Convocatória aos PUEBLOS de NUESTRA AMERICA

martes, 31 de enero de 2012

Raúl y Dilma elogian fortaleza de relaciones entre ambos países

Dilma y Raúl en el Palacio de la Revolución. Foto: Planalto
Los presidentes cubano, Raúl Castro, y brasileña, Dilma Rousseff, alabaron hoy la puesta en marcha de la Comunidad de Estados Latinoamericanos y Caribeños (Celac) para enfrentar los grandes retos de los países de la región.

Ambos mandatarios conversaron esta mañana sobre el excelente estado de sus relaciones bilaterales y otros temas del ámbito internacional, de acuerdo con un comunicado divulgado por el noticiero de la televisión.

La primera jefa de Estado del gigante suramericano estuvo acompañada del canciller Antonio de Aguiar Patriota, el asesor especial de la presidencia, Marco Aurelio García, y el embajador en La Habana, Jose Eduardo Martins Felício.

Por la parte cubana se encontraban el primer vicepresidente, José Ramón Machado Ventura; el canciller Bruno Rodríguez y el embajador en Brasilia, Carlos Zamora.

De acuerdo con la página oficial de la Presidencia de Brasil, en su primera visita oficial a Cuba, Dilma defendió una “asociación estratégica y duradera” para acelerar el desarrollo de Cuba.
En una conferencia de prensa después de visitar el Memorial José Martí en Plaza de la Revolución, la presidente citó las inversiones brasileñas en el puerto de Mariel y la financiación de algunas producciones para el programa de alimentos en la Isla.
“Estoy de acuerdo con hablar sobre derechos humanos desde una perspectiva multilateral. Es algo que debemos mejorar en el mundo en general. No podemos creer que los derechos humanos son una piedra que lanzamos sobre los otros”, enfatizó la presidenta durante un diálogo con periodistas, tras entregar una ofrenda floral en el monumento a José Martí, en la Plaza de la Revolución.

Allí dejó en claro su rechazo al embargo económico impuesto a Cuba, y sostuvo que esta medida no genera beneficios. “La mejor forma para que Brasil ayude a Cuba es contribuir para poner fin a este proceso que a mi juicio no lleva a gran cosa, sino solamente a más pobreza de las poblaciones que sufren el tema del bloqueo, el tema del embargo, del impedimiento del comercio”, expresó luego, al defender “una asociación estratégica y duradera” entre su país y la isla.

En este sentido, destacó proyectos brasileños de cooperación con Cuba, como la concesión de créditos por 200 millones de dólares para la compra de alimentos y la financiación de las obras de ampliación y modernización del Puerto de Mariel, que tenía planeado visitar en la tarde de este martes. “Nosotros creemos que es fundamental que sean creadas aquí condiciones de estabilidad para el desarrollo del pueblo cubano”.

Lea la transcripción de la Conferencia de Prensa concedida por Dilma hoy en el Memorial José Martí, en La Habana


Presidenta Dilma Rousseff pasa revista a las tropas en el Palacio de la Revolución. Cortesía: Planalto

Dilma y Raúl en el Palacio de la Revolución. Foto: Planalto

El General de Ejército Raúl Castro Ruz (D detrás), Presidente de los Consejos de Estado y de Ministros y la excelentísima señora Dilma Rousseff (I detrás), Presidenta de la República Federativa del Brasil, quien realiza una visita oficial a Cuba, durante la firma de acuerdos entre los dos países, en La Habana, el 31 de enero de 2012. AIN FOTO POOL/Emilio HERRERA/

El General de Ejército Raúl Castro Ruz (D), Presidente de los Consejos de Estado y de Ministros, recibió en la mañana de este martes, a la excelentísima señora Dilma Rousseff (I), Presidenta de la República Federativa del Brasil, quien realiza una visita oficial a Cuba, en La Habana, el 31 de enero de 2012. AIN FOTO POOL/Emilio HERRERA/Prensa Latina/mvh

El General de Ejército Raúl Castro Ruz (I), Presidente de los Consejos de Estado y de Ministros, recibió en la mañana de este martes, a la excelentísima señora Dilma Rousseff (D), Presidenta de la República Federativa del Brasil, quien realiza una visita oficial a Cuba, en La Habana, el 31 de enero de 2012. AIN FOTO POOL/Emilio HERRERA/Prensa Latina/mvh

Presidenta Dilma Rousseff rinde honores a José Martí. Foto: Planalto
Raúl despide a Dilma en el Palacio de la Revolución. Foto: Planalto

http://www.cubadebate.cu/noticias/2012/01/31/raul-y-dilma-alaban-relaciones-entre-ambos-paises/

Última hora: Fidel recibió a Dilma, confirma Itamaraty

Noticia en construcción

La Presidenta Dilma Rousseff asistió a una reunión en la tarde del martes con el líder de la Revolución cubana Fidel Castro, dijo el Ministerio de Relaciones Exteriores del país sudamericano citado por el portal de noticias Globo.

De acuerdo con Itamaraty, la Presidenta estaba acompañada de una “pequeña delegación” después de un almuerzo ofrecido a ella por el presidente Raúl Castro.

En Conferencia de prensa concedida en la mañana por Dilma en el Memorial José Martí, de La Habana, la mandataria respondió a la pregunta de si se reuniría con Fidel: “Sí, y con mucho orgullo”

CABRAS MARCADOS PARA MORRER, E FUGINDO DA JUSTIÇA


A um paralelo entre o filme Cabra Marcado para morrer de Eduardo Coutinho, o Massacre de Corumbiara, o assassinato de Adelino Ramos (Dinho), além de centenas de outros conflitos de terra que aconteceram e acontecem no Brasil. Sendo que, estes tem a mesma gênese de todos os outros massacres acontecidos contra camponeses neste país, e talvez fossem remediados com uma distribuição mais justa de terras e uma verdadeira Reforma Agrária.

Cabras marcados para morrer, e fugindo da JUSTIÇA

No documentário dirigido por Eduardo Coutinho, Cabra Marcado para Morrer, conta história das Ligas Camponesas de Galiléia e de Sapé além da vida de João Pedro Teixeira que era um líder camponês da Paraíba assassinado a mando de latifundiários de Pernambuco em 1962.
O tema principal do filme passa a ser a trajetória de cada um dos personagens que, por meio de lembranças e imagens do passado, evocam o drama de uma família de camponeses durante os longos anos do regime militar.
Para saber mais sobre o filme leia em:


No caso de Corumbiara as vítimas passaram a ser réus, e os principais culpados, os mandantes fazendeiros e latifundiários foram absolvidos em um julgamento traçado por grandes controvérsias.
No dia 14 de julho de 1995, centenas de famílias ocuparam uma pequena parte da fazenda Santa Elina no município de Corumbiara (Rondônia), na madrugada do dia 9 de agosto aconteceu o massacre de Corumbiara. Os camponeses que viveram vinte e cinco dias de esperança da terra prometida, de repente, abismaram-se num inferno dantesco, onde homens foram executados sumariamente, mulheres foram usadas como escudos humanos por policiais e por jagunços; pessoas foram torturadas por longas horas e o acampamento foi destruído e incendiado.
Na apuração dos fatos, nos processos judiciais e no júri, ficou evidenciado que os camponeses é que pagaram muito caro por terem sonhado com o acesso a terra e por terem ido à luta para concretizar aquele sonho, que, afinal, é o sonho de milhares de sem terra. Ninguém foi responsabilizado pelas torturas que aquelas pessoas sofreram, os órfãos e as viúvas estão desamparados, existe gente desaparecida até hoje e muitos trabalhadores estão debilitados física e emocionalmente, por sequelas causadas pelos maus tratos recebidos durante a desocupação da fazenda Santa Elina.
Para saber mais leia em:


Leia também:
·                     Corumbiara: promotor revela surpresa com impunidade a fazendeiros
·                     Fugitivos da injustiça

Outras Notícias

17 de abril de 1996 - O Massacre de Eldorado dos Carajás
O país das chacinas de Carandiru (1992), Candelária (1993), Vigário Geral (1993), e Corumbiara (1995), viu-se diante de um novo massacre. Determinados a desobstruir a rodovia PA-150, que liga Belém ao sul do Pará, ocupada por um manifesto dos sem-terra em Eldorado dos Carajás, a 650 km da capital do estado, cerca de 150 policiais militares, liderados pelo coronel Pantoja de Oliveira, mataram 19 pessoas, em 20 minutos de ação.

NOTA PÚBLICA | Sobre o assassinato do líder camponês Adelino Ramos, na localidade de Vista Alegre do Abunã, em Rondônia.

CARTA ABERTA A SOCIEDADE E AUTORIDADES BRASILEIRA
Adelino Ramos foi assassinado; o seu algoz (ou matador) foi preso; depois foi liberado por estar preso há meses sem que houvesse algum procedimento legal..

IRMÃOS DO PISTOLEIRO QUE MATOU DINHO -OZIAS VICENTE Aterrorizam os familiares assentados do Curuqueté
Segundo informações, depois da morte de Ozias Vicente passado 15 de janeiro, os irmãos dele estariam ameaçando agora a todas as famílias em um assentamento. Já tinham sido ameaçadas pelo próprio Ozias Vicente as novas lideranças do PAF Curuqueté, (Labrea AM), perto de Vista Alegre do Abuná....

CPT denuncia ameaças a Ministra Maria do Rosário
A Coordenação Nacional da CPT (Comissão Pastoral da Terra) escreveu carta à Ministra Maria do Rosário, Ministra da Secretaria Especial de Direitos Humanos. Nela reporta à ministra denúncias de ameaças às lideranças e a todas as famílias do projeto de assentamento florestal Curuqueté (AM), e pede que a Secretaria de Direitos Humanos tome as devidas providências para garantir a segurança dos que sofrem as ameaças. As ameaças aumentaram depois da morte de Ozias Vicente, o suposto assassino de Adelino Ramos.
Leia na integra em:

Mais de 1600 assassinatos de lideranças ou militantes camponeses nos últimos 25 anos.
Em média, mais de um por semana.

Número de pessoas ameaçadas de morte registra aumento de 107% este ano, diz CPT em 13/12/2011
Brasília – Levantamento da Comissão Pastoral da Terra (CPT) indica que o número de pessoas ameaçadas de morte registrou aumento de 107% em 2011. Em 2010, 83 pessoas denunciaram estar sob risco, o número subiu para 172 no ano seguinte.
Os dados fazem parte do relatório Conflitos no Campo Brasil 2011 e se referem ao período de janeiro a setembro.

Quase 40 mil pessoas estão sob risco de pistoleiros na Amazônia em 17/12/11
MANAUS- Os crimes de pistolagem na Amazônia apresentaram avanço considerável no último ano. A violência é generalizada principalmente nos Estados do Pará, Amazonas, Rondônia e Mato Grosso. As localidades apresentaram maiores índices de crimes praticados por “jagunços”, contratados por grandes proprietários de terra e madeireiros, para ameaçar trabalhadores rurais e ribeirinhos em áreas de conflitos e proteção ambiental. Em 2011, os nove Estados da Amazônia acumularam um total de 39.865 vítimas de crimes do tipo.
Leia na integra em:

Quilombola Marcado Para Morrer
Uma semana depois de denunciar que o poço da comunidade em que mora foi criminosamente envenenado, o Sr. José da Cruz, liderança quilombola de Salgado, Pirapemas-MA, denuncia que dois pistoleiros foram até o quilombo para matá-lo, seu José só escapou porque não estava em casa.
Leia na Integra em:

Onze anos do assassinato de um lutador pela reforma agrária em 26/12/11
Leonardo Wexell Severo de Rondon do Pará (PA) 
“Os ninguém, os filhos de ninguém, os donos de nada”, como diria Eduardo Galeano, tomaram as ruas de Rondon do Pará, dia 26 de novembro, para honrar a memória de um igual, que “custou menos do que a bala que o matou”. No ato “Pela paz, por liberdade e justiça no campo”, manifestantes vindos de todo o Pará lembraram o exemplo de José Dutra da Costa (Dezinho), batalhador pela reforma agrária e pelos direitos dos trabalhadores assassinado há 11 anos, cujo crime se mantém impune.
“Dezinho acreditava e defendia uma forma de desenvolvimento contrária do que sempre se viu em Rondon. Queria ver as terras públicas repartidas entre as famílias de trabalhadores rurais sem terra para aumentar a produção, a circulação de produtos dos agricultores no mercado local, melhorar a renda e a qualidade de vida dos mais pobres”, lembra a presidenta do Sindicato local, Zudemir dos Santos de Jesus (Nicinha), mantida sob proteção policial.
Leia na integra em:

Estas são apenas algumas histórias das centenas de vítimas dos verdadeiros Cabras Marcadas para Morrer, neste país de chacinas como em Carandiru (1992), Candelária (1993), Vigário Geral (1993), e Corumbiara (1995), Eldorado dos Carajás (1996), entre tantos outros, sem contar com o mais recente em São José dos Campos (SP), conhecido como Massacre do Pinheirinho, que ainda vai dar muito “o que falar”, e entrar para mais este novo episódio da trágica história recente deste país.

Postado por Claudio Roberto A. Bastos - CRABASTOS @
 Também postado em: http://crabastosbrasil.blogspot.com/2012/01/cabras-marcados-para-morrer-e-fugindo.html

De América soy hijo y a ella me debo

Por Ramón Guerra Díaz

Publicado el 25 de Enero de 2012

Dentro de pocos días celebraremos el 159 aniversario de natalicio de José Julián Martí Pérez, una de las figuras más importantes dentro de la historia y la cultura cubana, no solo por sus grandes sacrificios por el logro de nuestra primera independencia, sino también por su lucidez política, que lo hizo ver más lejos que los políticos de su época, la necesidad de la unidad latinoamericana como contrafuerte al hegemonismo que desde aquellos años ya asomaba por el “norte revuelto y brutal que nos desprecia”, como dijera él para referirse a los Estados Unidos y su poderosa oligarquía.

Un momento importante en la maduración política de José Martí fue su contacto con la sociedad norteamericana. Llega a Nueva York el 3 de enero de 1880, venía de España después de haber sido deportado por el gobierno colonial español de la isla de Cuba algunos meses antes.

El contacto con aquel país en pleno apogeo de su desarrollo económico fue deslumbrante, por eso escribe en el periódico The Hour un artículo titulado “Impresiones de América” en el que expresa: “Estoy, al fin en un país donde cada uno parece ser su propio dueño.” Poco a poco el conocimiento más profundo de aquel país le hará escribir un año después: “[...] este país, señor en apariencias de todos los pueblos de la tierra, y en realidad esclavo de todas las pasiones de orden bajo que perturban y pervierten a los demás pueblos.”

En aquel país vivió las emociones de las grandes transformaciones tecnológica, la expansión de la nación hacia el oeste, las riadas de emigrantes provenientes de Europa, base de la vertiginosa transformación del país; las luchas de los trabajadores, en su mayoría emigrantes, por mejores salarios y ocho hora de labor, hechos que sirvieron para aguzar su pensamiento social, siempre al lado de los humildes, sus críticas a los métodos violentos de lucha y su comprensión paulatina de aquella gente violenta, engañada y víctima del gran capital. Todo esto en una constante dialéctica de su maduración.

En los Estados Unidos el Apóstol cubano conoció y puso al descubierto el fenómeno imperialista y advierte sobre el peligro que representaba para Cuba, las Antillas y a la larga para América Latina. El auge económico del país traía la necesidad de mercados y sus clases dominantes apuntaban hacia el dominio de las naciones de la América Latina.

Desde sus crónicas para los periódicos de Hispanoamérica no se cansa de mostrar las luces y las sombras de aquella nación y al organizar el movimiento independentista y liberador de la isla de Cuba, sienta sus objetivos políticos de impedir la anexión de Cuba al país del norte.

Su profundo espíritu analítico y su voluntad de estudiar las interioridades de los Estados Unidos, le permitieron llegar a conclusiones político sociales que aún hoy guardan una gran vigencia:

- La unidad de los países latinoamericanos como contraparte al hegemonismo de los Estados Unidos.

- El desarrollo cultural y económico de nuestra América como antídoto a la dominación de la nación del norte.

- La necesidad del desarrollo desde bases propias como contrapartida a la influencia y penetración de esa cultura basada en el pragmatismo y el individualismo exacerbado

- La esencia humanista de la sociedad, su confianza en el ser humano y su capacidad de ser bueno.

Esas y otras que se me escapan son esencias sociales de la prédica martiana, no solo contenida en documentos políticos y programáticos, sino en toda su obra intelectual y de vida.

En los días que corren, con una nueva América Latina, dispuesta al cambio e imbuida de esa necesidad de integración preconizada por Bolívar, defendida por Martí y muchos otros, recordamos al cubano mayor útil y vigente.

http://blogs.monografias.com/cultura-cuba/2012/01/25/de-america-soy-hijo-y-a-ella-me-debo/

"SÓ ACREDITO NO EMPREGO DA VIOLÊNCIA EM CIRCUNSTÂNCIAS MUITO ESPECIAIS"

A mensagem que recebi do companheiro Plínio de Arruda Sampaio, em resposta ao meu artigo Nossas melhores armas são o espírito de justiça e a superioridade moral, foi exatamente a que dele esperava.

Nunca duvidei de suas convicções, mas temia que o artigo publicado na Folha de S. Paulo (ver íntegra aqui) servisse como estímulo a uma radicalização que, neste momento, só interessa à direita golpista. Houve, inclusive, quem o divulgasse euforicamente nas redes sociais, destacando e aplaudindo o apelo às armas.

Então, é-me muito gratificante ter proporcionado ao nosso imprescindível Plínio a oportunidade de esclarecer melhor sua posição.

Segue a íntegra da mensagem:

"Prezado Celso

Pelo respeito que tenho pela sua militância, venho dar-lhe uma explicação a respeito do artigo sobre o massacre do Pinheirinho.

A proposta de emprego da violência não se referia aos ocupantes daquela área mas à necessidade de que a massa trabalhadora estivesse preparada para enfrentar a burguesia.

Não ficou claro e deu essa impressão equivocada, que causou estranheza a você, à Marietta e, imagino, a muito mais gente.

Na verdade, cometi o erro de tratar de um assunto complexo como este sem o espaço requerido para uma exposição adequada. Até porque, defensor, como sou, do socialismo democrático, só acredito no emprego da violência em circunstancias muito especiais e qualificadas.

Quero agradecer-lhe pelos comentários, que me fizeram ver o erro cometido, e agradecer as elogiosas referencias à minha pessoa.

Seu amigo e admirador, Plinio"

lunes, 30 de enero de 2012

Entrevista a Ignacio Ramonet en Porto Alegre sobre la coyuntura mundial

Por Martín Granovsky
"Si el movimiento social no da paso a la política, la crisis seguirá sirviendo a la extrema derecha"

Periodista y escritor, Ignacio Ramonet dijo a Página/12 que la mayoría de los gobiernos de Sudamérica cumple la función de los socialdemócratas europeos en los años 50 y que si no cometen errores pueden aspirar a un ciclo largo de gobierno.

Nacido en Pontevedra y emigrado con su familia a Francia, Ignacio Ramonet dirige hoy Le Monde Diplomatique en español. Fue uno de los animadores del primer Forum en 2001 y es uno de los periodistas que más recorren el mundo y observan sus distintas realidades.

- Sobre el final del Forum hay derecho a preguntarse si fue útil y qué cambió respecto del primer foro, el del 2001.

- Cuando el foro se creó, no había en América Latina otro gobierno de los que yo hoy llamo neoprogresistas que no fuera el de Hugo Chávez, que además vino al foro. Al año siguiente, en 2002, por primera vez Chávez se declaró socialista. También vino Lula cuando aún no era presidente, sino candidato. Ahora en cambio los gobiernos neoprogresistas están llevando a cabo las políticas de inclusión social y al mismo tiempo el foro es menos un foro de los movimientos sociales. Es un foro en el que se discutió la crisis europea, el movimiento de los indignados en general (los chilenos, Wall Street, etcétera) y la cuestión de la memoria. La jornada de Flacso del viernes, el día de conmemoración del Holocausto, fue una de las actividades centrales. La organizaron el Forum Social Temático y el Foro Mundial de la Educación. Hasta ahora ésos no eran temas del foro. Los indignados son un tema que no lleva más de un año, y el debate sobre la memoria no se había planteado de esa manera. Dominaban el antiimperialismo y la denuncia de las guerras de los Estados Unidos en Irak o en Afganistán. Se está llegando a un nivel diferente. Los gobiernos aquí en Sudamérica lo están haciendo globalmente bien. Pero ojo, llega una nueva etapa y hay que mejorar ciertos aspectos cualitativos.

- ¿Qué habría que mejorar en América del Sur?

IR.- No creer que esta bonanza que está viviendo América Latina va a ser duradera. Depende del éxito norteamericano y europeo y de si hay baja o no en la economía china que afecte a potencias agrícolas o mineras.

- Uno de los puntos es cómo aprovecha América del Sur su actual ventaja por los precios beneficiosos de los productos primarios que vende para que otra vez el rédito principal no sean palacios franceses en medio de la pampa húmeda.

IR.- La economía funciona por ciclos. En Europa no podemos hablar de palacios en medio de la nada pero sí de grandes aeropuertos modernísimos que ahora casi no funcionan u óperas en medio de ciudades pequeñísimas. La riqueza ha pasado y no siempre se ha sabido aprovechar. Aquí, en Sudamérica, la solución es crear más y más mercado interior. Y mercado interior protegido. Y también ampliar los intercambios en el marco de la solidaridad latinoamericana. Ahora el mercado latinoamericano tiene que articularse para que haya masa crítica para todos. Si no, Brasil se desarrollará pero Uruguay no. Ahora que desaparecieron 80 millones de pobres hay una clase media que consume. Brasil introdujo la tasa sobre la producción de automóviles frente a China y aumentó esa tasa en un 30 por ciento. Es protección y es correcta.

- ¿Qué discusión mundial nueva apareció en el Forum?

IR.- Por lo pronto, muchos constataron que, más allá de las opiniones, la globalización existe. Si existe hay que analizarla y ver cómo evitar los inconvenientes de la globalización. A escala mundial en una mesa sobre la crisis del capitalismo, una de las opiniones fue que había que pensar quizás en desglobalizar y reducir la globalización. No hay solo una crisis económica. Hay una crisis de la política, de la democracia, alimentaria, ecológica. Muchos países latinoamericanos no están pensando en las otras crisis, en particular en la ecológica. Boaventura de Souza Santos subrayó que no es normal que se acuse a comunidades indígenas y se las acuse de terroristas cuando quieren proteger el medio ambiente. Las realidades van cambiando. El Movimiento de los Sin Tierra de Brasil, que antes ocupaba tierras, no lo hace porque no las tiene. Cualquier pedazo de tierra es soja. Y como el MST cuando se asienta realiza producciones ecológicas, el agronegocio se lo reprocha.

- La discusión ecológica es clave también porque habrá una cumbre mundial en Río en junio.

IR.- La precaución ecológica es algo que se ha recordado y que en cierta medida hace que los gobiernos estén pensando en hacer las cosas bien. Dilma dijo que quería dar casas a la gente. A mí me parece muy bien, realmente muy bien. Pero tengamos cuidado de no llegar al pragmatismo chino, que en nombre del desarrollo destruye lo que se oponga a esa idea, y terminemos entrando sin necesidad en una gran contradicción.

- Dilma diría: "Está bien, Ignacio, pero yo tengo que gobernar Brasil y terminar con la miseria".

IR.- Es que la preocupación ecológica y la social no se oponen. El Forum apreció mucho que Dilma haya decidido venir aquí y no haya viajado al Foro de Davos. Cuando Lula vino y dijo que luego se marchaba a Davos, alguien le dijo: "No se puede servir a dos amos a la vez". Es una frase bíblica. "Hay que escoger".

- Quizá Lula necesitaba ir a Davos porque también eso ayudaba a la consolidación política de su gobierno y en cambio hoy Brasil no necesita de Davos.

IR.- Claro, las condiciones cambian. Y el foro debe cambiar también. Antes muchos dirigentes o presidentes venían a nutrirse. Chávez y Lula, a quienes ya nombré. También Evo Morales, Rafael Correa y Fernando Lugo. Para algunas discusiones, una reunión del foro puede tener hoy un mayor sentido en Europa, para discutir allí mismo la tremenda crisis. El año próximo está previsto que tenga lugar en un país árabe, porque los movimientos sociales no sólo se están desarrollando, sino que han conseguido ganar en dos países. Y hay nuevas discusiones, por ejemplo entre movimientos sociales laicos y movimientos sociales islamistas.

- ¿Qué podría discutirse en Europa?

IR.- En Europa hay ya algunas discusiones que se producían en América Latina. Una idea de que la política está gastada y hace falta una renovación política. Que la sangre y la vitalidad nueva van a venir por el movimiento social. De esa vitalidad puede surgir un cambio. Este foro no tendría el mismo sentido organizado en Madrid, Atenas o Barcelona, donde hay sociedades que sufren y a la vez registran en algunos sectores gran voluntad de cambio. Aquí, en Sudamérica, por suerte para ustedes, hay situaciones donde la preocupación es seguir creciendo y cómo hacerlo mejor.

- ¿No hay un riesgo de endiosar a los movimientos sociales como factores de cambio? Si no hay construcción política, ¿no se diluyen?

IR.- Sí, es importante ver cómo se pasa de un momento a otro. Todavía no estamos en esa etapa en Europa, me parece. Aún no. Nadie expresa mejor el sufrimiento social que el movimiento social. Pero si no se da el paso a la política, todas las grandes crisis siempre sirven a la extrema derecha, que aparece como bajo la forma de movimientos y partidos antisistema. Prometen los cambios más radicales, demagógicos, transformacionales. Es importante que el sufrimiento social se encarne en movimientos que tengan vocación de implicarse en la política.

- ¿Por qué todavía no ocurre ese paso?

IR.- Entre otras cosas, en mi opinión, porque hacen falta líderes. Hasta el momento el movimiento social incluso rechaza tener líderes. Son muy igualitaristas desde el punto de vista del funcionamiento democrático. Es como la enfermedad infantil del movimiento social. Ya llegará el momento de la adolescencia o la madurez, cuando seguramente se generarán líderes. No líderes salvadores. Hablo de dirigentes democráticos que puedan entender al movimiento social y ayudarlo a encontrar respuestas. Después de la crisis del sistema político venezolano, el final de lo que se llama el "puntofijismo", ¿habría habido cambios sin Chávez y lo que él representaba? Y me hago la misma pregunta con Ecuador y Correa, Bolivia y Evo, Brasil y Lula, la Argentina y Kirchner.

- ¿Y cómo funciona la relación entre los líderes, los movimientos y los partidos en esos países de Sudamérica?

IR.- Mi percepción es que hoy los partidos tienen menos influencia que hace diez años y los movimientos sociales también porque los gobiernos están haciéndolo todo. Los líderes de los gobiernos conducen el cambio. Hubo una energía social que produjo el cambio pero el cambio está tan encarrilado que a veces hay una desvitalización de la política que paradójicamente no molesta demasiado.

- Tal vez con las construcciones políticas ocurra lo mismo que con los ciclos económicos. Quizá deban o puedan ser realizadas antes de que el ciclo actual de gobiernos sudamericanos termine.

IR.- La función de estos gobiernos es muy semejante a la de los gobiernos europeos de los años 50 que, esencialmente, fueran conservadores o progresistas, tenían como funciones construir el Estado de bienestar, reconstruir cada país después de la guerra y aumentar el nivel de vida de la gente. Eso les dio 40 años de estabilidad política. Pero se terminó. Si los neoprogresistas sudamericanos no lo hacen demasiado mal, quizás haya por delante varios decenios como si fueran la socialdemocracia nórdica. Hoy mejoran estructuras, el nivel de vida, crean trabajo. No es casualidad que sean gobiernos neoprogresistas los que están trabajando bien. Así ocurrió con los viejos partidos socialdemócratas. Además, la construcción del Estado de bienestar y el aumento del nivel de vida termina con cualquier tipo de recurso para las oposiciones tradicionales conservadoras. Ahora la gente percibe cómo los países reconstruyen sociedades derruidas. Las favelas eran pensadas como una fatalidad. Para la derecha, era así porque es así. Pero la fuerza de la derecha desapareció, y también el elemento militar. Las leyes de la memoria son las que deben culpabilizar -sin venganza, con documentos y base histórica sólida- y establecer responsabilidades. No vengarse, sino terminar con la impunidad. A pesar de que lo que voy a decir parece escandaloso, estamos en el momento más fácil de Sudamérica. Si no hay errores y una gestión tranquila, los gobiernos de signo neoprogresista pueden quedarse en el poder mucho tiempo. Por eso hay que pensar bien las sucesiones políticas. En la Argentina eso funcionó bien. En Brasil, lo de Lula fue ejemplar. Es una lección. Y por eso hoy Dilma tiene más aprobación popular de la que tenía Lula en su primer año de gobierno.

Página/12, Buenos Aires, enero 29 de 2012.
Tomado de http://www.cronicon.net/paginas/edicanter/Ediciones68/nota1.htm

Defensa de los Cinco: una preocupación de la izquierda brasileña

En actividad en el Foro Social Temático, el Gobernador de Río Grande do Sur propone que la defensa de los Cinco sea una preocupación de la izquierda brasileña:
Por Vânia Barbosa
Foto: Caroline Bicocchi/Palácio Piratini

 
Pronunciamiento del Gobernador Tarso Genro durante lanzamiento del libro de Fernando Morais

En el último viernes (27), durante el lanzamiento del libro “Los Últimos Soldados de la Guerra Fría - La historia de los agentes secretos infiltrados por Cuba en organizaciones de extrema derecha de los Estados Unidos, del escritor Fernando Morais, el Gobernador del Rio Grande do Sul, Tarso Genro, en un fuerte pronunciamiento consideró la prisión de los “Cinco” antiterroristas cubanos, presos en territorio estadunidense por el FBI, en setiembre de 1998, una de las mayores farsas jurídicas de la actualidad.

El lanzamiento del libro, seguido del panel sobre los “Cinco”, fue una promoción de la  Asociación Cultural José Martí  con el apoyo del Sindicato de los Bancarios del Estado y hizo parte de las actividades del Fórum Social Temático Crisis Capitalista, Justicia Social y Ambiental, en Porto Alegre.

Tarso Genro -también ex Ministro de la Educación y de la Justicia en el gobierno Lula– analizó el proceso que condenó a los “Cinco” tomando por base dos ejes: el primero,  respecto a la inconsistencia procesal, una vez que los conceptos legales dentro del derecho penal internacional no permitían el encuadramiento de los cubanos. Los “Cinco” no estaban en un complot para perjudicar una comunidad determinada, sino que buscaban evitar que fuesen afetados inocentes en Cuba. En cuanto al segundo eje, respecto a las pruebas, dijo que deben constar en el proceso sobre el crimen alegado, o sea, el de conspirar contra el estado norte americano. Según Tarso, eso no era verdad, pues queda evidente que se trataba de prevenir acciones terroristas contra la Nación cubana, por lo tanto en este caso también no había pruebas que justificasen tal acusación.

El gobernador destacó la solidaridad de la lucha que envuelve la libertad de los “Cinco” y criticó parte de la izquierda –principalmente en Brasil– que secunda un caso que va mas allá de una farsa jurídica apoyada por el gobierno estadounidense, pero también tiene violados los derechos fundamentales garantizados a los antiterroristas cubanos. También  declaró que tal vez el silencio de políticos y movimientos sociales tenga origen en el miedo de enfrentar críticas y repercusiones en los grandes medios que crea efectivas versiones de acuerdo con sus intereses, y apoya el gran capital que somete el estado a su lógica y voluntad.

Tarso recordó el caso del activista italiano Cesare Batistti, que tuvo poco apoyo y solidaridad  en la denuncia de un proceso fraudulento y sin pruebas periciales y testimoniales, lo mismo un conjunto de indicios que llevase a la conclusión sobre una posibilidad de crimen cometido. “Tratábase, por lo tanto, de un fraude jurídico montado por el gobierno directista que asumía el poder”, concluyó.

Invitado por el presidente de la Asociación Cultural José Martí, Ricardo Haesbaert, para comparecer al debate, el Senador Eduardo Suplicy (PT) -que en pronunciamiento solicitó apoyo  a la Presidenta Dilma Rousseff  para  la visita de la cubana Yoani Sánchez al Brasil- defendió  que la liberación de la bloguera “daría crédito para que Obama cesase el bloqueo a Cuba”.

Suplicy fué vehementemente contestado por el ex gobernador Olivio Dutra (PT)  que rechazó gestos ingenuos como el del Senador, pues sirven para fortalecer las acciones inescrupulosas y mentirosas difundidas por lo bloguera y defendidas por los sectores contrarrevolucionarios. Para Dutra, “la democracia defendida por los Estados Unidos es falsa”, por lo tanto es peligroso unirse  a las personas que están al servicio de los intereses e investidas de gobiernos estadounidenses para desestabilizar la Revolución Cubana. La posición de Olivio –también ex Ministro de las Ciudades del gobierno Lula– fue apoyada por el Presidente del PT, diputado Raul Pont y en diversas manifestaciones de los presentes, inclusive por el escritor Fernando Morais.

En su pronunciamiento Morais afirmó que  al iniciar la pesquisa de su libro  pensó que este tendría una historia de aventuras como las de Ian Fleming, e imaginaba la forma como los cubanos consiguieron infiltrarse en la CIA, en el  Departamento de Defensa y en la Casa Blanca. En tanto, en la medida que la pesquisa avanzaba fue dándose cuenta de que el caso de los “Cinco” trataba de otra historia, más densa, más rica  y que envolvía dramas familiares, amores, patriotismo, conceptos de vida, y que tendría que investigar mejor, una parte en Cuba y  otra en los archivos estadounidenses.

El escritor retrató la infiltración de los “Cinco” antiterroristas en la comunidad cubano-americana, formada por organizaciones formales e informales para desestabilizar el gobierno de la Isla con ataques en su propio suelo, y destacó que,  antes de sus prisiones, los “Cinco” evitaron, con sus informaciones, innúmeros asesinatos que ocurrirían en Cuba.

Entre tantas informaciones Fernando Morais enfatizó que la prisión de los “Cinco” es una gran injusticia y un error judicial gravísimo. El escritor afirmó todavía que mas allá de las penas a que fueron sometidos, los cubanos tienen un castigo adicional que son las dificultades para las familias visitarlos en los Estados Unidos.

Al concluir destacó que su pesquisa lo lleva a afirmar que “las agresiones sufridas por Cuba, no solo después del fin de la Unión Soviética, sino desde que la Revolución triunfó en 1959, fueron planeadas y financiadas por grupos de extrema derecha de Miami. También aclaró que el gobierno norteamericano depende de la gran influencia de los cubanos residentes en la Florida y que para eso forjó un proceso absolutamente inconsistente del punto de vista formal, desconocido de la mayoría de los estadounidenses. Así trata de castigar a los “Cinco” de manera autoritaria e ilegal.

El evento contó con la presencia de autoridades nacionales e internacionales como la del periodista y profesor francés Bernard Cassen; el presidente estadual del Partido de los Trabajadores (PT), Raul Pont; Senador Eduardo Suplicy (PT); Ignacio Ramonet, director del periódico Le Mond   Diplomatique y uno de los constructores del Fórum Social Mundial; el Embajador de Venezuela en Brasil, Maximilien Sánchez Arveláiz; los Secretarios de Estado del RS, João Motta (Planeamiento) y José Antonio de Assis Brasil (Cultura); el ex – gobernador del RS y ex –Ministro de las Ciudades en el gobierno Lula, Olívio Dutra; diputados del PT, Daniel Bordignon y Ronaldo Zulke; João Pedro Stédile, dirigente nacional de la Vía Campesina; periodistas Eric Nepomuceno (traductor de los libros de Eduardo Galeano en Brasil) y Mário Jacobskind (Jornal Brasil de Fato); el presidente del Sindicato de los Bancarios del RS, Mauro Salles; el ex - coordinador del Orzamiento Participativo del gobierno Olívio y  ex- exilado político  en Cuba, Ubiratan de Souza; la representante de la Comisión Nacional de los Muertos y Desaparecidos Políticos, Suzana Lisboa y Vinícius Wu, Jefe de Gabinete del Gobierno del RS.


Además de militantes de partidos políticos y representantes de los sindicatos, universidades y entidades de la sociedad civil, también participaron los siguientes músicos y panelistas que vinieron participar del proyecto MusicAmerica en presentaciones culturales  promovidas por la Asociación José Marti  en el Fórum Social Temático: de Brasil (Raul Ellwanger, Pedro Munhoz, Zé Martins, Nelson Coelho de Castro, Victor Batista, Antonio João (Galba) Negrinho Martins y Célio Turino);Uruguay (Hector Numa Moraes y Alejandro Rubbo), Argentina (Paula Ferré), Cuba (Maurício Figueral), Nicaragua (Luis Enrique Mejía Godoy, Carmen Lucia Reyes, Manuel Guadamuz, Rigoberto Osorio, Jayron Sandoval Montano y Edwin Rayo); Ecuador (Gloria Arcos;Fabián Jarrín y Fabian Massuh)  y Paraguay (Ricardo Flecha y Gloria Teresa Gusmanich).

Blogosfera brasileña: Yoani Sánchez, personaje y arma de la guerra mediática contra Cuba

Por Norelys Morales Aguilera

Para varios autores brasileños cuyas opiniones están en sus blog y en Facebook, la bloguera de los Estados Unidos en Cuba, Yoani Sánchez ha tratado de utilizar la visita de la presidenta Dilma Rousseff a la Isla, conectada con la prensa derechista de ese país, para cada quien sacar su lasca.

Estadão, Folha de S. Paulo y O Globo han llevado la voz cantante con varias entrevistas a la Sánchez y la blogosfera ha respondido con diversos análisis.


Uno de esos blog, afirma que Yoani es una pieza interesante en el tablero que alberga la lucha entre la revolución cubana y el imperialismo capitalista. Utiliza los medios de comunicación internacionales para promover y hacer el dinero - mucho dinero, por lo menos según lo indicado por los premios que recibe -, al mismo tiempo que se utiliza como fuente primaria de todo el debate sobre Cuba, siempre con la dirección de los ataques frontales el gobierno cubano.


Las entrevistas que la bloguera responde son poco cuestionadoras y muy elogiosas de “su lucha por la libertad” y en esa dinámica es construida una imagen de Cuba filtrada por los ojos sospechosos de Yoani Sánchez y por su cuenta bancaria cargada de dólares y euros.[Yoani Sánchez: personaje y arma de la guerra mediática contra Cuba]


Otros blogs destacan que Yoani no es una pobre bloguera[Solidários]


De lo que se publica en la prensa, parece que su blog es el único en Cuba. Esto no es cierto... La única diferencia es que Yoani recibe por escribir un blog. Fuentes no oficiales indican que el año pasado habría recibido 500.000 dólares por su trabajo. [Ver en Polenta News, Yoani Sánchez e a falsa moral da Globo]


Además de los citados más trabajos ver otras opiniones en:


As contradições de Yoani Sánchez

http://www.infonet.com.br/marcoscardoso/ler.asp?id=123795

A Cuba que Dilma visita

http://www.cartamaior.com.br/templates/postMostrar.cfm?blog_id=1&post_id=876

“Não existe a tão aclamada neutralidade da imprensa”, diz diretor do Le Monde Diplomatique

http://sul21.com.br

Dilma não quer receber Yoani Sánchez

http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/dilma-nao-quer-receber-yoani-sanchez


Tomado de IslaMIA

La Cuba que Dilma visita

Por Emir Sader  



Una vez que Fidel y sus compañeros tomaron el poder y el gobierno de EE.UU. hizo hincapié sus coyunturas para tratar de derrocar el nuevo poder,  la gran burguesía cubana y una parte de la clase media alta se refugiaron en Miami. Bastaba esperar que el gobierno  rebelde capitulase ante la presión de EE.UU. y fuese irremediablemente derrocado.  Después de todo, ningún gobierno latinoamericano rebelde había logrado sobrevivir. Unos años antes de Getulio Vargas se había suicidado y Perón había abandonado el gobierno. Los dos gobiernos de Guatemala que se había atrevido a poner en práctica una reforma agraria contra la United Fruis- hoy reciclada su nombre al de Chiquita - sufrieron un violento golpe militar.

¿Cómo un gobierno cubano rebelde, en plena guerra fría, a 110 kilómetros del imperio, iba a conseguir sobrevivir? Cuba era el modelo de “patio trasero” de los EUA. Era allí que la burguesía cubana pasaba sus vacaciones, como si estuvieran en una colonia suya. Era allí que los films de Hollywood encontraban los escenarios para sus melosos films sentimentales.  Era allí que un aristócrata cubano había importado a Esther Williams para inaugurar su casa en el centro de La Habana, buceando en una piscina llena de champan. Era en Cuba que los millonarios norteamericanos desembarcaban de sus yates directamente a los hoteles con casinos, o a sus casas, sin siquiera pasar por las aduanas. Era allí que los marineros norteamericanos se emborrachaban y ofendían a los cubanos de todas las formas posibles. Era para Cuba que la Pan American [Air Lines ] inauguró sus vuelos internacionales. Era allí que las fábricas de autos norteamericanos probaban sus nuevos modelos, un año antes de producirlos en los EUA. Fue en Cuba que la mafia internacional hizo su congreso mundial, al final de la segunda guerra mundial, parar repartirse sus mercados internacionales, evento para el cual contrataron al joven cantante Frank Sinatra para animar sus fiestas. En suma, Cuba era un protectorado norteamericano.

Los que abandonaron el país dejaron sus casas intactas, cerraron las puertas. Tomaron el dinero que aún tenían guardado y fueron a esperar en Miami que el nuevo gobierno fuese derrocado y pudiesen retomar normalmente sus vidas en un país del que se consideraban dueños, asociados a los yanquis.
Hay un barrio en Miami llamado Pequeña Habana, donde los nostálgicos se quedan mirando para el sur, cada vez menos esperanzados de poder regresar a una isla que ya no pueden reconocer, por las radicales transformaciones que sufrió. Participaron de las tentativas de derrocamiento, la más conocida, la invasión de Bahía de Cochinos [Girón] que duró 72 horas, a pesar de ser dirigida y protagonizada por los EUA, presididos en aquel momento por John F. Kennedy. Los EUA tuvieron que enviar compotas para conseguir recuperar a los prisioneros resultantes de la invasión, en un trueque humanitario.

Cuba cambió su destino con la Revolución, consiguió tener los mejores índices sociales del continente, aún siendo un país pequeño, pobre, al lado de los EUA, que mantiene el más largo bloqueo de la historia -hace más de 50 años- intentando aplastar a la Isla.

Durante un tiempo, Cuba pudo apoyarse en la integración a los planes de desarrollo de los países socialistas, dirigidos por la URSS, que proporcionaba petróleo y armamento, además de mercados para sus productos de exportación. El fin de la URSS y del campo socialista aparecía, para algunos, como el fin de Cuba.

Después de la caída sucesiva de los países del este europeo, la prensa occidental se desvió para Cuba, se estableció en el [Hotel] Habana Libre, quedaron bebiendo mojitos y daiquiris, a la espera de testimoniar la anhelada caída del régimen cubano. (Entre ellos se encontraba Pedro Bial y el personal del Globo).

Pasaron 23 [sic., 53] años y el gobierno cubano está de pié. Desde 1959, 10 presidentes ya pasaron por la Casa Blanca y tuvieron que convivir con la Revolución Cubana, a las que todos le previeron el fin.

Cuba tuvo que rehacerse para sobrevivir sin contar con los planes colectivos de los países socialistas. Cuba tuvo que hacer un inmenso esfuerzo, sin cortar los derechos sociales de su pueblo, sin eliminar camas en los hospitales, ni aulas en las escuelas, al revés de la URSS de Gorbachov, que introdujo paquetes de ajuste y terminó acelerando el fin del estado soviético.

Es esa Cuba la que Dilma va a encontrar. En pleno proceso de revitalización de una economía que necesita adaptar sus necesidades a las condiciones del mundo contemporáneo. En medio de la intensificación de su comercio con Venezuela, Bolivia, Ecuador –a través del ALBA- así como con China y Brasil, entre otros. Pero necesita dar un nuevo salto económico, para lo cual necesita más inversiones.

Necesita también aumentar su productividad, para lo que requiere incentivar el trabajo, de acuerdo con las formulaciones de Marx en la Crítica del Programa de Gotha,  que los postulados del Socialismo  son “a cada cual según su trabajo”, a fin de generar las condiciones del comunismo, en el que la generosidad permitirá atender “a cada uno según su necesidad”.

Cuba busca sus nuevos caminos, sin renunciar a su profundo compromiso con los derechos sociales para toda su población, la soberanía nacional y la solidaridad internacional. Cuba sigue desarrollando sus políticas solidarias, que permitirán el fin del analfabetismo en Venezuela, en Bolivia y en el avance decisivo en esa dirección de países como Ecuador o Nicaragua.

Cuba mantiene, desde hace más de diez años, la Escuela Latinoamericana de Medicina, que ya formó en la mejor medicina social del mundo, de forma gratuita, a millares de jóvenes oriundos de comunidades carentes de todo el continente –incluidos los EUA. Cuba promueve la Operación Milagro, que ya consiguió que más de 3 mil latinoamericanos pudiesen recuperar plenamente su visión.

Cuba es una sociedad humanista, que privilegia la atención a las necesidades de sus ciudadanos de los de todos los países necesitados del mundo. Que busca combinar los mecanismos de sus planes centralizados con los incentivos de las iniciativas individuales y la atracción de las inversiones, en busca de un nuevo modelo de crecimiento, que preserve los derechos adquiridos por la Revolución, y permita un nuevo ciclo de expansión económica.

Aquellos que se preocupan con el sistema político interno de Cuba, no tienen que mirar para la Habana, si no para Washington. Nadie puede pedir a Cuba relajar sus mecanismos de seguridad interna, siendo víctimas del bloqueo y de las agresiones de la más violenta potencia imperial de la historia de la Humanidad. La presión tiene que volverse y concentrarse sobre el gobierno de los EUA, para terminar el bloqueo, conseguir la retirada de la Base Naval de Guantánamo de territorio cubano, y la normalización de las relaciones entre los dos países.

Es esa Cuba la que Dilma va a encontrarse, intensificando y ampliando los lazos de amistad y los intercambios económicos con Cuba. No por casualidad, Brasil sólo restableció relaciones con Cuba después que la dictadura terminó, intensificando esas relaciones en el gobierno de Lula y dando continuidad a esa política con el Gobierno de Dilma.

Traducción: Rosa C. Báez


Nota original en Cartamaior


A Cuba que Dilma visita

 Assim que Fidel e seus companheiros tomaram o poder e o governo dos EUA acentuou suas articulações para tratar de derrubar o novo poder, a grande burguesia cubana e uma parte da classe média alta foram se refugiar em Miami. Bastava esperar que mais um governo rebelde capitulasse diante das pressões norte-americanas ou fosse irremediavelmente derrubado. Afinal, nenhum governo latinoamericano rebelde tinha conseguido sobreviver. Poucos anos antes Getulio Vargas tinha se suicidado e Peron tinha abandonado o governo. Os dois governos da Guatemala que tinham ousado colocar em prática uma reforma agrária contra a United Fruis – hoje reciclada no nome para Chiquita -, sofreram um violento golpe militar.

Como um governo cubano rebelde, em plena guerra fria, a 110 quilômetros do império, conseguiria sobreviver? Cuba era o modelo do “pátio traseiro” dos EUA. Era ali que a burguesia cubana passava suas férias como se estivesse numa colônia sua. Era ali que os filmes de Hollywood encontravam os cenários para os seus melosos filmes sentimentais. Era ali que um aristocrata cubano tinha importado Esther Williams para inaugurar sua casa no centro de Havana, mergulhando numa piscina cheia de champanhe. Era em Cuba que os milionários norteamericanos desembarcavam com seus iates diretamente aos hotéis com cassinos ou às suas casas, sem sequer passar pelas alfândegas. Era ali que os marinheiros norteamericanos se embebedavam e ofendiam os cubanos de todas as formas possíveis. Era para Cuba que a Pan American inaugurou seus vôos internacionais. Era ali que as construtoras de carros norte-americanas testavam seus novos modelos, um ano antes de produzi-los nos EUA. Foi em Cuba que a máfia internacional fez seu congresso mundial no fim da segunda guerra, para repartir os seus mercados internacionais, evento para o qual contrataram o jovem cantor Frank Sinatra para animar suas festas. Em suma, Cuba era um protetorado norteamericano.

Os que abandonaram o país deixaram suas casas intactas, fecharam as portas, pegaram o dinheiro que ainda tinham guardado e foram esperar em Miami que o novo governo fosse derrubado e pudessem retomar normalmente sua vida num país de que se consideravam donos, associados aos gringos.

Há um bairro em Miami que se chama Little Havana, onde os nostálgicos ficam olhando para o sul, cada vez menos esperançosos de que possam retornar a uma ilha que já não podem reconhecer, pelas transformações radicais que sofreu. Participaram das tentativas de derrubada do regime, a mais conhecida delas a invasão na Baía dos Porcos, que durou 72 horas, mesmo se pilotada e protagonizada pelos EUA – presidido por John Kennedy naquele momento. Os EUA tiveram que mandar alimentos para crianças para conseguir recuperar os presos da invasão, numa troca humanitária.

Cuba mudou seu destino com a revolução, conseguiu ter os melhores índices sociais do continente, mesmo como país pequeno, pobre, ao lado dos EUA, que mantem o mais longo bloqueio da história – há mais de 50 anos -, tentando esmagar a Ilha.

Durante um tempo Cuba pode apoiar-se na integração ao planejamento conjunto dos países socialistas, dirigida pela URSS, que lhe propiciava petróleo e armamento, além de mercados para seus produtos de exportação. O fim da URSS e do campo socialista aparecia, para alguns, como o fim de Cuba. Depois da queda sucessiva dos países do leste europeu, a imprensa ocidental se deslocou para Cuba, instalou-se em Havana Livre, ficaram tomando mojitos e daiquiris, esperando para testemunhar a ansiada queda do regime cubano. (Entre eles estava Pedro Bial e a equipe da Globo.)

Passaram-se 23 anos e o regime cubano está de pé. Desde 1959, 10 presidentes já passaram pela Casa Branca e tiveram que conviver com a Revolução Cubana – de que todos eles previram o fim.

Cuba teve que se reciclar para sobreviver sem poder participar do planejamento coletivo dos países socialistas. Cuba teve que fazer um imenso esforço, sem cortar os direitos sociais do seu povo, sem fechar camas de hospitais, nem salas de aulas, ao invés da URSS de Gorbachev, que introduziu pacotes de ajuste e terminou acelerando o fim do regime soviético.

É essa Cuba que a Dilma vai encontrar. Em pleno processo de reciclagem de uma economia que necessita adaptar suas necessidades às condições do mundo contemporâneo. Em que Cuba intensificou seu comércio com a Venezuela, a Bolívia, o Equador – através da Alba -, assim como com a China, o Brasil, entre outros. Mas que necessita dar um novo salto econômico, para o que necessita de mais investimentos.

Necessita também aumentar sua produtividade, para o que requer incentivar o trabalho, de acordo com as formulações de Marx na Critica do Programa de Gotha, de que o principio do socialismo é o de que “a cada um conforme o seu trabalho”, afim de gerar as condições do comunismo, em que a fartura permitira atender “a cada um conforme suas necessidades”.

Cuba busca seus novos caminhos, sem renunciar a seu profundo compromisso com os direitos sociais para toda a população, a soberania nacional e a solidariedade internacional. Cuba segue desenvolvendo suas políticas solidárias, que permitiram o fim do analfabetismo na Venezuela e na Bolívia e o avanço decisivo nessa direção em países como o Equador e a Nicarágua.

Cuba mantem sempre, há mais de dez anos, a Escola Latinoamericana de Medicina, que já formou na melhor medicina social do mundo, de forma gratuita, a milhares de jovens originários de comunidades carentes todo o continente – incluídos os EUA. Cuba promove a Operação Milagre, que ja’ permitiu que mais de 3 mil latino-americanos pudessem recuperar plenamente sua visão.

Cuba é um sociedade humanista, que privilegia o atendimento das necessidades dos seus cidadãos e dos de todos os outros países necessitados do mundo. Que busca combinar os mecanismos de planejamento centralizado com incentivos a iniciativas individuais e a atração de investimentos, na busca de um novo modelo de crescimento, que preserve os direitos adquiridos pela Revolução e permite um novo ciclo de expansão econômica.

Aqueles que se preocupam com o sistema politico interno de Cuba, tem que olhar não para Havana, mas para Washington. Ninguém pode pedir a Cuba relaxar seus mecanismos de segurança interna, sendo vítima do bloqueio e das agressões da mais violenta potência imperial da história da humanidade. A pressão tem que se voltar e se concentrar sobre o governo dos EUA, para o fim do bloqueio, a retirada da base naval de Guantanamo do território cubano e a normalização da relação entre os dois países.

É essa Cuba que a Dilma vai se encontrar, intensificando e ampliando os laços de amizade e os intercâmbios econômicos com Cuba. Não por acaso o Brasil só restabeleceu relações com Cuba depois que a ditadura terminou, intensificando essas relações no governo Lula e dando continuidade a essa política com o governo Dilma.

Postado por Emir Sader às 10:39