cinco ante la Casa Blanca
   
PRIMER DIA
El 17 de abril, la campaña de 5 días por los 5 Cubanos en Washington DC comenzó con un esfuerzo coordinado de visitas a una gran cantidad de congresistas y senadores estadounidenses.   
Foto: Bill Hackwell 
Representantes de paises de Europa, Canada, America Latina y Estados Unidos visitaron un total de 45 oficinas del Capitolio, incluyendo visitas a un 20% del senado de los EEUU.   
 
SEGUNDO DIA
El segundo día transcurrió con más visitas al congreso y al senado, colocación de posters y distribución de materiales anunciando las actividades de los días siguientes.  

Foto: Bill Hackwell
A partir de las 2 de la tarde, se realizó una  presentación por parte del periodista canadiense Sephen Kimber,  autor de un nuevo libro que pronto sera publicado sobre los Cinco Lo que se encuentra a traves del Agua.  Arturo López-Levy, cubano-americano, profesor de la Universidad de Denver, realizó comentarios sobre el libro.  El evento fue organizado por Wayne Smith, ex jefe de la Sección de Intereses de Estados Unidos en Cuba durante el mandato de Carter.  Kimber sorprendió al público con una serie de hechos nuevos sobre el caso. Los asistentes lograron una mejor comprensión sobre la injusticia cometida contra los 5 Cubanos.

A las 7:00PM, en el Centro Cultural Nyumburu de la Universidad de Maryland, se mostró el documental del cineasta estadounidense Saul Landau Que por Favor se Ponga de Pie el Verdadero Terrorista.
Fotos: Bill Hackwell

TERCER DIA
En un centro comunitario colmado de personas, en Takoma Park, Maryland, simpatizantes y activistas mayoritariamente latinos crearon un nuevo Comité en apoyo a la libertad de los Cinco.

                 Foto: Bill Hackwell 
La inauguración del comité coincidió con la campaña 5 días por los 5 Cubanos que se lleva a cabo en Washington DC esta semana. Al encuentro asistieron el Jefe de la Sección de Intereses Cubanos, Jorge Bolaños, y José Pertierra, el abogado que representa al gobierno de la República Bolivariana de Venezuela en el caso de la extradición del terrorista Luis Posada Carrilles.  Los asistentes pudieron disfrutar del documental Esencias sobre la gira de La Colmenita por los EEUU en Octubre del 2011. 

Foto: Nancy Kohn 
Mientras tanto, otro evento en apoyo a los Cinco  en la Universidad de Howard atrajo a cerca de 100 estudiantes. La mayoría de los participantes eran estudiantes afroamericanos, quienes miraron la película Que por Favor se Ponga de Pie el Verdadero Terrorista. La muestra del documental fue seguida por un conversatorio dirigido por el profesor de política exterior norteamericana Piero Gleijeses. El reconocido académico habló sobre el papel de Cuba en la liberación de Sudáfrica del Apartheid.     
CUARTO DIA

Foto: Bill Hackwell 
"Luchar por los Cinco es luchar por la humanidad", aseguró el actor y activista norteamericano Danny Glover en un emotivo acto durante la Jornada 5 días por los 5 Cubanos auspiciada por el Comité Internacional por la Libertad de los Cinco.    
 

Fotos: Bill Hckwell

Dolores Huerta fue la oradora principal de este encuentro "Obama give me Five!" Entre los otros panelistas se encontraban José Pertierra, James Early, Saul Landau, Wayne Smith, Mavis Anderson, Salim Lamrani, and Norman Paech.

Alicia Jrapko, coordinadora en EEUU del Comité Internacional por la Libertad de los 5 Cubanos ofició de maestra de ceremonia. La audiencia además disfruto de la música del cantante chileno Patricio Zamorano, de las canciones interpretadas a capela por la joven Miyeah Cook y de las poesia de Abayomi Huria.  
  


El evento recibió una inusual cobertura mediática por parte de Univisión que mostro 7 minutos de la actividad en su noticiero de las 11 de la noche, y volvió a mostrarlo al día siguiente.  También C-SPAN, Hispan, y Telesur cubrieron la actividad y una radio local transmitió en vivo todo el programa. 
 
QUINTO DIA
Foto: Katrien Demuynck
En horas de la mañana un grupo de personas provenientes de diferentes denominaciones religiosas se reunieron para trazar estrategias de trabajo futuro sobre los 5 Cubanos. Entre ellos se encontraban la ex Secretaria General del Consejo de Iglesias de EEUU, Joan Brown Campbell, una representante de la Asociación de Estudiantes Cristianos y la reverenda Dora Arce, de la Plataforma Pastoral Cubana.

Foto: Bill Hackwell 
Comenzando a la 1 de la tarde, personas provenientes de diferentes ciudades comenzaron a  congregase en frente de la Casa Blanca para un histórico rally demandando al Presidente Obama que libere a los 5 Cubanos.  Cuatro autobuses llegaron desde la ciudad de Nueva York para participar en la acción. Más de 300 personas portando carteles, telas, pancartas, y banderas, coreaban al unísono "libertad ya a los 5 Cubanos!" El evento recibió cobertura mediática de Hispan, Telesur y otros medios de comunicación locales.

Muchos turistas que pasaban por allí, observaron curiosos los coloridos carteles y la diversidad de los activistas que trajeron sus demandas a la puerta de la Casa Blanca.

Por dos horas, representantes de diferentes organizaciones de solidaridad con Cuba y los Cinco hicieron fuertes declaraciones exigiendo la libertad de ellos. Muchos de los asistentes del área de DC eran parte del movimiento Occupy. Nancy Kohn, del Comité Internacional por la Libertad de los 5 Cubanos, leyó una carta enviada por Gerardo Hernández  donde daba las gracias en nombre de los Cinco a cada uno de los asistentes por los esfuerzos que hicieron para hacer posible el éxito de la jornada. Gerardo reiteró que la solidaridad de todas las personas trabajando en unidad es la clave para el  inevitable regreso de los Cinco a Cuba.      

 









Fotos: Bill Hackwell

El evento de clausura se llevó a cabo en el Salón Bolivariano, de la Embajada de la República Bolivariana de Venezuela. Cindy Sheehan explicó las razones por las cuales se ha sumado a la lucha por la liberación de los Cinco y expresó su admiración y cariño hacia sus madres. La audiencia disfrutó de dos obras de teatro El Arma más Grande de Cuba, un Tributo a los Médicos Cubanos, de Obi Egbuna Jr. y La Habana caliente de Hemingway, de Brian Gordon Sinclair.

Photo: Bill Hackwell
 
Photo: Bill Hackwell 
En 45 países, acciones de solidaridad
por la liberación de los Cinco

 
Mientras que los 5 días por los 5 Cubanos se estaban llevando a cabo en Washington DC, las organizaciones de solidaridad con Cuba y los 5 Cubanos de todo el mundo se unieron al esfuerzo con acciones en sus propios países. Comités de solidaridad por la causa de los Cinco de 45 países organizaron todo tipo de actividades, incluidas manifestaciones frente a las embajadas de U.S., distribución de información, eventos culturales, etc. De este modo, todos aquellos que pedían la libertad de los cinco en Washington DC fueron acompañados por miles de personas de todo el mundo exigiendo a Obama la libertad de los Cinco.

Con cada acción nueva y creativa, el movimiento mundial por la liberación de los Cinco se fortalece. Este movimiento no se detendrá hasta el regreso de Gerardo, Ramón, Antonio, Fernando y René a su familia y su patria.

SOBRE O ESCRACHO, O PIG, O MACARTISMO E OUTROS TEMAS

Por Celso Lungaretti

Surpreendeu-me encontrar na minha caixa postal uma mensagem de Francisco Foot Hardman, escritor, ensaísta, crítico literário e professor de Teoria e História Literária da Unicamp.

Ele me recomenda o seu artigo publicado neste domingo (22) em O Estado de S. Paulo, O poder do escracho, por ser afim dos meus escritos sobre o mesmo tema.

Corretíssimo. Tem mesmo tudo a ver comigo, tanto que o recomendo enfaticamente (vide íntegra aqui). Eis uma amostra:
"Os espectros dos desaparecidos são o GPS real que guia essas alegres levas do Levante. Boa parte das centenas de jovens e representantes de familiares de desaparecidos da ditadura que se espalharam em manifestações políticas contra o esquecimento e a impunidade de torturadores e outros responsáveis pelas ações do aparato de terrorismo do Estado durante a ditadura militar em cidades como São Paulo, Porto Alegre, Belo Horizonte, Belém, Fortaleza, não viveu aqueles anos. 
Isso é tanto mais notável quanto virou idéia fixa repetir que o Brasil é o país da desmemória. Quantos Harry Shibatas precisarão ser ainda desmascarados? Porque é certo que este médico-legista coqueluche da 'legalização' dos extermínios praticados por agentes da Oban e do Deops, não foi caso único no amplo aparato do terror instalado pelos serviços da inteligência do regime militar.
Quantos mais foram cúmplices dos perpetradores, administrando a ciência médica a serviço da 'otimização' das dosagens de tortura? Quantos juramentos de Hipócrates rasgados sem nenhuma punição dos conselhos regionais ou nacional de medicina?
O escracho é uma manifestação legítima e eficaz. Comprovou-se isso na Argentina, no Chile e no Uruguai...
...É, na verdade, um livre momento de expressão e desabafo da sociedade civil organizada. A informação precisa e atualizada, a rapidez e leveza de sua estrutura de mobilização, em que a internet joga, como em outros exemplos recentes de democracia direta, um papel decisivo, bem como a imaginação criadora de suas variadas formas, esses são seus ingredientes de sucesso".
DESINFORMAÇÃO E LISTAS NEGRAS

Meu estranhamento se deveu a serem raros os  acolhidos na grande imprensa  que têm coragem de assumir vínculo ou identificação com os  boicotados pela grande imprensa: nós, os que só conseguimos divulgar nossos textos na internet. Quanto muito, repetem nossas teses e argumentações sem citarem a fonte.

O PIG e a web cada vez mais se tornam dois planetas diferentes e, na maioria dos casos, hostis. O primeiro ignora a segunda. A segunda critica acerbamente (quase sempre com justos motivos) o que faz o primeiro.

Para quem escreve com o objetivo de influir nos acontecimentos e não por deleite ou vaidade, é uma limitação terrível. 

Duelando em igualdade de condições com os inquisidores no território livre da internet, conseguimos convencer as minorias conscientes de que seria uma ignomínia extraditarmos Cesare Battisti para cumprir a sentença farsesca de um tribunal de cartas marcadas, que funcionou sob uma legislação típica de ditaduras (passados os  anos de chumbo, a escabrosa lei instituída exclusivamente contra os ultraesquerdistas foi revogada, mas não se anularam as condenações dela decorrentes!). 

Um dos principais coadjuvantes da ofensiva italiana, juiz aposentado que escreve na CartaCapital, chegou a desertar do debate que iniciara comigo numa tribuna virtual, com os comentários postados pelos internautas quase todos me apoiando.

Então, era extremamente frustrante assistirmos, impotentes, à mídia desinformando o cidadão comum, a  maioria silenciosa cuja cabeça ela faz, sem a mínima consideração pelas boas práticas jornalísticas, como a de publicar contestações relevantes do  outro lado. Se nos dessem o mínimo de espaço, pulverizaríamos um por um os Minos Cartas da vida --que, sabiamente, esquivavam-se de polemizar conosco (caso do dito cujo, desafiado "n" vezes pelo Rui Martins, pelo Carlos Lungarzo e por mim).

O Lungarzo e eu chegamos a enviar para mais de mil jornalistas o oferecimento de provas incontestáveis de que Battisti tinha sido defendido no segundo julgamento por advogados que não constituiu, munidos de procurações falsificadas. E, como quem desmascarara a tramóia havia sido a Fred Vargas (principal novelista policial da França, tida como uma nova Agatha Christie ou Patricia Highsmith), incluímos um brinde: ela se dispunha a conceder, complementarmente, uma entrevista exclusiva. Um presentão para qualquer profissional de imprensa. NENHUM(A) se interessou.

Vários meses depois, o correspondente do  Estadão  na França ouviu o mesmíssimo relato da boca da Fred e mandou a notícia de lá. Foi, afinal, publicada.

Será que aqueles mais de mil jornalistas tinham desaprendido o ofício? Ou o bloqueio contra qualquer conteúdo contrário à corrente dominante (pró linchamento) era total nas editorias de Política Nacional, de forma que só poderia ser driblado numa menos  estreitamente vigiada, como a do noticiário internacional?

 Agora mesmo, teve grande destaque a acusação do digno ministro Joaquim Barbosa a um atrabiliário medievalista que nunca mereceu integrar o Supremo Tribunal Federal e finalmente pendurou a toga, de manipular um julgamento da Lei da Ficha Limpa.

Aproveitando a deixa, divulguei amplamente um crime adicional --muito pior!-- cometido pelo mesmo indivíduo, o de manter o escritor Cesare Battisti sequestrado depois do seu caso já estar decidido, na esperança de induzir seus colegas a uma virada de mesa legal.

Com palavras mais veementes, apenas repeti o que haviam afirmado o grande Dalmo de Abreu Dallari e o ministro mais articulado do Supremo, Marco Aurélio Mello: a prisão de Battisti deveria ter sido relaxada tão logo o Diário Oficial publicou a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tornando-se, a partir daquele instante, ilegal. E a ilegalidade durou mais de cinco meses, ao cabo dos quais o próprio STF reconheceu que nada mais havia a se discutir, só lhe cabendo cumprir a decisão que delegara a Lula.

Por que não responsabilizarmos por tal aberração o linchador que presidia o Supremo (e também o relator Gilmar Mendes)? Por que a grande imprensa deu tanto destaque a uma acusação difícil de se provar e nenhum a uma indiscutível e irrefutável?

Por dois motivos principais:
  • para não dar a mão à palmatória quanto às muitas arbitrariedades cometidas contra Battisti que ela tinha omitido ou minimizado anteriormente; e
  • para não levantar a bola de jornalistas revolucionários (agiria da mesmíssima forma se a acusação proviesse do Ivan Seixas, Laerte Braga, Rui Martins, Alípio Freire, Altamiro Borges, etc.).
OS JOVENS VOLTAM ÀS RUAS

Mas, repito, tal macartismo velado não impede que jornalistas e outros autores que têm espaços fixos na mídia inspirem-se em nosso trabalho e o reconheçam.

Por mais exasperante que seja a situação de confinado à web, eu me consolo com a lembrança dos anos de intimidação e censura: tudo era bem pior.

E, tanto quanto naqueles tempos sombrios, continuam verdadeiros os versos de Sérgio Ricardo: "cada verso é uma semente/ no deserto do meu tempo".

O deserto continua causticante, mas as sementes já começam a frutificar:
  • os jovens foram às ruas lutar contra o autoritarismo redivivo nos episódios da proibição da Marcha da Maconha, da ocupação fascistóide da USP, da blitzkrieg na Cracolândia e da barbárie no Pinheirinho;
  • fizeram passeatas contra a ganância e a corrupção;
  • protestaram contra a ilegalidade cometida pelos saudosos do arbítrio ao exaltarem os horrores ditatoriais (com a conivência de autoridades que ignoraram olimpicamente seu compromisso com a democracia);
  • e aplicaram a antigos carrascos e serviçais do terrorismo de estado a única punição possível (moral) face à tibieza dos Poderes constituídos, aos quais caberia aplicar-lhes penas compatíveis com a gravidade dos crimes hediondos que cometeram.
Foram manifestações que nos lavaram a alma e revigoraram nosso ânimo!

Nós, os que marchamos contra a corrente da desumanização, continuaremos travando o bom combate na internet e nas ruas, sem nunca desistirmos de invadir as praias do sistema e com a certeza de que nossos textos são as sementes de um futuro igualitário e livre.